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Melhores Discos de 2017

Lorde, Kendrick Lamar, Gorillaz, Dua Lipa, Arcade Fire e SZA estão entre os destaques da música do último ano.

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Melhores Discos de 2013

É difícil imaginar a vida sem música. Qual seria a graça da vida sem ela? Você pode perguntar para alguém do que ela não gosta. Ela pode não gostar de chocolate. De cinema. De séries. De futebol. Mas dificilmente você conhecerá uma pessoa que detesta todo e qualquer tipo de música. Aquela longa viagem de carro. A caminhada na praia. Horas de exercício na academia. Um momento mais introspectivo, sozinho em casa. A balada do fim de semana. Um jantar a dois. Um longa-metragem no cinema. A vida não teria graça se nessas situações (e muitas outras) não tivéssemos uma trilha sonora.

Ao longo de 12 meses diversas canções embalaram nossas vidas e alguns discos nos marcaram. Rock, Pop, MPB, R&B, Rap, Indie, Folk, Country. Cada gênero teve seu momento e a responsabilidade de listar os 21 álbuns mais importantes do ano ficou nas mãos de um juri de 11 integrantes (a lista completa de jurados está no fim da postagem). A amostra é apenas um recorte. Discorde ou concorde, esta é lista que merece ser ouvida.

21. Apanhador Só – Antes Que Tu Conte Outra

Por Lucas Paraizo

Os gaúchos do Apanhador Só já haviam mostrado que tinham algo de diferente no seu primeiro disco e com os shows feitos com instrumentos de sucata. Mas em Antes Que Tu Conte Outra a banda mostra que é talvez a mais interessante da música brasileira atualmente. Experimental, cheio de energia e com letras incríveis, o disco é rock, samba e acústico. Único e vibrante.

Faixas de Destaque: Não Se Precipite, Despirocar, Vitta, Ian e Cassales

Apanhador Só - Antes Que Tu Conte Outra

20. Pearl Jam – Lightning Bolt

Por Roberto Vieira

O Pearl Jam é fiel à fórmula que o guindou a ser uma das estrelas do movimento grunge que despontou a partir de Seattle entre o final dos anos 80 e começo dos 90. Mas não ficou restrito à fórmula que consagrou bandas como o Nirvana. Ganhou substância sem perder a essência. Por isso a mistura de rocks vibrantes como Getaway, que abre o álbum Lightning Bolt, a baladas como Sirens, em que a voz de Eddie Vedder atinge imediatamente a memória afetiva de fãs que foram cooptados por hits como Last Kiss ou Jeremy é certeira.

Hardcore como o exibido em Mind Your Manners; Sirens, que caiu imediatamente no gosto dos ouvintes da Univali FM assim que foi lançada; a reflexiva Yellow Moon ou mesmo a dançante Lightning Bolt, que dá nome ao trabalho e talvez signifique a síntese das 12 faixas que compõem um dos melhores álbuns do ano de 2013.

Faixas de Destaque: Sirens, Lightning Bolt, Swallowed Whole

Pearl Jam - Lightning Bolt

19. HAIM – Days Are Gone

Por Lucas Paraizo

As irmãs Haim em uma aula sobre como fazer um disco pop de qualidade e relevância. Famosas desde o ano passado, quando lançaram o belo single Forever, as meninas conseguiram trazer em Days Are Gone um álbum surpreendentemente coeso e interessante, com referências que vão do rock clássico ao indie, passando pela música country e dando um abraço no Fleetwood Mac. Days Are Gone tem músicas para todos os gostos, mas sem parecer uma mistura sem sentido. É um disco pop feito por quem entende e preza pela música.

Faixas de Destaque: Falling, Don’t Save Me, Let Me Go

Haim - Days Are Gone

18. Wado – Vazio Tropical

Por Lucas Paraizo

Wado não faz parte desse grupo de artistas que gostamos de chamar de “a nova MPB”, ele já estava lá bem antes, e foi com essa visão já madura que o compositor fez em Vazio Tropical um dos discos mais significativos da música brasileira pós-Los Hermanos. Com produção impecável de Marcelo Camelo, o álbum é pura poesia do início ao fim, com instrumental minimalista e sereno, evocando sutilmente um cenário de fim de tarde na praia. Música brasileira no seu mais alto nível.

