Melhores Atrizes da TV na Década de 2010

The Americans, Feud: Bette and Joan, Veep, Homeland e The Good Wife estão presentes na lista. 

Trazemos para você a lista definitiva do que houve de melhor na TV durante a década de 2010, entre episódios, atuações e séries.

Confira abaixo as melhores atrizes da TV na década de 2010.

MELHORES ATRIZES

10. Lisa Kudrow (The Comeback)

Um ano depois do final de Friends, Lisa Kudrow co-criou e protagonizou a série da HBO The Comeback. A série narra a vida da personagem Valerie Cherish (Lisa Kudrow), uma atriz que era famosa numa sitcom da década de 90 e tenta em plena ascensão do gênero reality show em 2005 (vale ressaltar, muito antes de existir Kardashians e The Real Housewives) fazer seu retorno à indústria televisiva estrelando o seu próprio reality sobre voltar a atuar numa sitcom de comédia depois de uma grande pausa na carreira intitulado “The Comeback”. A temporada de 13 episódios foi cancelada por baixa audiência no mesmo mês que sua transmissão foi encerrada. The Comeback conseguiu adquirir uma fan base fiel o suficiente não apenas para conseguir rotular a série como “cult” e “à frente do seu tempo”, mas também para a HBO decidir trazer de volta a produção para uma série limitada em 2014. Em sua segunda temporada, nove anos depois da original, Valerie estrela um documentário da HBO que acompanha o novo trabalho da atriz, que consiste em protagonizar uma versão ficcional dos acontecimentos da série que ela trabalhou na primeira temporada. Fiz algum sentido? Não? Eu juro que tentei o meu máximo explicar da forma mais claro possível. Se não entendeu, assista! Prometo que não vai se arrepender!

Tudo isso é para falar que Lisa Kudrow, que foi indicada duas vezes ao Emmy pelo seu genial trabalho nessa maravilhosa série metalinguística na categoria de melhor atriz em série de comédia (e perdeu duas vezes para a Julia Louis-Dreyfus, por The New Adventures of Old Christine e Veep, respectivamente), é absolutamente e completamente brilhante na personagem. Valerie Cherish, que cunhou o “Hello hello hello” que hoje é usado por RuPaul, é uma das personagens mais carismáticas da década em todo o panorama televisivo. Lisa nos leva por uma montanha russa emocional, principalmente na temporada de 2014. A personagem, que é exagerada e cheia de manias que beiram a vontade de gargalhar e/ou gritar com a televisão em situações extremamente ridículas e inusitadas, também consegue ser extremamente complexa, e vemos muito desse outro lado quase que exclusivamente neste segundo ano, lado que nunca vi em outros trabalhos da atriz — ao meu ver, ela tende a se repetir e fazer personagens excêntricas. Já imaginou que Lisa Kudrow te faria chorar? Não? Então veja The Comeback, porque ela certamente vai conseguir. E para mim é isso o que justamente eleva a atuação da atriz, e consequentemente a série, para um patamar de qualidade ainda mais elevado. Espero poder rever Valerie em uma terceira temporada logo logo! (Ouviu, @HBO?) — Régis Regi

9. Susan Sarandon (Feud: Bette and Joan)

Susan Sarandon passou longos anos sem se destacar no cinema ou na televisão. Na última década, o papel que mais me chamou atenção da atriz foram as participações nos vídeos de The Lonely Island, grupo musical formado por ex-integrantes do Saturday Night Live. Assistam “Motherlover” e “3-Way”, por favor. Mesmo assim, ainda que nunca tenha parado – todo ano tem algum título do qual faz parte do elenco – Sarandon não vinha brilhando como nos anos 80 e 90. Assim como o papel que interpreta em Feud — a grandiosa Bette Davis — Sarandon não deixou o talento de lado. Entretanto, Hollywood não lhe deu as mesmas oportunidades que no passado e a idade começou a pesar na hora de encontrar papeis melhores e dignos de reconhecimento. Dito tudo isso, é um presente de Ryan Murphy tê-la escalado para Feud. É quase como se Sarandon tivesse baixado o espírito de Davis em si para vive-la em tela, pois desde os trejeitos, olhares, risadas, até mesmo o visual (ainda que não sejam tão parecidas normalmente), a forma de falar e atuar parecem psicografados da própria Davis. Susan está incrível em cena e destrói a cada fala que dispara, impecável do começo ao fim da série, encarnando com garra todos os problemas, virtudes, dilemas e brigas que fizeram de Davis um ícone do cinema e a maior rival de Joan Crawford. — Rodrigo Ramos

