Arquivo da tag: The xx

Melhores Discos de 2017

Lorde, Kendrick Lamar, Gorillaz, Dua Lipa, Arcade Fire e SZA estão entre os destaques da música do último ano.

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Lollapalooza Brasil 2017 divulga programação por dia

Metallica e The Weeknd se apresentam, respectivamente, no dia 25 e 26 de março. 

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Confirmadas as atrações do Lollapalooza Brasil 2017

Metallica, The Weeknd, The Strokes, The Chainsmokers e Tove Lo são alguns dos destaques. 

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Melhores Discos de 2012

Em 2012 tivemos uma variedade de artistas de gêneros diferentes fazendo bons discos. Posso dizer que o ano foi agraciado com álbuns que marcaram as pessoas. Alguns feitos apenas para entreter (mas nunca deixando a qualidade de lado), outros para refletir. Houve aqueles que fizeram música para desabafar sobre as dores do coração e da alma. Alguns falaram sobre religião, política, sexo, drogas, matar djs e por aí vai. Neste ano, a música foi explorada de todas as formas, apostando tanto nos instrumentos básicos como nos aparelhos eletrônicos, fazendo o ouvinte esquecer o que o cercava por segundos, minutos e até horas. Viajamos para dentro das mentes mais perturbadas, para os sonhos mais distantes e para o mundo real.

Estes 20 discos a seguir foram escolhidos por uma equipe formada por oito integrantes (eles estão todos listados no final do texto) e a lista ficou pequena diante de tantos álbuns de qualidade. Por isso, não se surpreenda se algo inegavelmente bom ficou de fora. Esta é apenas uma pequena amostragem de como a música evoluiu e valeu a pena ser ouvida e cantarolada por nós nos últimos 12 meses.

20 Jake Bugg – Jake Bugg

por Igor Machado de Castro

Não é o novo Bob Dylan e não precisa ser. Esse guri é demais por si só. O tamanho que ele vai tomar só o tempo dirá, mas torço pra que ele se torne realmente popular; a música pop precisa de gente jovem que não seja fofa e esteja disposta a ser sincera em suas letras. Não acho ele seja um compositor melhor que a Laura Marling, mas é a molecagem e a falta de pretencionismo que faz desse disco um grande disco. Disco certo na hora certa.

Faixas de Destaque: Lighting Bolt; Broken; Someone Told Me

Jake Bugg - Jake Bugg

19 Garbage – Not Your Kind of People

por Roberto Vieira

O Garbage ficou tanto tempo sem lançar nada e o disco de 2012 surge com a mesma urgência de quando a banda estourou nas paradas, há quase vinte anos. Curiosamente, a faixa mais fraca é justamente a que dá nome ao álbum. No restante, poucas baladas, como a inspirada Beloved Freak, pontuadas pelos rocks intensos marcados pelo contraponto entre guitarras e os efeitos eletrônicos, que são a marca, além do vocal inconfundível de Shirley Manson. FeltMan on the Wire, além de Blood for Poppies, primeiro single, são outros pontos altos de um disco homogêneo que marca um belo retorno de uma das bandas mais interessantes dos anos 1990.

Faixas de destaque: Beloved Freak; Blood for Poppies; Man on the Wire

Garbage - Not Your Kind of People

18 The xx – Coexist

por Rodrigo Ramos

O trio londrino retorna com um disco que é mais do mesmo. Para alguns, isso pode até ser sinônimo de crítica, mas para the xx é um elogio. Mesmo com o sucesso do primeiro disco (xx), o trio não deixou-se levar e continuou fiel ao seu som. Eles continuam experimentando a música eletrônica e utilizando a voz de maneira sutil, quase como se tivessem sussurrando. A leveza cria um aspecto intimista, como se conversassem entre si e com o ouvinte, com letras singelas, mas não menos eficazes.

Faixas de destaque: Angels; Chained; Tides

The xx - Coexist

17 Tulipa Ruiz – Tudo Tanto

por Rodrigo Ramos

A música nacional vive uma boa safra após anos de marasmo, caretice e mesmice. O principal destaque é Tulipa Ruiz. A moçoila estreou com o ótimo Efêmera e, ao invés de ficar na zona de conforto, ela dá continuidade à sua carreira de forma inteligente, experimentando novas sonoridades em suas canções em Tudo Tanto. A felicidade de cantar fica evidente na forma como imposta sua voz. Por sua vez, esta é peculiar e tem personalidade própria. Ela não soa como ninguém a não ser a si própria. Ela não faz parte da turma da MPB, mas quando entra no gênero, como em Víbora, ela lembra Gal Costa e se mostra mais eficaz do que Maria Gadu. Tulipa flerta com o pop, se infiltra no rock, mergulha no seu próprio gênero. Suas letras são atuais e urbanas, como fica evidente em Dois Cafés, na parceria com Lulu Santos. “O banco, o asfalto, a moto, a britadeira. Fumaça de carro invade a casa inteira”. Não há dúvidas de que Tudo Tanto é o melhor álbum nacional de 2012.

