Melhores Episódios das Séries na Temporada 2021/2022

Better Call Saul, Station Eleven, The Other Two e Succession estão entre os destaques.

Selecionamos o que houve de mais relevante e (subjetivamente) melhor no mundo das séries entre 1º de junho de 2021 e 31 de maio de 2022, período de elegibilidade para o Emmy Awards, maior premiação da TV mundial.

Desta vez, elencamos os 10 episódios que mais marcantes, que nos bateram diferente e ofereceram emoções jamais sentidas antes. Entre eles estão um golpe perfeito (e as consequências logo em seguida), reuniões familiares desconfortáveis, uma nude caindo na internet, um cruzeiro de lésbicas e muitos plot twists que de fato servem para a narrativa.

Todos os vídeos possuem legenda em português, basta acioná-la no player do YouTube.

Station Eleven – 1×10: Unbroken Circle

Direção: Jeremy Podeswa | Roteiro: Patrick Somerville
Exibido originalmente em 13 de janeiro de 2022

Quem for atrás de Station Eleven como uma história de sobrevivência no pós-apocalipse cheia de ação e busca por mantimentos, vai encontrar outra coisa. Irá se deparar com algo mais intenso, que é o que realmente nos move: as conexões que fazemos uns com os outros enquanto humanos. Os 10 episódios da minissérie são pautados por essa ligação e em como é viver em um mundo que acabou. Ninguém vive sozinho. O belíssimo episódio que encerra a trama referencia em seu título o círculo que contém o trajeto inquebrável da Sinfonia Itinerante, mas é uma clara alusão ao ciclo da vida, onde há perdas, onde há reencontros.

A maior expectativa para o episódio não era se o plano de Tyler (Daniel Zovatto) com as crianças seria bem-sucedido. Óbvio que importava e criava uma tensão, porque não há nada aqui que não funcione. No entanto, sobre o personagem, aguardado mesmo era o reencontro com sua mãe, Elizabeth (Caitlin Fitzgerald), o que nos leva à brilhante sequência da peça em que há o “confronto” com Clark (David Wilmot). Porém, é necessário dizer que o reencontro de Kirsten (Mackenzie Davis) e Jeevan (Himesh Patel) era o momento pelo qual eu estava mais ansioso. A bonita construção da relação que a gente acompanha desde a infância dela, a eventual separação dos dois, tudo culminou para o arrebatador momento em que eles se reveem. A música que estão tocando silencia para mostrar que nada mais importa naquele instante. Eles não precisam falar nada porque os olhares quase gritam. A atuação de Davis e Patel é simplesmente fenomenal, a direção é fantástica. O episódio todo é espetacular, mas esses dois mereciam uma atenção especial. A cena final da separação por diferentes caminhos com a promessa do reencontro pode ser óbvia, mas não deixa de ser bela e encerra a minissérie de maneira irretocável com esse belíssimo episódio, que mostra bem a arte de fazer TV em seu melhor. – Filipe Chaves

(HBO Max)

My Brilliant Friend – 3×06: Diventare

Direção: Daniele Luchetti | Roteiro: Elena Ferrante, Francesco Piccolo, Laura Paolucci, Saverio Costanzo
Exibido originalmente em 20 de fevereiro de 2022

Tornar-se. Esse é o título e o mote do sexto episódio da terceira temporada de A Amiga Genial, série italiana baseada na tetralogia napolitana, obra da misteriosa Elena Ferrante. A história de uma amizade conturbada entre duas jovens de um bairro pobre de Nápoles, cuja vida se entrelaça desde a infância, entre amor e rivalidade, mas cujos rumos da vida adulta as separam, se mostra há alguns anos o que tem de melhor na televisão mundial. E, nesse episódio, chegamos, finalmente, a um ponto de inflexão na relação entre essas duas mulheres.