8. Jessica Lange (Feud: Bette and Joan, American Horror Story)

Jessica Lange sempre foi uma atriz impecável e bastante versátil. No cinema, fez comédias de sucesso como Tootsie, dramas como Peixe Grande e Céu Azul, e até algo mais aventuresco como King Kong. Até a década atual, ela nunca havia parado de fazer filmes, porém as novas gerações não estavam exatamente familiarizadas com ela, tampouco vinha ganhando papeis de grande relevância como seu talento pede. Foi aí que Ryan Murphy colocou Lange na TV em American Horror Story e a tornou uma das atrizes mais celebradas da década. No meio do terror do criador de Glee, a atriz mostrou várias facetas em personagens distintos a cada temporada, ressaltando sua versatilidade, capacidade de se transformar de papel em papel e não ter medo de se arriscar. Os trabalhos em AHS lhe renderam dois Emmys e um Globo de Ouro, além de outras indicações.

Contudo, o papel que definiu a década de Jessica Lange está em Feud: Bette and Joan, onde interpreta Joan Crawford. Na minissérie, trabalha-se a rivalidade entre Bette Davis e Joan Crawford, que surgiu não porque naturalmente as duas mulheres não se gostavam. Pelo contrário. A admiração existia e era mútua. Porém, assim como ocorre ainda nos dias atuais, Hollywood não valorizava as mulheres e elas têm data de validade para a indústria, salvo algumas exceções. A briga entre as duas estrelas foi ocasionada porque Hollywood lucrava com essa treta e todos os problemas que tinham como fundamento o machismo e o sexismo fizeram com que elas descontassem uma na outra suas frustrações. A personagem de Jessica Lange é um grande exemplo disso. Mais conhecida pela beleza estonteante, Joan Crawford teve longa vida no cinema enquanto ostentava os traços de uma jovem mulher. Com a idade avançando, a procura por ela diminuiu e cada vez mais era esquecida. Tanto Joan quanto Bette foram humilhadas, do início ao final de suas carreiras, tendo que lutar constantemente para conseguir emprego, fosse ele bom ou ruim. Jessica Lange, a rainha que é, consegue atribuir à Joan múltiplas facetas, sendo a pessoa que precisa do holofote para se sentir bem, que tenta se vingar da maneira mais cruel possível de Bette, vive das glórias do passado (lembra até um pouco da protagonista de Sunset Boulevard), ao mesmo tempo em que tem seus problemas de autoconfiança, financeiros, e a solidão. Da metade da temporada em diante, Lange troca de posição com Sarandon e comanda o show, entregando uma performance tão poderosa que deixaria Crawford honrada. — Rodrigo Ramos

7. Sarah Paulson (American Crime Story: The People v. O.J. Simpson, American Horror Story)

Quando falamos de glow up na década que se encerra, poucos se comparam a guinada na vida da atriz Sarah Paulson. Durante vinte anos de carreira, Paulson só havia conseguido destaque na subestimada Studio 60 on the Sunset Strip. Porém, ao dar vida em 2012 à sofrida Lana Winters na segunda temporada do blockbuster American Horror Story, Sarah pôde finalmente alcançar o merecido estrelato, se tornando quase que instantaneamente uma das atrizes do alto escalão da TV americana.

Com um timing inigualável para dar voz ao peso dramático de personagens femininas que passam por duras provações, a atriz acumulou indicação atrás de indicação por personagens em American Horror Story, até finalmente fazer história e ganhar todos os prêmios de atuação na TV numa mesma temporada de premiações, como a espetacular Marcia Clarke na série limitada The People v. O. J. Simpson. Ainda mantendo a parceria com Ryan Murphy, Paulson já se prepara para protagonizar, produzir e dirigir sua primeira série da Netflix em 2020, que será nada mais, nada menos, do que um prequel de Um Estranho no Ninho. Ou seja, a nova década ainda terá muito de Sarita em aclamação, coesão e carisma. Nada mais justo, não é mesmo? — Zé Guilherme

6. Claire Danes (Homeland)

Por dois anos, brincava com meus amigos de que o Emmy de melhor atriz deveria se chamar “Troféu Claire Danes”. O que motivou isso foram dois anos impecáveis de Homeland, que em ambos os anos foi tida como a melhor série no ar (ao lado das também incríveis Mad Men e Breaking Bad). A diferença aqui é que tínhamos uma mulher à frente da trama. E uma baita de uma mulher. Independente, inteligente, corajosa, ousada, a personagem Carrie Mathison era alguém para se admirar… Até que não era. Sua personagem, além de todos os atributos positivos, também tinha seu lado mais difícil. Bipolar, paranoica, obcecada, carente, com certa distância emocional (o que fica claro com relação à filha que acaba tendo ao longo da série) e dificuldade de confiar nos outros — isto mais do que justificável por tudo o que ela passa ao longo dos anos na série, onde ela é traída pelas pessoas mais próximas dela. Entre a seriedade, a loucura e a emoção, Claire Danes nunca decepcionou em sete temporadas, ainda que a série tenha sofrido com vários altos e baixos. Carrie é uma personagem bastante complexa e Danes usa todo seu poderio cênico para concebê-la com perfeição. Enquanto Homeland foi de série da década em seus primeiros anos para ser altamente esquecível (mesma escola de Game of Thrones e The Handmaid’s Tale), o que se mantém estável e continua memorável é a atuação de Danes. — Rodrigo Ramos

