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Resident Evil e suas duas décadas na cultura pop

Entre altos e baixos, a franquia nascida no videogame sobrevive há 20 anos através de várias mídias.

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Resident Evil 5: Retribuição e O Legado Bourne | Review

A mania de fazer sequências não para em Hollywood. Aliás, ela é o que move os cofres dos grandes estúdios. Afinal de contas, é bem mais fácil apostar em algo que você já sabe que deu certo do que se arriscar em algo totalmente novo. Resident Evil 5: Retribuição e O Legado Bourne apenas comprovam que utilizar da mesma fórmula (ou do mesmo nome) pode gerar um bom lucro.

Em relação à trilogia Bourne estrelada por Matt Damon, O Legado Bourne é um tanto diferente. Sem Damon e Paul Greengrass, diretor de A Supremacia e O Ultimato Bourne, quem assume a batuta de direção é Tony Gilroy, roteirista dos outros filmes. Ele traz consigo novos personagens, sem colocar outro ator no lugar de Damon para ser Jason Bourne. Gilroy não dispensa a imagem do ator e se apega no que passou nos outros longas para ampliar o universo e mostrar que o personagem que dá nome à franquia não era o único daquele projeto governamental ultra-secreto.

Gilroy escalou Jeremy Reener para ser Aaron Cross, um soldado do mesmo projeto de Bourne. Os eventos deste filme ocorrem em paralelo com os acontecimentos de O Ultimato Bourne. Com Bourne (Damon) prestes a se vingar de quem tirou-lhe a memória e matou sua namorada, além de revelar publicamente com a ajuda de Pamela Landy (Joan Allen) os podres da agência de segurança em relação à Operação Treadstone e Operação Blackbriar, Eric Byer (Edward Norton) resolve fazer uma queima de arquivo, apagando do mapa todos os envolvidos nas operações, desde os médicos (como é o caso da personagem de Rachel Weisz, a Dra. Marta Shearing) até as cobaias, caso de Aaron.

O Legado Bourne responde os motivos pelos quais Jason Bourne possui a capacidade de ser uma máquina de matar humana, por exemplo. Algumas respostas para perguntas que, talvez, ninguém parava pra pensar, são dadas. Gilroy impõe sua marca como diretor e prefere mais falatório do que ação. Paul Greengrass conseguia lidar com maestria lidar a pancadaria, uma ótima história e uma montagem nervosa. Gilroy não tem ainda esse timing como diretor, mas não chega a se sair mal. Apesar de o filme ser mais calmo do que os outros da franquia e levar um tempo para emplacar, o roteiro é solido e as atuações são acima da média para um filme de ação. A seriedade de Norton cabe muito bem pro papel e Weisz se encontra como a médica indefesa. Já Reener garante seu posto como um astro de ação competente que, ao mesmo tempo, sabe se portar como ator dramático.

A ação, quando acontece, lembra os outros filmes. Gilroy caprichou, em especial, no clímax. O problema de O Legado Bourne é que bem no ápice do longa, ele acaba. Isso não seria algo negativo, já que os demais da franquia são assim. A questão é que o filme é mais lento, e quando ganha velocidade, ele termina – e de maneira nem tão satisfatória assim. Gilroy tem uma nova trilogia pronta nas mãos. O que resta é ele se aprimorar como diretor e injetar mais ânimo nos próximos filmes.

Se O Legado Bourne percorria um caminho diferente, Resident Evil 5 é mais uma sequência direta dos anteriores. Começando exatamente de onde parou o quarto filme, o longa dirigido mais uma vez por Paul W. S. Anderson coloca poucos novos elementos e parte do mesmo começo, meio e fim dos outros capítulos da franquia.

Alice (Milla Jovovich) é presa pela galera do mal da Umbrella Corporation e encontra-se presa em uma das instalações da empresa, onde ela passa por diversos testes simuladores. Com a ajuda de Ada Wong (Li Bingbing), uma sócia de Albert Wesker (Shawn Roberts), Alice tenta escapar do local, enfrentando muitos clones (incluindo uma versão malvada de Rain, personagem de Michelle Rodriguez, que morreu no primeiro filme), zumbis e até sua amiga Jill Valentine (Sienna Guillory), que sofreu lavagem cerebral pela Umbrella.

Pelo caminho, Alice vai encontrando mais aliados, enquanto participa de cenas de ação loucas, com muita câmera lenta, frases de efeito, monstros cada vez mais gigantes e por aí vai. Não adianta querer cobrar grandes atuações do elenco, até porque o foco não é esse. A questão é que Resident Evil, apesar de ser um entretenimento bacana (diferente do que virou a cinessérie Transformers), não consegue mais fazer nada de novo. A tecnologia pode ter melhorado desde 2002, incluindo o 3D, mas nada disso é o suficiente para alavancar a qualidade de uma franquia que não consegue se reinventar, utilizando sempre dos mesmos artifícios, seja no slow motion, na narração inicial de Alice contando tudo sobre a Umbrella Corporation, ou no final em aberto para mais uma inevitável continuação.

Resident Evil 5: Retribuição tem boas cenas de ação, entretém, mas é mais do mesmo. No comparativo entre os novos capítulos de franquias, O Legado Bourne fica na frente justamente por propor algo diferente para sua cinessérie, por mais que não seja tão bom quanto seu antecessor. Enquanto isso, Resident Evil 5 se mostra igual ao quarto, terceiro e segundo episódios. Independente da qualidade, estas duas marcas continuarão no cinema pelos próximos anos por darem dinheiro e isto é o que importa em Hollywood.

Resident Evil: Retribution
EUA/Canadá/Alemanha, 2012 – 95 min
Ação / Ficção

Direção:
Paul W. S. Anderson
Roteiro:
Paul W. S. Anderson
Elenco:
Milla Jovovich, Michelle Rodriguez, Kevin Durand, Sienna Guillory, Shawn Roberts, Aryana Engineer, Colin Salmon, Johann Urb, Boris Kodjoe, Li Bingbing

The Bourne Legacy
EUA, 2012 – 135 min
Ação

Direção:
Tony Gilroy
Roteiro:
Tony Gilroy, Dan Gilroy
Elenco:
Jeremy Reener, Rachel Weisz, Edward Norton, Stacy Keach, Oscar Isaac, Joan Allen, Albert Finney, David Strathairn, Scott Glenn

Os Três Mosqueteiros | Review

Os Três MosqueteirosThe Three Musketeers
EUA / Inglaterra / Alemanha / França, 2011 – 110 min
Ação

Direção:
Paul W.S. Anderson
Roteiro:
Alex Litvak, Andrew Davies
Elenco:
Logan Lerman, Milla Jovovich, Matthew Macfadyen, Ray Stevenson, Luke Evans, Mads Mikkelsen, Gabriella Wilde, James Corden, Juno Temple, Freddie Fox, Orlando Bloom, Christoph Waltz

Em 1844, o escritor francês Alexandre Dumas lançou uma das obras mais icônicas da literatura mundial. Os Três Mosqueteiros, apesar de ser datado, continua sendo utilizado. Nos últimos 80 anos, foram produzidos cerca de 22 filmes baseados no livro e isso só mostra a riqueza existente nele. Agora pense comigo. Se neste tempo foram feitos tantos trabalhos baseados nele, o que uma nova produção poderia trazer em termos de novidade? Esta é a grande pergunta acerca de Os Três Mosqueteiros.

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