Com tensões acirradas em casa e fora dela, Elena precisa retornar à Nápoles. E lá, de cara, ela se vê mergulhada em velhos padrões. De imediato, é tomada pela irracionalidade que parece dominar o lugar, parte intrínseca de si que ela tanto lutou para esconder, mas que parece surgir das profundezas como um monstro terrível e assustador. Certa de que se mantém em um pedestal de moralidade que ainda a separa dos demais, a notícia de que sua irmã mais nova está morando, sem ter se casado, com um Solara e com a aprovação de seus pais, causa-lhe indignação. Mas nem essa surpresa desagradável a prepara para o choque sísmico que virá a seguir. No opulento apartamento de sua irmã, Elena se vê encurralada a participar de um evento que parece materializar-se diretamente de seus pesadelos: uma comemoração em sua homenagem que ela precisa dividir com o aniversário de 60 anos de Manuela Solara, a terrível agiota e matriarca da família Solara.

Em uma sequência primorosa, cada pessoa que chega à residência parece uma nova facada contra Elena. Mas nenhuma é tão profunda como a chegada de Lila. Afeita à casa de seus antigos inimigos, Lila mal dirige palavra ou olhar à antiga amiga. Ao redor da mesa, o clima é de guerra fria. Sorrisos hostis, tensão total. O destaque fica, mais uma vez, para Gigliola. A triste esposa de Michele Solara, que precisa engolir toda sorte de insultos, inclusive as bufonices de seu marido, e os elogios deste à sua eterna rival. À beira do abismo, ela fornece uma dose revigorante de sinceridade e vulnerabilidade.

A bela poesia dos momentos cotidianos se expõe nesse episódio. A música, a dança, tudo capturado na eteriedade evanescente de um momento de paz que segue a tormenta. Em uma conversa posterior, Lila e Lenù parecem mais distantes que nunca, um confronto que há muito se anunciava no horizonte. Ainda incapaz de romper o laço, Elena abraça a amiga. Mas logo percebe que, para crescer e tornar-se alguém com mérito próprio, alguém que não possa ser deixada para trás, precisa se descolar da amiga e trilhar um caminho seu. Sair dali, de uma vez por todas. – Mariana Ramos

The Other Two – 2×09: Chase and Pat are Killing It

Direção: Kim Nguyen | Roteiro: Chris Kelly, Sarah Schneider
Exibido originalmente em 23 de setembro de 2021

Em seu penúltimo episódio da sua segunda temporada, a comédia, que satiriza Hollywood e o circo midiático em que o planeta Terra se transformou com as redes sociais, chega ao seu ápice. Com uma história ágil, ácida e cheia de reflexos da nossa sociedade, The Other Two entrega o seu melhor episódio até aqui quando uma foto do ânus de Cary Dubek, enviada para um match no aplicativo de namoros gay Grindr, viraliza na internet. A já hilária situação desde o seu início só escala ao longo do episódio, gerando uma verdadeira comoção, iniciada por ninguém menos que Busy Philipps, no mundo das celebridades, capaz até de ressuscitar o primeiro filme no qual Cary atuaria, Night Nurse.

Além de ser uma das comédias mais engraçadas e afiadas da atualidade, com este tipo de história ela demonstra que entende muito bem o mundo no qual estamos inseridos e por isso consegue nos fazer rir tanto dele. Durante a segunda temporada, a exemplo de Arrested Development, The Other Two apostou muito em autorreferências, piadas que ao longo dos episódios vão ganhando mais tração e mais graça. Como se “Chase and Pat are Killing It” já não estivesse bom demais apenas com a história de Cary, nele a piada mais longa e mais revisitada da série chegou ao seu clímax com uma hilária e divertida participação especial de Alessia Cara, anteriormente tão referenciada na série. Assim, “Chase and Pat are Killing It” com certeza foi um dos melhores episódios da última temporada, não podendo faltar em qualquer lista que se preze. – Diogo Pacheco

(HBO Max)

Station Eleven – 1×07: Goodbye My Damaged Home

Direção: Lucy Tcherniak | Roteiro: Kim Steele
Exibido originalmente em 30 de dezembro de 2021