5. Julianna Margulies (The Good Wife)

Ainda hoje sinto aquele rancinho por Julianna Margulies, já que alguns dos rumos que contribuíram para The Good Wife ser aquém do que poderia ter sido (e olha que foi uma ótima série, sem dúvidas) foi a briga nos bastidores com Archie Panjabi, que chegou a tal ponto de Margulies se recusar a fazer uma cena com a interprete de Kalinda depois da quarta temporada (!!!). Mas sentimentos a parte, é inegável que Margulies foi peça fundamental para o sucesso de The Good Wife. Alicia Florrick foi o primeiro papel de maior relevância da atriz pós E.R., e nesta nova fase provou-se um dos maiores talentos da década na TV.

Em primeiro lugar, acho que não há atriz melhor para conseguir conversar de maneira tão convincente no telefone. Em segundo lugar, assim como a narrativa vai evoluindo, Margulies consegue emular com precisão cada fase de Alicia. Se no início da série ela é tão insegura de si e da sua capacidade como advogada, nos anos que se passam ela consegue trair o marido (Peter merece só o inferno) e enfrentá-lo, torna-se uma advogada muito melhor, cria laços, busca independência, fica cada vez mais debochada, chegando num ponto em que ela faz literalmente o que quer porque não se importa mais com a opinião alheia. E tudo isso não é apenas exposto pelo roteiro, como na atuação de Julianna, que dá conta de exibir com convicção e coesão essa evolução de Alicia Florrick. É interessante como Margulies tem a capacidade de deixar muitas emoções debaixo da pele e passar a impressão de que as sente, porém está se segurando e mantendo as aparências. Igualmente soberba ela é nas horas em que explode. Muitas vezes com sutileza e aparentemente sem esforços (ou seja, para isso, tem que ser muito boa), Margulies passa por uma gangorra de sentimentos e entrega tudo com maestria — não é de graça que venceu dois Emmys pelo papel. Mesmo quando The Good Wife eventualmente falha (fingindo até hoje que o final não é o final oficial), a performance de Margulies permanece intacta. — Rodrigo Ramos

4. Carrie Coon (The Leftovers)

Parece ser mais fácil atuar diante de grandes arroubos. Choros, gritos, risos. Nada disso define Nora, personagem de Carrie Coon nas três temporadas de The Leftovers. Diante da mais triste das histórias da série, Nora se vê após o Arrebatamento sem seu marido e dois filhos. Tirando o irmão Matt, está sozinha no mundo. Mas Coon encara uma Nora contida, que raramente chora e que, mesmo diante da tragédia, ainda se apresenta como uma mulher forte. Justamente por chorar tão pouco, é louvável que a atriz consiga carregar a personagem, tornando-a humana e empática, mesmo sem o gesto mais característico, pelo menos no audiovisual, da tristeza. Exatamente por isso, as poucas cenas de choro de Nora são tão memoráveis, porque é nelas que Coon se entrega de vez, como se ela própria tivesse contido aquelas lágrimas por tanto tempo. Para além disso, carregar cinco minutos de um monólogo nas costas na última cena da série e andar sempre na corda-bamba entre o absurdo e o crível, Carrie Coon merece figurar na lista de melhores e mais memoráveis atuações da década. — Breno Costa

3. Elisabeth Moss (Mad Men, The Handmaid’s Tale, Top of the Lake)

Quem acompanhou Mad Men por quase 10 anos, sabe a grande atriz que Elisabeth Moss. Entre ser coadjuvante e principal na série, Peggy Olsen teve vários arcos narrativos que desafiaram Moss, tendo de ser mais contida na maioria dos casos, até mesmo escondendo parte de sua emoção (desde insatisfação com o chefe Don Draper até tendo que deixar seu filho para trás). A sutileza e o equilíbrio foram chave para que Moss encontrasse sua Peggy Olsen, talvez o coração de Mad Men. Em Top of the Lake, por sua vez, ela mostrou que poderia ser sim a protagonista solo da própria série, indo para um lado mais sombrio e diferente em sua performance.

