Com Amor, Simon | Crítica

A comédia romântica mais importante do ano. 

Com Amor, Simon não é revolucionário, mas é muito bonito. Quem nunca teve um amor adolescente? No ensino médio, somos bombardeados com um turbilhão de emoções diferentes e coisas que nunca havíamos sentido antes daquela forma. Entre elas, a paixão, insegurança, euforia, vontade de fugir, vontade de gritar. E, com certeza, há inúmeros filmes de temática adolescente que permitem a esse público se identificar e ver através da tela histórias parecidas com a suas. Bom, pelo menos pra quase todo mundo. Com Amor, Simon veio para preencher uma lacuna.

O filme não passa muito de uma comédia romântica adolescente, para ser sincero. É bobo e tem um final até que bem fantasioso. A diferença do que estamos acostumados é uma só: Simon, o protagonista do filme, é gay. E como tal, tem na cabeça o dobro de sentimentos e problemas do que um adolescente normal. Esse pequeno detalhe traz um frescor completamente novo à história.

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Simon (Nick Robinson) tem uma vida bem normal de adolescente americano, exceto pelo seu grande segredo. Ele descobre o e-mail de outro menino homossexual e ambos começam a trocar e-mails anonimamente. Através disso, ambos compartilham segredos e histórias sobre suas próprias sexualidades e começam a se descobrir.

Diferentemente de outros filmes com temática LGBT, Com Amor, Simon, é leve, sem grandes dramas ou sem uma grande mensagem por trás — e é isto que o cinema estava precisando. Claro que eu, como manteiga derretida que sou, dei uma choradinha em alguns momentos do filme, até porque, infelizmente, é quase impossível contar uma história contemporânea sobre um adolescente gay sem um pouco de tristeza.

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Simon passa por muitas coisas que jovens gays já passaram ou irão passar: a queda por aquele ator famoso na infância, o medo enorme de todos – inclusive as pessoas em quem mais confia – descobrirem a verdade e a temática principal do filme, que é o contato com uma pessoa como ele de forma anônima. Sem contar ainda tudo o que um adolescente comum passa: os dramas com os amigos, a luta contra os valentões da escola e a aceitação da sua própria personalidade. A trama ainda é regada por uma trilha sonora que se encaixa perfeitamente, transitando por vários gêneros musicais, trazendo um tom de comédias românticas mais antigas.

Num mundo ideal, Com Amor, Simon, seria um filme de escola e coming of age como tantos outros que já passaram. Hoje, é uma peça importante de representatividade e traz novidade às telas. É fofo, bonito e gostoso de assistir. Enquanto o mundo ideal não chega, espero que muitas histórias como esta cheguem aos cinemas daqui pra frente.

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Com Amor, Simon
Love, Simon
EUA, 2018 – 110 minutos
Comédia | Romance

Direção:
Greg Berlanti
Roteiro:
Isaac Aptaker, Elizabeth Berger
Elenco:
Nick Robinson, Bryson Pitts, Nye Reynolds, Josh Duhamel, Jennifer Garner, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Jorge Lendeborg Jr., Keiynan Lonsdale, Miles Heizer, Logan Miller, Thalita Bateman, Skye Mowbray, Tony Hale, Natasha Rothwell, Drew Starkey, Joey Pollari, Mackenzie Lintz

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