Faixas em Destaque: Cidade Grande, Rosa, Canto dos Insetos

Wado - Vazio Tropical

17. Vanguart – Muito Mais Que O Amor

Por Rodrigo Ramos

O novo álbum do Vanguart é feito pra exaltar o amor e todas as sensações causadas por ele. A banda dispõe de um lirismo fantástico e cada letra escrita por eles é uma bela poesia, musicadas para beijar nossos ouvidos com doce delicadeza. A sonoridade dos caras continua evoluindo. Talvez estejam mais pop e acessíveis do que outrora, mas a pegada folk continua sobrepondo as outras inspirações. Muito Mais Que O Amor nos faz suspirar e desejar ardentemente sentir o amor e tudo o que ele reserva – pro bem ou pro mal.

Faixas de Destaque: Demorou Pra Ser, Estive, Olha Pra Mim

Vanguart - Muito Mais Que o Amor

16. Emicida – O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui

Por Lenon Cesar

Confesso que nunca gostei de rap. Sempre achei as letras muito pesadas e as músicas muito depressivas, até que um dia eu ouvi esse álbum do Emicida. Arranjos muito bem elaborados, letras bem pensadas e participações de músicos de variados gêneros. Um álbum que mostra o porquê o rap está com tanta evidencia no Brasil. Um álbum nacional de excelente qualidade!

Faixas de Destaque: Sol de Giz de Cera, Hoje Cedo (part. Pitty), Levanta

Emicida - O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui

15. Jake Bugg – Shangri La

Por Rodrigo Ramos

Com o seu disco de estreia, autointitulado, Jake Bugg trazia um trabalho incrível para um rapaz de apenas 18 anos. Nada de pop insignificante como Justin Bieber. Nada disso. A voz nasalada nos lembra do grandioso Bob Dylan e em Shangri La ele se aproxima ainda mais dele. O primeiro disco trazia mais seriedade, enquanto o segundo traz novas facetas do cantor, que sofreu uma grande influência do country neste novo álbum, se arriscando com êxito no gênero, além de se dar muito bem com o folk – presente em todo o trabalho – e o R&B. Como disse Roberto Vieira, é a receita clássica do rock. É difícil crer que num intervalo de um ano, Bugg tenha entregado dois discos com identidade própria e tão consistentes – tendo apenas 19 anos! Esperamos muito desse garoto.

Faixas de Destaque: What Doesn’t Kill You, Slumsville Sunrise, Me And You

Jake Bugg - Shangri La

14. Paul McCartney – New

Por Dinho de Oliveira

Definimos esse álbum em uma palavra: Beatles. Sir Paul McCartney mostra que está com a mesma genialidade do seu rock coxinha que o consagrou na melhor banda de rock de todos os tempos. New é a ousadia de Paul, de lançar um trabalho com inéditas após seis anos, e a responsabilidade de substituir o ótimo trabalho de regravações da década de 40, o também ótimo Kisses On The Bottom.

Faixas de Destaque: Save Us, Queenie Eye, New

Paul McCartney - New

13. Laura Marling – Once I Was An Eagle

Por Rodrigo Ramos

Acrobacias musicais às vezes são necessárias para fazer com que uma composição de qualidade duvidosa consiga ser “salva”. Efeitos eletrônicos, diversos instrumentos, vários vocais, e por aí vai. Laura Marling parece confiante no seu trabalho. Once I Was An Eagle depende quase que unicamente do talento dela. A cantora e compositora toca seu violão e usa o tom suave de sua voz para nos impactar com suas letras arrojadas. Ela abre o álbum com uma ópera rock de sete músicas, sendo ligadas pelo ritmo e pela história contata nas estrofes. O disco é uma calmaria só, relaxando a mente e alimentando a alma.

Faixas de Destaque: I Was An Eagle, Devil’s Resting Place, Master Hunter

Laura Marling - Once I Was An Eagle 

12. Maglore – Vamos Pra Rua

Por Ruca Souza

Esse disco mostra tudo o que eu espero do rock nacional: melodias espertas, letras com poesia tanto deliciosa quanto acessível. E também uma evolução criativa enorme da Maglore, bonita de ver. A profundidade sentimental que se chega ouvindo Motor mostra isso. Considero o melhor disco nacional de 2013, o mais gostoso de ouvir. Download grátis em www.maglore.com.br

Por Roberto Vieira

Fiel à tradição de Gil e Caetano, que desde os anos 1960 misturam o som brasileiro às tendências internacionais, os baianos revigoram o que o tropicalismo deixou de mais fundamental, a abertura às várias possibilidades de desenvolver sua música. O sotaque carregado de Salvador, na voz de Teago Oliveira, as menções frequentes aos lugares da capital da Bahia, a participação de Carlinhos Brown na canção que soa como se os Novos Baianos retomassem a carreira, Quero Agorá, tudo isso deixa registrado que é uma banda de rock fiel ao legado do tropicalismo.

