Melhores Séries de 2015

Better Call Saul, Mr. Robot, Mad Men e Fargo estão entre os destaques do ano na televisão

O termo Era de Ouro da televisão já começa a soar clichê, porém é difícil discordar que ainda vivemos nela. No ano em que os Estados Unidos mais produziram programas de TV roteirizados em sua história, algumas grandes séries nos deixaram – a exemplo das ótimas Parks and Recreation e Justified -, contudo outras vieram, não com o intuito de substituí-las, mas para conquistar um novo lugar cativo na apertada agenda do espectador. Entre serviços de streaming, canais de TV aberta e pagos, tivemos mais um grandioso ano.

A partir de uma enquete feita pelo grupo Crônicas de Séries, que reúne mais de 3,5 mil membros, o Previamente chegou a um corte preciso das 10 melhores séries exibidas em 2015. Descubra quais são elas na lista abaixo.

10. BoJack Horseman

BoJack Horseman é uma das melhores dramédias já feitas para a televisão, em uma época lotada de grandes séries deste gênero. E sua segunda temporada trata da continuação da dolorida, porém engraçada, vida de um cavalo ator de televisão que conseguiu ficar rico graças a uma sitcom familiar de qualidade duvidosa nos anos 90. Na primeira temporada BoJack (Will Arnett) parecia estar colocando muito investimento emocional em algumas coisas que o fariam muito feliz. Ganhar um prêmio importante, conquistar o coração de seu novo amor e voltar a trabalhar fazendo o papel do seu ídolo. Resultado: ao fim da primeira temporada ele conquista um Globo de Ouro (mal explicado, como parece ser parte significativa dos prêmios da Associação dos Correspondentes) e na segunda usará esta estatueta até para servir de apoio como pé da cama.

Apesar da dor de perder sua amada Diana (Alison Brie) para seu amigo e nêmesis de mão única, Mr. Peanutbutter (Paul F. Tompkins), BoJack parece esquecê-la na segunda temporada entre recaídas com sua Princess Caroline (Amy Sedaris) e um novo amor, a compreensiva e esquecida Wanda (uma coruja que ficou em coma por vários anos e quando volta torna-se executiva da TV aberta, interpretada por Lisa Kudrow). Ele acaba ganhando o papel de sua vida, após voltar a mídia com o livro que ganha o Globo de Ouro (exatamente isso), será Secretariat (o lendário cavalo ganhador da Tríplice Coroa do turfe americano) em um filme que poderá lhe render prêmios e ainda mais reconhecimento. Mas se tem algo que BoJack nos mostra é que finais felizes nem sempre são felizes, aliás, em muitas ocasiões a alegria desses “finais” pode ser efêmera e pior, passageira. O prêmio é esquecido, o novo amor não o satisfaz e filme é abandonado, após ser modificado em sua essência por executivos do estúdio.

O vazio continua mostrando que não será com soluções simples que ele irá passar (como ouvir áudios de autoajuda ou começar a fazer exercícios físicos). Como numa grande terapia em forma de vida, BoJack, ao fim da temporada, começa a tratar suas questões mais internas, com sua vida atual e, principalmente, com seu passado, tentando se reconectar com seu antigo amor e com seu roomate, Todd (Aaron Paul). Passando por estranhas experiências que envolvem ele sair do seu casulo e esforçar para a sua felicidade e o bem-estar daqueles que ele quer bem, o que talvez mostre um indício de recuperação interna dessa depressão de tantos anos que ele passou. Torcemos para que ele esteja bem, mas dificilmente estará na próxima temporada. Seguirá um caminho de melhora, com seus altos e baixo, ou tudo desabará? Veremos quando a série retornar.