Faixas de destaque: É; Dois Cafés; Víbora

Tulipa Ruiz - Tudo Tanto

16 Green Day – ¡Dos!

por Rodrigo Ramos

O segundo disco da trilogia do Green Day é uma extensão de ¡Uno!, trazendo pouca novidade em relação ao antecessor. Talvez por isso não tenha o mesmo frescor do anterior. Ainda assim, o disco mantém a sonoridade mais punk do que a seriedade do rock ópera de 21st Century Breakdown e American Idiot. O pop/rock do Green Day é grudento, diverte e, quando quer, até toca os corações como em Stray Heart e Amy, os dois principais trunfos do disco. A última canção, aliás, é um belo tributo à Amy Winehouse. A melhor do álbum.

Faixas de destaque: Stray Heart; Amy; Wow! That’s Loud

Green Day - ¡Dos!

15 alt-J – An Awesome Wave

por Rodrigo Ramos

Este é o disco mais peculiar que você encontrará nesta lista. An Awesome Wave levou cinco anos para ficar pronto. Ele transita por tantos gêneros que parece quase impossível que o disco tenha prestado. Felizmente, a junção de hip-hop, indie, rock, pop, eletrônico, rap, folk e mais algumas influências fazem do álbum uma experiência fora do comum, ganhando ainda mais força com a voz estranha e singular do vocalista Joe Newman.

Faixas de destaque: Breezebricks; Fitzpleasure; Tessellate

alt-J - An Awesome Wave

14 Alabama Shakes – Boys and Girls

por Rodrigo Ramos

É possível dizer que Brittany Howard é uma das melhores vozes de 2012. À primeira audição, é espantoso ouvi-la cantando. Um tom rouco e de alto alcance. Nenhuma nota parece ser difícil o suficiente para ela. É possível até remetê-la à Janis Joplin – e elogio melhor do que este não há. O disco de estreia do Alabama Shakes traz uma sonoridade retrô, baseada em bandas sessentistas. O disco dá aquela sensação de estar num bar no interior dos Estados Unidos, tomando uma cerveja ou uma dose de vodka para afogar as mágoas. A voz de Brittany é poderosa e traz um tom emocional para suas canções, não só exibindo, mas rasgando a letra com as emoções contidas no seu estilo bluesy de cantar.

Faixas de destaque: I Found You; Hold On; I Ain’t the Same

Alabama Shakes – Boys and Girls

13 The Maccabees – Given to the Wild

por Igor Machado de Castro

Os primeiros dois discos dos Maccabes são respeitáveis, mas não fazem o meu gosto. Já este terceiro é louvável e me fascinou desde a primeira vez que escutei. As músicas criam um ambiente, como se todas saíssem de um deserto espacial melancólico. Algo parecido com o que o The Horrors fez ano passado com o Skying e o Arcade Fire com The Suburbs. O álbum é estruturado de maneira linda e inteligente e a banda explora de maneira genial esse novo ambiente criado por ela. A maturidade precoce dessa gurizada inglesa me permite ousar e dizer que esse disco está no mesmo nível do Nowhere, do Ride, e merece entrar pro hall da música pop inglesa.

Faixas de destaque: Child; Forever I’ve Known; Grew Up at Midnight

The Maccabees - Given to the Wild

12 Bruce Springsteen – Wrecking Ball

por Roberto Vieira

Bruce Springsteen permanece fidelíssimo às suas raízes e se investe da stars and stripes ao percorrer as onze faixas de Wrecking Ball, seu último disco. Toda a tradição ianque do folk, do country, do R&B está lá, com o estilo que consagrou Bruce na carreira que remonta aos anos 1970. É uma viagem deliciosa ao universo que criou toda a base da música pop mais consumida no mundo até hoje, e que fica isolada até que alguém com competência e conhecimento do histórico musical de sua gente a traga de volta, em arranjos perfeitos, produção equilibrada e vocais arrebatadores. Faixas grandiosas, definitivas e com conteúdo poético e político, tradição do Boss.  As matadoras Shackled and DrawnWe Take Care of Our Own e Land of Home and Dreams, que fecha o disco, são destaques.