Faixas de Destaque: Motor, Baby, Vamos Pra Rua

Maglore - Vamos Pra Rua

11. Kanye West – Yeezus

Por Rodrigo Ramos

Kanye West é o cara que estourou com a canção Jesus Walks, aonde ele pedia para que Jesus o ajudasse a encontrar o caminho, pois o diabo estava tentando derrubá-lo. Com uma carreira invejável e 21 prêmios Grammy na estante, West aparentemente não precisa mais de Jesus. Ele é sua própria salvação, e agora se considera um deus – e na mesma canção, I Am A God, ele ainda consegue falar sobre o caso do croissant. Yeezus é o puro ego de West transbordando. E mesmo assim, é pura genialidade. Ele exagera nos samples (mas dane-se, funciona), consegue ser polêmico (o que não é novidade), fala sobre política, racismo, religião, sexo, dinheiro e até mesmo sobre sentimentos. “Você se lembra de quando nos conhecemos? Ok, eu não me lembro quando a gente se conheceu. Mas admitir é o primeiro passo”. Esse é o romantismo de West, preservando sua identidade e traduzindo sua sinceridade extrema. Pode não ser o seu melhor trabalho, mas Yeezus prova que o talento dele é inesgotável.

Faixas de Destaque: Bound 2, Hold My Liquor, New Slaves

Kanye West - Yeezus 

10. James Blake – Overgrown

Por Lucas Paraizo

James Blake ajudou a definir o que chamamos de “post-dubstep” com seu primeiro disco, colocando a música eletrônica em contato com o soul e o jazz. No seu segundo disco, Blake vai lá e redefine o seu próprio gênero, indo cada vez mais para o lado soul, soltando a voz e o piano juntos das batidas de dubstep. Take a Fall For Me, com o rapper RZA, mostra o encontro possível de todos os gêneros com o rap, e afirma novamente Blake como um dos produtores mais interessantes da atualidade.

Faixas de Destaque: Take a Fall For Me (feat. RZA), Retrograde, Digital Lion

James Blake - Overgrown

9. Justin Timberlake – The 20/20 Experience

Por Rodrigo Ramos

Sete anos separaram Justin Timberlake da música. Felizmente, em 2013 ele nos surpreendeu com um dos melhores discos pop dos últimos anos. Timberlake foi ambicioso e fez de The 20/20 Experience um grande experimento musical. Ele traz traços autorais e se destaca entre o pop descartável dos dias atuais. As canções, em sua maioria, são mais longas do que o público está acostumado, mas tudo faz parte da experiência musical que Timberlake se atreve a realizar. Metade do álbum mergulha no R&B (Blue Ocean Floor e Suit & Tie) trazendo classe ao álbum, havendo também espaço para arriscar-se no ritmo latino-americano (Let the Groove Get In) e de criar hits como Mirrors, facilmente uma das três melhores canções de 2013.

Faixas de Destaque: Mirrors, Suit & Tie (feat. Jay Z), Let the Groove Get In

Justin Timberlake - The-20/20 Experience 

8. Kurt Vile – Wakin on a Pretty Daze

Por Igor Machado

Kurt disse que nesse disco ele queria só seguir sua guitarra, e isso resultou em uma viajem profunda (e longa) pela psicodelia preguiçosa de Kurt, algo como se Dorival Caymmi encontrasse Syd Barret. As melodias desse disco são lindas, delicadas, a cada momento emergem novas camadas que se entrelaçam com a guitarra, que segue como se tivesse criando tudo aquilo. Kurt Vile e sua guitarra mágica. No final das contas Kurt Vile é isso, um guri e uma guitarra.

Faixas de Destaque: Wakin on a Pretty Day, KV Crimes, Goldtone

Kurt Vile – Wakin on a Pretty Daze

7. Vampire Weekend – Modern Vampires of the City

Por Lucas Paraizo

O Vampire Weekend parecia muito mais uma banda de hype indie do que qualquer outra coisa, com dois discos lançados que alcançaram vários fãs e foram ignorados por tantos outros. Modern Vampires of the City é completamente diferente. Composições complexas que vão do indie rock ao afrobeat, aceleram e pisam no freio, vão da batida eletrônica ao piano. É um disco de beleza única e com uma qualidade quase incomparável no ano.