Uma série sobre o que resta de uma sociedade após um mundo pós apocalíptico se instaurar por conta de um vírus mortal em plena pandemia poderia ser uma péssima ideia. Entretanto, Station Eleven se provou muito mais do que isso, especialmente em seu melhor e mais comovente episódio, “Goodbye My Damaged Home”. O passeio de Kirsten ao seu passado traumático com certeza rendeu uma das horas televisivas mais bonitas dos últimos anos, nos contanto uma importante parte para entendermos quem a personagem se tornou neste mundo distópico. Uma história sobre esperança, luto e culpa capaz de emocionar até mesmo o mais frio dos seres humanos. Como não se emocionar com a morte de um personagem tão querido? Como não se emocionar com o fim da infância de uma menina diante da cruel realidade? Como não se emocionar com o show de roteiro, direção e atuações que só um dos melhores episódios de todos os tempos é capaz de apresentar? Obviamente, não sei a resposta para essas perguntas, já que “Goodbye My Damaged Home” me emocionou do começo ao fim. – Diogo Pacheco

(HBO Max)

Hacks – 2×04: The Captain’s Wife

Direção: Lucia Aniello | Roteiro: Ariel Karlin, Pat Regan
Exibido originalmente em 19 de maio de 2022

“The Captain’s Wife” é, para mim, uma aula de como sujar seu personagem sem torná-lo irrecuperável. É um episódio que se equilibra perfeitamente no fio da navalha de não passar pano para uma protagonista cheia de defeitos, hipocrisias e incongruências, sem nunca perder o público. Muito pelo contrário, só me faz querer acompanhar ainda mais de perto cada passo da jornada de Deborah Vance (interpretada brilhantemente por Jean Smart), mesmo quando ela fala absurdo atrás de absurdo no palco e eu tenho vontade de ligar para o SAMU de vergonha alheia.

Não é à toa que, pouco depois de “The Captain’s Wife”, Deborah chega à mesma conclusão que os roteiristas colocaram em prática desde o primeiro episódio em relação à personagem: ela é oprimida por ter sido uma das primeiras mulheres a desbravar um meio dominado por homens, mas também é opressora em inúmeros sentidos, colocando suas vontades acima de todos à sua volta, e muitas vezes humilhando e machucando quem tanto faz por ela. Tentar reduzi-la a somente uma das duas coisas é torná-la menor e menos interessante (aprende aí, The Marvelous Mrs. Maisel). 

O clímax do episódio, em que Deborah rola ladeira abaixo depois de uma construção narrativa minuciosa para que ela fosse escalando essa ladeira aos poucos, acerta no tom e no conteúdo: as piores piadas de Deborah, que fazem a plateia se voltar contra ela de vez sob vaias, não são os clichês com as lésbicas, mas sim os estereótipos contra as mulheres, a colocando num papel de pertencimento, não de opressão. Mas onde uma plateia de homens teria se esbaldado de rir, ainda mais ratificada por ser uma mulher contando aquelas piadas, uma de mulheres simplesmente não é obrigada. Não é à toa que Deborah prefere os gays.

Há também uma inversão na dinâmica entre Ava e Deborah muito interessante em “The Captain’s Wife”: pela primeira vez, Deborah é quem está perdida, e Ava é a voz da experiência e da razão (ela, afinal, é bissexual, enquanto Deborah repete o tempo todo que detesta lésbicas, porque as lésbicas a detestam também). A conversa entre as duas sobre sexualidade é uma das mais bonitas e emocionantes da temporada inteira, e é uma das poucas vezes em que Deborah escuta mais do que fala, reiterando outra máxima da relação entre as duas personagens estabelecida logo de cara em Hacks: uma tem muito a aprender com a outra, ainda que as duas resistam aos aprendizados. – Luiza Conde

(HBO Max)

Only Murders in the Building – 1×07: The Boy From 6B

Direção: Cherien Dabis | Roteiro: Stephen Markley, Ben Philippe
Exibido originalmente em 28 de setembro de 2021

O conceito de “episódio mudo” não é algo novo nas séries, de Buffy: A Caça–Vampiros até Evil, esse tipo de episódio já foi usado diversas vezes paras as mais diversas experimentações com um tipo de narrativa e brincadeira audiovisual para se experimentar novas formas de se contar uma história. No episódio “The Boy from 6B”, de Only Muders in the Bulding, focado em Theo Dimas (James Caverly), o personagem surdo da série, o espectador é colocado em sua perspectiva para justamente estabelecer um elo ainda mais intenso com o seu personagem com o momento derradeiro que ele está passando e, ao mesmo tempo, envolve isso com uma das grandes revelações da série, rendendo momentos muito bonitos, emocionantes e grandes interpretações de Caveryl e Nathan Lane. – Diego Quaglia