Faixas de destaque: Shackled and Drawn; We Take Care of Our Own; Land of Home and Dreams

Bruce Springsteen – Wrecking Ball

11 The Shins – Port of Morrow

por Lucas Paraizo

Quarto disco dos indies do Novo México, Port of Morrow traz um som mais polido e caprichado do que os álbuns anteriores da banda. Depois de uma pausa de cinco anos, o The Shins volta à ativa com um álbum que mistura o crescimento individual de seus integrantes, as experiências do compositor James Mercer com a música eletrônica, e as origens do ótimo Oh, Inverted World, de 2001. O álbum com o som mais “agradável” do ano, Port of Morrowé bonito e alegre em sua totalidade.

Faixas de destaque: Simple Song; It’s Only Life; 40 Mark Strasse

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10 Patti Smith – Banga

por Dinho de Oliveira

Patti Smith lança CDs desde 1977, mas ainda assim nunca foi uma artista com trabalhos amplamente reconhecidos aqui no Brasil, e mesmo com Banga ainda não é. Este seu último trabalho demonstra como Patti consegue manter seu estilo punk-rock sem ser alguém ofensivo ou gritante, como algumas bandas de rock da atualidade que se julgam malvadonas. A cantora é o que pode se chamar de Rita Lee americana. Iniciou sua carreira com a banda The Patti Smith Group, mas logo se mandou em carreira solo por ser genial demais para dividir os holofotes com qualquer outro músico. Banga é o melhor álbum de uma artista feminina este ano, fácil. Chamo a cantora neste trabalho de jornalista, pois conta diversas histórias em suas canções, tornando impossível para o ouvinte não se identificar com pelo menos uma faixa. Outra dica que posso dar é que caso você e sua namorada não estejam mais fazendo amor como antigamente, prestem atenção na faixa This is the Girl, pois além de uma melodia fortemente erótica, Patti encarna sua voz totalmente sensual nessa música que promete fazer você viajar ao paraíso.

Faixas de destaque: Amerigo; This is the Girl; April Fool

Patti Smith - Banga

9 Jack White – Blunderbuss

por Rodrigo Ramos

Jack White admitiu recentemente que sente falta do White Stripes, mas que jamais voltaria a tocar com a ex-colega de trabalho e ex-esposa, Meg White. Sou fã das listras brancas, mas confesso que a empreitada solo de Jack me fez apreciar ainda mais sua carreira musical. Dedicado a partir para outras vertentes, não se focou só nos sons das baquetas e guitarras. Virtuoso, ele não deixa o rock de lado, apenas amplia sua sonoridade, se inspirando no country, blues e jazz. Aos toques de piano de On and On and On e Blunderbuss, da guitarra nervosa de Sixteen Saltines e Freedom at 21, do violão suave de Love Interuption, Jack White cria um álbum versátil e inspiradíssimo, buscando as raízes do rock, sem deixar de soar atual. Com letras ainda mais calibradas do que na época de banda e melodias que criam sua própria identidade musical, chegando a um nível tão alto que nem ele poderia prever (ou poderia). Blunderbuss é genial e, pra mim, está entre os três melhores discos do ano (e o Grammy concorda comigo).

Faixas de destaque: Freedom at 21; Sixteen Saltines; Blunderbuss

Jack White - Blunderbuss

8 Two Door Cinema Club – Beacon

por Roberto Vieira

A tradição britânica de grandes bandas de tecnopop é honrada com Beacon, segundo álbum do Two Door Cinema Club. Melodias bem construídas e que remetem aos anos 1980, momento em que bandas como New Order e Depeche Mode construíam uma escola ao lado de Eurythmics e outros. A tecnologia nunca se sobrepõe ao apelo de harmonias como as de The World is Watching Next Year. A mais dançante e single que puxa o disco, Sleep Alone, dá o tom na interpretação precisa de Alex Trimble.

