Previamente Entrevista: Setor 5

guitarrista da banda catarinense competidora do reality show Breakout Brasil fala sobre a carreira e qual é o melhor super-herói

Na minha humilde opinião, o álbum do Setor 5, Levemente Insanos, é um dos melhores discos deste ano na música catarinense. Lançado no último dia 7 de dezembro, em Barra Velha, a banda ex-participante do reality show musical Breakout Brasil, do Canal Sony, traz um som diferenciado para o estado de Santa Catarina, acostumado a lançar boas bandas de reggae e está sendo engolida pelo cenário sertanejo.

Sobre o trabalho, conversamos com o guitarrista da banda, Paulo Pinheiro.

Vocês recentemente participaram do Breakout Brasil. Qual foi a influência do programa para a carreira de vocês?
Paulo Pinheiro: O Breakout Brasil é o maior programa de músicas autorais do Brasil. Para nós foi a confirmação de que temos potencial pra ganhar mercado com o nosso som, uma vez que se inscreveram 7 mil bandas e ficamos entre as 12 melhores em todo Brasil. Nesse sentido, a repercussão nas redes socias foi muito positiva, onde ganhamos muitos seguidores e fechamos contrato com a produtora Oba Music, de Porto Alegre (RS), que trabalha nos estados da região Sul do país com bandas como Tihuana, Detonautas, Maskavo, Gabriel O Pensador, entre outras.

O primeiro álbum de vocês já estava disponível para audição antes mesmo do lançamento. Como fazer ele se tornar novidade e ser vendido?
PP: Na verdade, nosso foco principal não é a venda de discos, mas sim a divulgação do nosso trabalho pra o maior número de pessoas. Por isso disponibilizamos o álbum digital pra download na internet.

Como foi o processo de criação e composição do disco?
PP: Inicialmente, nós gravamos apenas um single e o resultado foi muito bom, então decidimos gravar o álbum, mas tínhamos apenas algumas letras e melodias ainda inacabadas. Tivemos dois meses para trabalhar em arranjos e produção musical até que começassem as gravações. A composição e a produção musical do disco é totalmente independente.

Ainda há espaço para cds no mercado da música com os grandes números de downloads e canais de streaming?
PP: Ainda há espaço sim, porém, logicamente com essas novas vias, os cds físicos ocupam uma fatia pequena no mercado.

Como vocês se sentem comparados a bandas como Strike e Charlie Brown Jr.?
PP: Na real, é uma honra sermos comparados a esses caras, pois o Charlie Brown é uma influência forte no nosso som e o Strike é um ótima banda, mas temos nossa proposta que é um pouco diferente deles. Nossa música fala da vida no litoral, entre outras coisas.

Por que nunca tivemos uma banda catarinense estourada?
PP: Tivemos bandas com destaque como: Armandinho, Dazaranha, Nego Joe. Porém, acredito que as bandas que caíram no gosto do público nacional são aquelas que vêm de grandes centros, como Minas, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, onde a influência da mídia é muito forte.

Agora, como nós somos um site com uma tendência meio nerd, gostaríamos de saber qual é o melhor super-herói que não tem super poder? O Batman ou o Homem de Ferro?
PP: (Risos). Sei lá cara, acredito que o Batman tenha nos salvo mais vezes.

Pra fechar, nós temos um espaço que se chama “O Artista Indica”. A banda indica uma música de outro artista e fala um pouco dela pro pessoal poder ouvir em casa.
PP: Curtam a música “Só os loucos sabem”, do Charlie Brown Jr. Ela nos passa uma mensagem de positividade, onde o amor vence a razão, quando nunca é tarde pra recomeçar a sonhar.

Por Dinho de Oliveira

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