Resident Evil e suas duas décadas na cultura pop

Entre altos e baixos, a franquia nascida no videogame sobrevive há 20 anos através de várias mídias.

Uma obra capaz de impulsionar e popularizar tanto o gênero survivor horror quanto o tema zumbis é, no mínimo, uma referência no mundo dos jogos eletrônicos. Mas Resident Evil é mais do que isso. Em seus 20 anos de existência, a série não foi amada só pelo seus fãs, mas também pela sua produtora, Capcom, que em nenhum momento desistiu de manter vivo o clássico nascido em 1996.

Ampliando e expandindo jogo após jogo o universo e a ambientação da história, entre erros e acertos, a saga nunca entrou em esquecimento pela incessante busca de renovação e popularização desde o primeiro Playstation até os consoles atuais, sendo premiado até com game do ano no inesquecível Resident Evil 4.

Resident Evil 4 (Capcom)

A estratégia de alavancar o seu nome em outras mídias, com livros, filmes e quadrinhos, entre outros meios, também favoreceu e ainda favorece a vida útil da série, mesmo que com qualidade duvidosa, principalmente nos filmes, que ao que parece sofreram com brainstorms incontidos dos produtores. Mesmo com longas-metragens medianos e medíocres (Resident Evil: O Capítulo Final é de chorar de tão ruim), a legião de fãs aumentou e quem não conhecia os jogos acabou conhecendo em algum momento.

Criar personagens com carisma e histórias de fundo em uma trama de terror é um desafio até mesmo no cinema, mas Resident Evil nos presenteou com Jill Valentine, Leon Kennedy, os irmãos Redfield além do icônico vilão Albert Wesker. Esses e outros membros da trama infinita criada acabaram carregando nas costas em momentos de baixa e fracassos o nome pesado da série que participavam, fazendo muitos jogarem só pra ver que rumo determinado protagonista estava tomando.

Resident Evil: O Capítulo Final (Sony)

Em 2017, uma renovação em grandes proporções foi a grande cartada da Capcom para colocar novamente nos trilhos, uma essência que havia se perdido por muito tempo. Resident Evil VII veio com uma pegada que em alguns momentos parecia Massacre da Serra Elétrica e em outros Atividade Paranormal, mas que manteve tudo que deu vida ao universo desde o seu primeiro momento, com sustos e situações “correr pra não morrer”, lembrando muito os clássicos de PS1.

Na pele de Ethan, um civil sem habilidades como as dos personagens controlados ao longo da série, você entra em uma missão de resgate pessoal, que mesmo parecendo um spin-off ou até mesmo um reboot, se passa após os acontecimentos de Resident Evil 6. A história contada na mansão agrícola onde o jogo se situa, deixa o jogador sempre em dúvida do que realmente está acontecendo, sendo necessária a leitura de arquivos e até mesmo algumas reflexões pra chegar próximo do que remete a narrativa principal.

Em meio a tantas tentativas de revigorar séries clássicas, como acontece com Tomb Raider e o recente Final Fantasy XV, a produtora Capcom acertou em cheio e fez a felicidade da maioria dos fãs da série, garantindo um sucesso na crítica e com os jogadores e fazendo sua obra bater de frente com o que a nova geração criou.

Resident Evil VII: Biohazard está disponível para Xbox One, PS4 e PC.

Resident Evil VII: Biohazard (Capcom)
Por Matheus Tillmann
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Uma consideração sobre “Resident Evil e suas duas décadas na cultura pop”

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