Porém, The Handmaid’s Tale é a série que a catapultou para o mainstream e o devido reconhecimento de premiações. A primeira grande série original da Hulu dá à Moss a oportunidade e a responsabilidade de brilhar constantemente, numa produção que depende dela para tudo, sendo sua personagem o fio condutor da narrativa, e são poucas as cenas em que ela não esteja presente. Parte do sucesso da série é justamente sua performance arrebatadora. Manter o silêncio, dar respostas curtas sempre sob o medo de ser punida de alguma forma, trabalhar mais a linguagem corporal do que qualquer outra coisa é tarefa para poucos. Nos momentos em que coloca sua emoção para fora, ela brilha ainda mais. Quando rolam os flashbacks, podemos ver uma faceta completamente diferente da personagem, com uma performance mais solar, cheia de vida e cor, enquanto na ambientação atual ela é exatamente o oposto. É dor e sofrimento que quase não acabam, e alguns momentos da série são quase impossíveis de serem assistidos por tamanha brutalidade, mas é Moss que mantém o elo emocional com o espectador e o mantém vidrado em tela. É um papel desafiador, visceral e cheio de nuances, que a atriz interpreta com êxito, consolidando-se de vez como uma das maiores interpretes da TV nos últimos 10 anos. Sim, The Handmaid’s Tale decaiu — e muito! — depois de sua primeira temporada, e na terceira é quase impossível de assistir, mas o elenco, incluindo Moss, é o setor que ainda oferece alguma credibilidade à série. — Rodrigo Ramos

2. Julia Louis-Dreyfus (Veep)

Quando falamos em melhor atriz, normalmente focamos nos dramas e no poder de uma atuação de emocionar o telespectador. Julia Louis- Dreyfus, com certeza, transcende este conceito, sendo uma atriz de comédia completa, que conseguiu elevar o nível sarcástico da icônica Selina Meyer sem nunca soar repetitiva ou cair na zona de conforto. Além de sumir em sua personagem, dando vida para uma das figuras mais hilárias e politicamente incorretas da história da TV, Julia não deixou de emocionar, principalmente no último episódio de Veep, quando uma cena sozinha numa sala foi capaz de partir o coração de todo o público. É normal reclamarmos quando o Emmy premia a mesma pessoa consecutivamente, mostrando falta de criatividade e até de justiça. Entretanto, Julia Louis-Dreyfus é uma exceção a esta regra, uma vez que a todo ano conseguiu trazer novidades à sua personagem, fazendo valer com muita justiça todos os seus 6 Emmys seguidos. Se ela já tinha brilhado em décadas passadas em Seinfeld e The New Adventuries of Old Christine, com Veep a atriz foi a dona absoluta da comédia na década de 2010, o que a levou ao segundo lugar da nossa lista. — Diogo Pacheco

1. Keri Russell (The Americans)

Se atuar é a arte de expressar a história toda de um personagem, todo o seu passado e o seu presente, em cada momento de tela, mesmo quando uma boa parte disso tudo está enterrada sob a superfície, ninguém foi mais atriz do que Keri Russell na TV dos anos 2010. Sua performance nos seis anos de The Americans é uma aula de construção e expressão de personagem na forma como modula os traumas e os conflitos de sua Elizabeth Jennings para cada situação em que ela se envolve.

No fim das contas, o que Russell faz aqui é escolher exatamente o quanto abrir as rachaduras na armadura de estoicismo e frieza de Elizabeth, o quanto revelar a insuspeita tempestade emocional por baixo dela, a cada cena. A genialidade do trabalho de Russell está também, no entanto, na forma como ela escolhe expressar essa tempestade — sem melodrama, ela traduz a angústia em fúria, deixando com que as veias de Elizabeth pulsem com o único sangue quente o bastante para derreter a camada de gelo que ela construiu para si mesma. Ela é aterrorizante, às vezes. Com seus olhos verdes profundos transmitindo tanto cansaço quanto determinação, é frequentemente fascinante. E, com a força nervosa e desesperada que se acumula nas últimas temporadas de The Americans, é sempre absurdamente humana. — Caio Coletti

Menções honrosas: Eva Green (Penny Dreadful), Maggie Gyllenhaal (The Honourable WomanThe Deuce), Amy Poehler (Parks and Recreation), Kirsten Dunst (Fargo), Sofia Helin (Bron/Broen).

Continue a leitura clicando nos links abaixo ou volte para a publicação original aqui.

Textos por Breno Costa, Caio Colletti, Carissa Vieira, Cristian Dutra, Diego Quaglia, Diogo Pacheco, Douglas Couto, Luiza Conde, Mariana Ramos, Régis Regi, Valeska Uchôa, Zé Guilherme, André Fellipe, Rafael Bürger, Leonardo Barreto & Rodrigo Ramos

Produção, edição e redação final por Rodrigo Ramos

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