Faixas de destaque: Sun; Sleep Alone; The World is Watching

Two Door Cinema Club - Beacon

Green Day – ¡Uno!

por Rodrigo Ramos

O Green Day foi ambicioso e fez algo inusitado: lançar uma trilogia de discos, com pouco mais de um mês de diferença entre o lançamento de cada um deles. Sem carregar o peso do mundo em suas costas como fez nos dois discos anteriores, a banda voltou ao básico. Sem firulas, mensagens muito profundas ou preocupação em criar um conceito para o álbum todo, ¡Uno! é apenas diversão pura. Sem se preocupar com o mundo, a banda tenta volta ao punk (apesar de ser impossível soar como outrora – soa mais como a banda comercial da última década) e entretém de forma satisfatória, seja com canções mais românticas (Stay the Night), rebeldia pura (Let Yourself Go) ou com algumas alfinetadas e doses de ironia (Kill the DJ). ¡Uno! cumpre o seu papel de não se levar à sério e simplesmente entreter, mas sem deixar a qualidade musical de lado.

Faixas de destaque: Stay the Night; Kill the DJ; Oh Love

Green Day - ¡Uno!

6 Matchbox Twenty – North

por Dinho de Oliveira

Put your hands up, pois o CD mais dançante e empolgante dessa lista está chegando. Não tenho um “Norte” de crítico musical para falar desse disco e essa análise parecerá suspeita, já eu tenho um carinho enorme por esse trabalho. A crítica americana falou muito mal deste disco, dizendo que era o mesmo de sempre de Rob Thomas e seus companheiros de banda. Na minha humilde avaliação, o mais do mesmo para essa banda é algo muito bom, sendo que em seu histórico não consta algum trabalho ruim ou que tenha deixado a desejar. O papel do Macthbox 20 não é fazer algo que tenha alusão à Beethoven ou Bach. A missão do grupo de Pop-Rock é fazer algo comercial, mas de qualidade. Entristece-me muito o fato dos “cults” acharem que música comercial é sinônimo de algo ruim. North é a prova de que o pop pode ser feito de forma diferente dos demais e sem cair na mesmice. O destaque do disco, Overjoyed, é uma balada perfeita, boa pedida para os corações apaixonados no meio deste álbum energético.

Faixas de destaque: Overjoyed; Put Your Hands Up; Radio

Matchbox Twenty - North

5 Mumford & Sons – Babel

por Lucas Paraizo

Depois de lançar em 2009 um dos melhores álbuns da década, Marcus Mumford e companhia voltaram no segundo semestre de 2012 com o tão esperado segundo álbum. Babel pode não apresentar nada de novo se comparado à Sigh No More, mas para o Mumford & Sons manter o nível já garante uma vaga entre as melhores bandas da atualidade. O instrumental forte e acelerado ao máximo com vocais feitos para serem cantados em coro por milhares de pessoas em festivais ao redor do mundo fazem de Babel um dos melhores discos do ano.

Faixas de destaque: Lover of the Light; I Will Wait; Hopeless Wanderer

Mumford & Sons - Babel

4 Bob Dylan – Tempest

por Rodrigo Ramos

A intenção de Dylan era fazer um disco apenas com temas religiosos, mas no meio do caminho ele viu que era bem mais difícil do que imaginara. Com isso, Dylan cria um álbum eclético em seus temas, mas que faz sentido no todo. O cantor de 50 anos de carreira cria uma obra que reflete a alma pesada de tudo o que já viveu. Em momento algum ele cria alguma canção que irá grudar na cabeça de alguém ou que será decorada. Dylan só se importa em contar histórias, por isso não liga em declamar músicas de sete, nove ou catorze minutos. Ele não canta. Ele interpreta cada linha de suas composições. Sua voz rouca e ímpar não tem a mesma força de tempos atrás, mas ele ainda se prova um grande interprete, capaz de expor seu emocional em cada palavra disparada. Tempest tem um clima soturno. Fala sobre dor, passado, religião, amor, vida e morte. O disco ganha contornos viscerais ao trazer histórias de horror como em Tin Angel, a dor de um amor despedaçado numa das composições mais lúcidas e maduras do álbum em Long and Wasted Years, o naufrágio do Titanic na épica e ambiciosa Tempest, além de uma carta carinhosa e emocionante para o amigo John Lennon em Roll On John.  O nível de composição de Dylan é acima do que temos dos artistas de hoje, com letras maduras, pulsantes e tridimensionais. O folk/rock/blues feito por Robert Allen Zimmerman é inigualável e, mesmo depois de meio século, ele ainda é tão relevante quanto há cinco décadas.