Faixas de Destaque: Step, Don’t Lie, Diane Young

Vampire Weekend - Modern Vampires of the City

6. The National – Trouble Will Find Me

Por Roberto Vieira

Uma banda independente, incensada pela crítica, tinha tudo para ser um daqueles casos de amor incondicional de ex-músicos frustrados atuando na mídia e levantando a bola de quem nunca chegará a dominar a cena. Normalmente bandas assim soam incompreensíveis, distantes do que o público pode consumir. A música do The National, apesar de não ser a mais radiofônica, é acessível, sem ser previsível. Mudanças no andamento, dissonâncias… Os caras de Cincinatti fogem do convencional, mesmo fazendo um som facilmente apreciável, como acontece em baladas como I Should Live In Salt e Heavenfaced.

Os vocais soturnos de Matt Berninger, cujo timbre lembra o de Bryan Ferry, dão a interpretação precisa às letras melancólicas, formando um conjunto harmônico com os arranjos tecnodarks interpretados pelos gêmeos Bryce e Aaron Dessner (guitarra e teclado) e os irmãos da cozinha, Scott e Bryan Devendorff, baixo e bateria, respectivamente. É a receita de Trouble Will Find Me, o bem-sucedido sexto álbum de um grupo indie que demonstra em números que é possível fazer sucesso sem concessões.

Faixas de Destaque: Don’t Swallow the Cap, Demons, I Need My Girl

The National - Trouble Will Find Me

5. Queens of the Stone Age – …Like Clockwork

Por Ruca Souza

Um álbum com canções de certa forma diferentes do que o que Queens of the Stone Age costuma fazer. Bem mais intimista e reflexivo. Um disco contemplativo, que mostra o momento da banda agora: deixando um pouco os hits de lado e pegando pesado na introspecção. A bela I Appear Missing é um misto dessas duas coisas.

Faixas de Destaque: …Like Clockwork, I Appear Missing, If I Had a Tail

Queens of the Stone Age - ...Like Clockwork

4. Arcade Fire – Reflektor

Por Rodrigo Ramos

Apesar de muito fã ter nascido com o disco Funeral, foi com The Suburbs que nasceu minha admiração pelo Arcade Fire. As composições daquele álbum ainda me seguem e é certamente um dos melhores discos da história da música. Com um Grammy de melhor disco nas mãos, a banda tinha muita responsabilidade nas costas para seu retorno. Reflektor ganhou vida e alguns desconfiaram do trabalho. Talvez eles estivessem se esforçando demais para se provar uma das melhores bandas da atualidade. Pode até ser. Em alguns instantes, Reflektor soa um pouco presunçoso demais, mas as intenções do Arcade Fire são genuínas. Eles largaram mão de tentar abraçar um público maior e investiram em uma experimentação completa.

Os vocais continuam arrepiando e as letras não se encaixam na mesmice do universo musical atual. No meio disso, a inovação sonora da banda é evidente. São coisas malucas. De ritmos eletrônicos passa-se para um batuque que parece que o Olodum está presente na canção. O som do baixo mescla-se com as teclas do piano, a batida enfurecida da bateria e flutuamos com o arranjo eletrônico. São coisas que somente Reflektor pode nos oferecer. É um disco que tem licença para fazer o que bem entender e o resultado é mais uma obra de arte de Arcade Fire, com seus defeitos e qualidades.

Faixas de Destaque: Afterlife, We Exist, Porno

Arcade Fire - Reflektor

3. Arctic Monkeys – AM

Por Rodrigo Ramos

Os dois primeiros álbuns do Arctic Monkeys soavam como um rock de garagem de alto nível. Bateria e guitarra nervosas e os versos disparados como metralhadora mostravam o entusiasmo juvenil da banda de Alex Turner. Com o tempo, no entanto, os integrantes evoluíram – positiva ou negativamente, depende do ponto de vista. A questão é que ninguém esperava que os macacos do ártico continuassem fazendo o mesmo som, disco após disco. Se o fizessem, não seriam uma das bandas de maior admiração dos últimos 10 anos. AM é mais um marco na carreira dos caras, mostrando que eles estão sempre dispostos a reverem-se e se repaginarem, sem medo. A influência para que isso ocorresse veio de Josh Homme, que colaborou na produção do disco. É fácil sentir o DNA do Queens of the Stone Age aqui, nos riffs deslizantes, na batida forte da bateria, nos falsetes e na sensualidade impregnada em cada faixa.

Parece que o Arctic Monkeys aprendeu a se curtir e a sensualidade presente aqui traduz esse momento de maturidade. Se lá no começo eles colocavam o pé no acelerador, naquela ânsia da juventude de conseguir alguém pra levar pra cama, AM apresenta uma banda que sabe bem o que quer, que já é experiente o suficiente no âmbito sexual e segura de si mesmo. Como disse Ruca Souza, este disco fala sobre tesão – ao menos, é o que se sente ao ouvi-lo.

