Florianópolis recebe show dos Novos Baianos, em abril

Ingressos já estão à venda. Apresentação acontece no Centrosul. 

Em menos de duas semanas, Florianópolis recebe dois grandes shows nacionais. O primeiro, conforme já noticiado, é o de Ney Matogrosso. O segundo é a reunião dos Novos Baianos, que se apresentam na capital catarinense no dia 15 de abril (sábado).

Moraes Moreira, Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão colocam o pé na estrada com a turnê “Acabou Chorare – Os Novos Baianos Se Encontram“. A apresentação ocorre no CentroSul e os ingressos podem ser adquiridos através do site da Blueticket ou na loja física no Beiramar Shopping. Eles custam, no primeiro lote, R$ 99 (pista) e R$ 198 (pista vip). Ambas as modalidades possuem meia-entrada. No site, há uma taxa de conveniência de 10% sobre o valor do ingresso.

O CentroSul fica localizado na Av. Governador Gustavo Richard, 850, Centro. Os portões abrem às 20h, e o show tem início às 22h.

Histórico da banda

São raras as bandas que podem dizer que suas músicas atravessam diversas gerações, como os Novos Baianos. O grupo teve seu apogeu nos anos 70, ápice da ditadura militar e de um cenário de repressão e censura. Como em um trecho da música “Anos 70” que leva o nome do período, não à toa, uma das canções de maior sucesso e um verdadeiro hino da época, apesar das dificuldades enfrentadas, eles acabaram “deixando marcas na imagem e no som”. De lá pra cá, sucessivas gerações de artistas e fãs seguem ouvindo e sendo influenciadas pela modernidade presente em hits como  “O Samba da Minha Terra”, “Preta Pretinha”, “Brasil Pandeiro”, “Acabou Chorare”, “Mistério do Planeta” e “A Menina Dança”, todos essas e tantas outras que estarão no repertório da nova turnê.

Seus trabalhos são atuais em todos os tipos de análises possíveis, soam contemporâneos musical e historicamente. Em virtude disso, em 2007, a edição brasileira da Revista Rolling Stone convocou estudiosos, produtores e jornalistas para eleger os maiores discos da nossa música em todos os tempos. “Acabou Chorare” foi eleito o melhor.

É interessante como a contemporaneidade da arte os torna atemporais. Os “novos” Novos Baianos permanecem tão joviais quanto aqueles amigos que, inspirados no movimento Tropicália dos anos 60, se levantaram diante das injustiças e usaram suas músicas como maneira de se expressar. Talvez o destino tenha feito tudo isso pensado: o começo, o conceito, o hiato e a volta.

Por Rodrigo Ramos
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