Faixas de destaque: Long and Wasted Years; Roll On John; Pay in Blood

Bob Dylan - Tempest

3 Frank Ocean – channel ORANGE

por Rodrigo Ramos

Quando ouço Frank Ocean, vários artistas me vêm à mente. Nas, Jamie Foxx, Kanye West, Pharell, Usher, Robin Thicke. Ocean é um pouco de cada. Ele não é o tipo de rapper que faz rimas eletrizantes e coloca todos para pular. Tampouco ostenta sua condição financeira ou trata as mulheres de forma pejorativa. Seu disco de estreia, channel ORANGE é um disco sobre dor, coração partido, histórias de amor, sexo, religião e drogas. Com melodias calmas e performances que o deixam nu perante o ouvinte, Ocean honra o R&B ao falar de amor de coração aberto (Thinkin Bout You). Também fala de sexo de maneira sutil e até bonita (Pyramids), critica a religião (Bad Religion) e mostra a decadência humana (Sweet Life). Contando com ritmos hipnotizantes e sensuais, Ocean se mostra um compositor de mão cheia e um cantor competente.

Faixas de destaque: Thinkin Bout You; Pyramids; Bad Religion

Frank Ocean - channel ORANGE

2 Grizzly Bear – Shields

por Lucas Paraizo

Uma combinação sonora densa que pode não conquistar o ouvinte na primeira audição, mas o quarto álbum de estúdio dos americanos do Grizzly Bear traz uma riqueza sonora com tantos detalhes que é apaixonante. Shields é lindo do início ao fim, e transcende qualquer definição de gênero que podemos aplicar, passando do folk ao experimental com o indie rock. Depois do álbum Veckatimest, considerado por muitos a obra-prima da banda, o Grizzly Bear mostra em Shields que ainda tem música de sobra.

Faixas de destaque: Yet Again; Gun-Shy; Sun in Your Eyes

Grizzly Bear - Shields

1 Tame Impala – Lonerism

por Rodrigo Ramos

Os australianos do Tame Impala já se mostraram eficientes com o seu trabalho de estreia, Innerspeaker. Com Lonerism, eles ampliam seus horizontes tornando a experiência musical ainda mais profunda e densa. Kevin Parker, o vocalista da banda, diz que este disco é como se fosse a evolução do antecessor, como se uma criança estivesse crescendo. A solidão fica evidente na parte lírica e a sonoridade expansiva, quase uma viagem ao espaço, dá a sensação de uma tentativa de ir para longe, num lugar em que a solidão não exista. Há uma ânsia de viver dentro de um sonho belo, distante. Lonerism é uma jornada da alma. A sonoridade aposta em texturas mais eletrônicas, moldando o dream pop e o space rock que permeiam todo o disco. O lado psicodélico é ampliado de tal forma que é inevitável não pensar nos Beatles, especialmente quando a voz de Parker se assemelha tanto à fase do ácido dos garotos de Liverpool. Quantas bandas podem  ser submetidas a tal comparação? O álbum te leva para uma viagem de 51 minutos e que você torce para não retornar. O cuidado com cada faixa é evidente e a banda mantém-se fiel ao conceito do disco, desde a capa até a última nota. Lonerism é grandioso e empolgante, catapultando o Tame Impala para a lista das melhores bandas deste (por enquanto, curto) século.

Faixas de destaque: Apocalypse Dreams; Feels Like We Only Go Backwards; Nothing That Has Happened So Far Has Been Anything We Could Control

Tame Impala - Lonerism

Fizeram parte desta eleição:
Lucas Paraizo, estudante do 5º período de Jornalismo, colaborador do site Série Maníacos
Roberto Vieira, publicitário formado, locutor e apresentador do Tá Ligado e Os Caçadores do Hit Perdido, na Rádio Univali FM
Lauro Henrique Wagner, estudante do 5º período de Jornalismo
Igor Machado de Castro, estudou quatro anos no curso de Publicidade e Propaganda, atualmente estudante do 3º período de Psicologia
Stefânia Enderle, estudante do 5º período de Jornalismo
Ricardo “Dinho” de Oliveira, estudante do 6º período de Jornalismo, apresentador do Programa Sem Nome, na Rádio Univali FM
Dane Souza, publicitário formado, estudante do 5º período de Jornalismo, diretor e redator do site Blumenews
Rodrigo Ramos, estudante do 7º período de Jornalismo, assessor da Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí e apresentador do Programa Sem Nome, na Rádio Univali FM

Para saber quais foram os votos de cada um, clique no link abaixo para ver a lista individual.

Os Melhores Discos de 2012 – listas individuais

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