Better Call Saul – 6×07: Plan and Execution

Direção & Roteiro: Thomas Schnauz
Exibido originalmente em 23 de maio de 2022

Desde o início da temporada de Better Call Saul, estamos acompanhando duas tramas em paralelo: a de Jimmy e Kim tentando aplicar um golpe em Howard para se vingar dele, mais leve e cômica, e a do último confronto entre Lalo e Gus, cheia de consequências sangrentas e terríveis.

Os episódios foram se sucedendo ora com preponderância de uma, ora de outra, e pouquíssima, quase nenhuma, comunicação entre ambas. Realmente, de que forma uma trama de dois homens tentando se matar e tomar para si o controle do tráfico local poderia conversar com uma aparentemente inofensiva de duas pessoas devolvendo na mesma moeda a babaquice da qual foram vítimas diversas vezes na mão de um cara cheio de privilégios?

Acho que essa foi a pergunta que eu e tantos outros nos fizemos algumas vezes ao longo da temporada. E em “Plan and Execution” ela finalmente é respondida. Num episódio dominado pela trama de respiro de Jimmy e Kim, o final é de deixar qualquer um sem ar quando ambas as tramas se cruzam finalmente, não de forma lógica, ou organizada, mas sim de uma maneira caótica, aleatória e com a violência se impondo irremediavelmente sobre a leveza.

O tempo todo estávamos, na realidade, acompanhando não a trama de Lalo e Gus, mas sim a de Saul Goodman. Enquanto em sua vida pessoal Jimmy hesita em seguir adiante com o plano contra Howard (de consequências calculadas e sem dúvida reversíveis), na profissional ele cruza limites éticos e legais sem pensar duas vezes, indiferente quanto às consequências de suas ações, e usando descaradamente o fato de ter tirado Lalo da cadeia para atrair uma clientela, digamos, duvidosa. Para demarcar a diferença e evitar que as coisas se misturem de forma tão desastrosa, como em “Bagman”, Jimmy se fragmenta de vez e assume a identidade de Saul Goodman para os negócios.

E tal como o espelho das tramas da temporada, as personas seguem em paralelo quase sem comunicação alguma. Mas as ramificações de Saul Goodman são muito mais profundas e graves do que sua leviandade permite enxergar, e é impossível mantê-lo à margem, da mesma forma que, em algum momento, seria inevitável que as tramas se cruzassem. Quando Saul bate à porta de Jimmy de novo em “Plan and Execution”, o desastre é ainda maior, e fica evidente qual persona sairá vencedora. – Luiza Conde

Evil – 2×07: S is for Silence

Direção: Robert King | Roteiro: Robert King, Michelle King
Exibido originalmente em 29 de agosto de 2021

Neste ano, temos dois episódios que giram em torno do silêncio nesta lista; não dá para dizer que são episódios silenciosos ou mudos, porque existem momentos de diálogos e diversos sons envolvidos, seja por trilha, som ambiente ou mesmo diálogos. Porém, ambos abordam de sua própria maneira.

Em “S Is For Silence”, Robert e Michelle King constroem um episódio que tem o silêncio como parte da narrativa, não somente um recurso para mostrar como eles são artísticos. Como é usual para o casal em suas séries, não há ideia maluca o suficiente que não possa ser executada com brilhantismo por eles. Não apenas o recurso do silêncio é justificável, como a dupla brinca no roteiro com esse impedimento, o que permite extrair outras vertentes do seu elenco, como o humor físico (Kristen na cena do jantar, Kristen limpando o barril, Kristen… Bem, basicamente, Kristen em todos os momentos), mas também abordar outras opções visuais, a exemplo da cena do David tentando se concentrar dentro da igreja com as legendas.