Faixas de Destaque: Do I Wanna Know?, I Wanna Be Yours, R U Mine?

Arctic Monkeys - AM

2. David Bowie – The Next Day

Por Roberto Vieira

David Bowie passou por altos e baixos desde o começo dos anos 90, quando a turnê Sound and Vision fez com que ele percorresse o planeta a bordo de uma produção estelar e o lançamento de uma coletânea dupla (a primeira) que trazia o creme de sua produção, mostrando ao mundo mais uma vez o espetacular artista que era. Problemas de saúde, a experiência menor com a Tin Machine e álbuns pouco inspirados fizeram crer que seu auge criativo havia passado. Eis que então ele nos brinda com o magistral The Next Day, um álbum cuja sonoridade remete aos grandes momentos de Bowie nos anos 1970 e começo dos 1980. Seja na melancólica Where Are We Now?, na melodia pungente de Valentine’s Day ou na urgente The Stars (Are Out Tonight), Bowie mostra a razão pela qual caminha ao lado dos maiores do rock em todos os tempos.

Faixas de Destaque: The Stars (Are Out Tonight), Valentine’s Day, The Next Day

David Bowie's The Next Day 

1. Daft Punk – Random Access Memories

Por Rodrigo Ramos

Random Access Memories trouxe a dupla formada pelos franceses Thomas Bangalter e Guy Manuel de Homem-Christo de volta aos holofotes. O retornou foi triunfal. O disco é uma grande homenagem às eras que deram o pontapé na música eletrônica e, graças àqueles anos, hoje existe o Daft Punk. O disco começa com Give Life Back to Music, uma faixa que soa irônica (música eletrônica dando vida à música?) e um tanto egocêntrica – mas é o que a dupla faz aqui. Aí então começa o aquecimento do que vem pela frente. A faixa Giorgio by Moroder é um depoimento de Giorgio Moroder, pioneiro da música eletrônica e conhecido por difundir o uso de sintetizadores. Conforme o disco vai decolando, parece uma subida pelos anos da discotecagem.

Tem de tudo aqui. Voltamos ao tempo da disco music, com direito ao verdadeiro funk, e logo somos transportados para as discotecas lotadas dos anos 80, com a ajuda da guitarra e todo o groove de Nile Rodgers, que ajudou a transformar Get Lucky – ao lado de Pharrell Williams – no single do ano. É tarefa difícil não querer regredir ao passado para curtir a época de dancinhas coreografas, permanentes e pistas de dança cheias. O disco é uma verdadeira jornada que deve ser experimentada sem interrupções, para acompanhar cada nuance desta viagem musical intergaláctica, que homenageia com sucesso o passado e abre as portas para um futuro belíssimo para a música eletrônica. Afinal de contas, o Daft Punk prova que é possível fazer música autoral dentro do gênero – com qualidade, quebrando paradigmas e inovando.

Faixas de Destaque: Get Lucky (feat. Pharrell Williams), Giorgio  by Moroder, Instant Crush (feat. Julian Casablancas)

Daft Punk - Random Access Memories

 

Fizeram parte desta eleição:
Lucas Paraizo, estudante de Jornalismo, repórter do site Noticenter, colaborador dos sites You! Me! Dancing! e Série Maníacos
Roberto Vieira, publicitário, locutor e apresentador do Tá Ligado e Os Caçadores do Hit Perdido, na Rádio Univali FM
Dane Souza, publicitário, estudante de Jornalismo, editor e diretor do site Blumenews
Ruca Souza, jornalista, música, vocal/guitarra da banda Café Brasilis
Igor Machado de Castro, estudante de Psicologia
Ricardo “Dinho” de Oliveira, estudante de Jornalismo, locutor e apresentador do Transmissão, na Rádio Transamérica Balneário Camboriú, colaborador do site Blumenews
Ewerton Mera, bacharel em Letras
Rodrigo Ramos, jornalista, repórter do Jornal O Navegantes, apresentador do Programa Sem Nome, na Rádio Univali FM, colaborador dos sites Culture-se e Blumenews
Lenon Cesar, músico, baixista da banda Café Brasilis
Lauro Henrique Wagner, estudante de Jornalismo
Stefânia Enderle, estudante de Jornalismo, assessora de comunicação da Polícia Militar em Balneário Camboriú

Para conferir a lista individual de cada um dos votantes, clique no link abaixo.
Melhores Discos de 2013 – Listas Individuais

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