O legado de Final Fantasy

Prestes a ganhar nova continuação, a franquia de games RPG teve altos e baixos durante três décadas, porém nunca deixou de inovar.

Final Fantasy II (1988)
Final Fantasy II (1988)

Normalmente, quando se fala em nostalgia no mundo dos games as pessoas recordam de Mário, Sonic, Donkey Kong e quem sabe até Zelda. No entanto, existe uma franquia concebida em 1987 que mesmo não sendo popularizada no ocidente, foi e ainda é muito forte. Uma franquia com altos e baixos em quase três décadas de história e que mesmo não possuindo um segmento alternativo, sem protagonistas fixos, ainda mantém o hype para cada novo lançamento. Estamos falando de Final Fantasy.

A série que recebeu o nome como referência ao fim de uma era de criação, de uma carreira e até mesmo de uma produtora e que acabou ironicamente causando o efeito contrário pelo sucesso e aceitação em um mercado que já se tornava competitivo, caminhou corajosamente na criação e inovação de conceitos para o gênero RPG. Os modos de batalha, os personagens carismáticos e narrativa ampla se tornaram a base para diversos segmentos amplamente explorados ao longo do tempo.

Final Fantasy VII (1997)
Final Fantasy VII (1997)

Pessoalmente, sempre fui fã de tramas elaboradas. Desde a infância buscava tanto em livros, animações como em games algo que me prendesse, que me fizesse seguir em frente na proposta e com Final Fantasy e um bom dicionário de inglês do lado isso foi possível. Desde a era 8 bit até a nova geração, é inegável a tentativa (que nem sempre dá certo) de surpreender oferecida pela série, seja em jogabilidade, mundo e tramas e todos os outros quesitos que alguém pode imaginar como necessário em um jogo de videogame.

A abordagem de temas fortes e impactantes, como problemas ambientais, exploração do planeta, crises existenciais e romances que fogem do clichê somado aos mais diversos assuntos como a hipótese de gaia, genética, viagem temporal e espiritualidade tornam a experiência de jogar um Final Fantasy tão única quanto a de ler um bom livro ou assistir a sua série favorita.

Diálogos que instigam reflexões até em adultos, belezas gráficas atualizadas e variadas entre as obras da franquia, cenas marcantes na história dos games como a morte de Aerith em Final Fantasy VII, trilha sonora impecável e tantos outros fatos deveriam tornar obrigatória a presença de um jogo da franquia na sua lista de jogos favoritos.

Final Fantasy IX (2000)
Final Fantasy IX (2000)

O maior motivo de isso não ser uma realidade até mesmo no Brasil (que agora conta com dublagens e/ou legendas na maioria dos games) é o fato de que o último game inquestionável em sua proposta foi Final Fantasy X (lançado para Playstation 2 em 2001). Após o décimo game da série (fora spin-offs), a sequência com games onlines, um Final Fantasy XII teoricamente raso (apesar de muitos, inclusive eu, aprovarem) e até mesmo um jogo linear e sem exploração na linha principal fizeram com que a raiz de grandes RPGs fosse ofuscada por novos games que ocupavam muito bem as possibilidades das novas gerações, tornando-se coadjuvante onde deveria ser protagonista.

Agora, em 2016, próximo dos 29 anos de sua história, os fãs depositam sua confiança e os novos possíveis jogadores dão uma chance para o tão aguardado Final Fantasy XV. Será esse o seu renascimento?

Por Matheus Tillmann
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