Há aqui todas as qualidades que Evil carrega consigo, como o debate entre o real e o imaginário/fantástico, a crítica à misoginia dentro do catolicismo, as piadas mais engraçadas e certeiras dos locais mais inesperados e um elenco comprometido com cada situação, por mais insana que seja. “S Is For Silence” é o episódio perfeito de Evil e que resume bem o excelente trabalho dos Kings, que continuam fazendo algumas das melhores séries da TV, mas não ganham o devido crédito e atenção – exceto por nós, do Previamente, que sempre reconhecemos isso. – Rodrigo Ramos

Severance – 1×09: The We We Are

Direção: Ben Stiller | Roteiro: Dan Erickson
Exibido originalmente em 8 de abril de 2022

Em quanto tempo você consegue entrar pra história da TV? Severance provou que precisa apenas de 40 minutos. O finale de sua primeira temporada, “The We We Are”, dirigido por Ben Stiller (quem diria né), é o melhor exemplar de que, às vezes, menos é mais. Se poupa na duração, o episódio não economiza na tensão, nas revelações, na condução emocional, na construção de seus personagens, costurando tudo o apresentou na temporada com muito cuidado e elegância, culminando em um dos plot twists/ganchos mais desgraçados (no sentido positivo, claro) da TV desde “Not Penny’s Boat”, no final da terceira temporada de Lost. É esse o auge que Severance alcançou. – Rodrigo Ramos

Succession – 3×09: All The Bells Say

Direção: Mark Mylod | Roteiro: Jesse Armstrong
Exibido originalmente em 12 de dezembro de 2021

Enxergar Succession como uma comédia é apenas natural, algo que seu criador, Jesse Armstrong, não encararia como demérito, até por ter vindo do ramo (Peep Show, The Thick of It, Veep e até Fleabag). O roteirista se nega a deixar o dramalhão se sobressair, até porque entende que essas pessoas ricas não merecem tanta empatia assim.

Se no episódio antecessor, Kendall quase morreu afogado, o início da finale da temporada não tem o menor pudor de logo de cara zombar do personagem. Succession não tem dó nenhuma dessas pessoas, o que é reiterado na roda de conversa no começo do capítulo, seja no brinde do casamento da mãe dos irmãos Roy (Shiv não consegue dizer uma frase sequer sem cutucá-la), mesmo em momentos mais trágicos, como no desabafo de Kendall (os irmãos simplesmente não sabem como reagir a sentimentos), ou nos mais tensos, como o confronto direto dos irmãos com o pai.

O roteiro de Succession deixa diversas cenas desconfortáveis por tamanho a vergonha alheia que proporciona, seja Kendall falando da entrevista para a Vanity Fair (que não haverá, foi ele que ligou pra revista pedindo) ou Greg falando mal do Greenpeace. O finale é craque nisso. Porém, o roteiro não acerta somente nas tiradas; ele é certeiro também na construção e resolução do arco narrativo da temporada. É possível notar as engrenagens girando, especialmente pela ausência de Logan no casamento da ex-esposa. É o receio do golpe do pai que faz com que os irmãos tenham um belo momento juntos e retomem uma relação mais saudável (ou dentro do possível que Succession permite) desde que a série começou.

O fortalecimento do trio Kendall, Shiv e Roman ao longo do episódio é o que faz com que o desfecho doa tanto. Sim, era, em certa escala, bastante óbvio que Logan iria encontrar (mais uma vez) um caminho para passar a perna nos filhos. Entretanto, é o modo como a traição se formou que arrebata o espectador nos últimos instantes da temporada – isto, sim, inesperado, mas que faz completo sentido dentro do que se construiu durante o terceiro ano. O episódio é conduzido como uma orquestra por Mark Mylod, que conta com a entrega completa de todo o elenco, no pico de suas performances na temporada. É simplesmente a TV no seu auge. – Rodrigo Ramos

Menções honrosas: This is Us – 6×17: The Train, Yellowjackets – 1×09: Doomcoming, Succession – 3×08: Chiantishire, Better Call Saul – 6×03: Rock and Hard Place e My Brilliant Friend – 3×08: Chi fugge, chi resta.

Continue a leitura:

Textos por Filipe Chaves, Mariana Ramos, Diogo Pacheco, Luiza Conde, Diego Quaglia e Rodrigo Ramos

Produção, edição e redação final por Rodrigo Ramos

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