BoJack Horseman (Netflix) - season 2

9. Better Call Saul

Vinte e nove de setembro de 2013. Para muitos essa data não significa absolutamente nada, já para uma minoria de pessoas, era o dia em que findava uma das melhores séries de todos os tempos – se não a melhor. Breaking Bad chegava ao fim de sua jornada. Para mim, que tive a honra de acompanhá-la desde seu “nascimento” e poder ver toda sua evolução, era algo bem marcante, emocionante, e triste ao mesmo tempo. A partir dali surgiu a possibilidade de podermos ver nossos queridos personagens novamente, dentro de uma nova realidade, na perspectiva do advogado mais trapaceiro de Albuquerque. Eu fui um dos muitos que não teve esperança em surgir algo do mesmo nível de BrBa, mas o spin-off Better Call Saul conseguiu superar todas minhas expectativas, sendo uma das melhores coisas desse ano. Conhecer a história de Saul (Bob Odenkirk) – aqui Jimmy – foi uma experiência fantástica, e poder ver que sua personalidade de pilantra não foi formada por “natureza” própria, e sim por falta de oportunidades e desilusões em tentar ser uma pessoa honesta, é um tanto gratificante para nós, fãs. Mas não foi só isso. Esta não fora uma série apenas pra relembrar a sua irmã mais velha e bem sucedida. Ela tem seu próprio material, sua história, seus objetivos, não é apenas algo jogado ao vento para atrair audiência. Saul conseguiu ser cada vez mais cativante, ao lado de Mike (Jonathan Banks), que também rouba a cena. O que Vince Gilligan e Peter Gould fizeram no seriado é algo mais que notável. Quando as pessoas dizem, “Ah, é exagero falar que é genial”, eu discordo totalmente. Não digo que os episódios em si foram geniais, mas a desconstrução que a dupla fez para reconstruir tudo em uma nova série, na mesma atmosfera de Breaking Bad, com um personagem já “desenvolvido”, é brilhante! Sinto-me em um novo cenário, em uma nova história, novos personagens, com pessoas que já conheço.

Better Call Saul (AMC) - season 1

8. Penny Dreadful

A segunda temporada de Penny Dreadful, do canal Showtime, começou com alguns deslizes e, até o terceiro episódio, não conseguia decidir como iria ambientar os personagens da temporada de estreia em meio à nova ameaça que surgia para a protagonista Vanessa Ives (Eva Green). Porém, quando o passado de Vanessa foi surgindo com excelentes episódios de flashback e o desenrolar da trama tomou rumo, fomos apresentados a mais uma temporada com momentos de tirar o fôlego e diálogos impecáveis entre um elenco que está mais confortável trabalhando junto neste segundo ano. Destaque para o propósito colocado sob a personagem Brona/Lily (Billie Piper), que até então se imaginava que seria apenas a “noiva” da Criatura; a inserção (e a cena da morte) de Angelique (Jonny Beauchamp) e seu relacionamento com Dorian (Reeve Carney); e, mais uma vez, a excelente atuação de Eva Green, nesta temporada confrontando com classe a antagonista Evelyn Poole (Helen McCrory), cujas cenas nos episódios finais elevam ainda mais o nível do show, rendendo ainda uma indicação ao Globo de Ouro à Green.

Penny Dreadful season 2 02

7. Rectify

Dizem que quando as lembranças são muito doloridas, a memória produz labirintos que as embaraçam, confundem a reconstituição de certos eventos, como se aquele que as guarda vivesse em conflito com seu próprio espírito: lembrar e viver em dor ou esquecer e se anestesiar. Rectify é a história de como esse conflito perturba Daniel Holden (Aden Young), que passou quase 20 anos preso, à espera da execução, porque confessara ter estuprado e matado a namorada, Hannah Dean, em um lago da Geórgia. Antes de ser solto, devido a uma reviravolta na investigação e o levantamento de dúvidas sobre sua culpa, Daniel já se apercebera que, de qualquer forma, entre lembrar e esquecer há dores que não podem ser aliviadas, tormentos quase intransponíveis e, no seu caso, um desejo incorrigível por experimentar o sentido do mundo, a libertação que, para ele, apenas a lembrança traria.

A trajetória de Daniel, depois de atravessar duas temporadas que falaram, sobretudo, de como seus desenganos e esperanças tiveram que conviver entre si e com outras perspectivas dessas sensações, apresentando personagens com conflitos tão palpáveis quanto os dele, em suas próprias complexidades, constrói uma terceira parte marcada por choques de uma realidade que não espera pela estabilidade dos espíritos que se perturbam na procura dos sentidos do mundo. Após encarar a culpa por ter ferido a estabilidade daqueles que estavam ao seu redor em sua adaptação à vida fora da prisão, marcado pelos aprendizados e ligações que edificou enquanto estava preso, a terceira temporada anuncia o renascimento de Daniel, sua redenção.

Rectify (Sundance) - season 3

6. Mr. Robot

Em tonalidades cruas e ângulos que preferem deixar o personagem da cena quase excluído no frame, Mr. Robot pode passar uma impressão de impessoalidade. No entanto, Elliot (Raimi Malek) faz questão de não afastar (completamente) o espectador ao falar diretamente com ele, quebrando a quarta barreira. House of Cards faz isso brilhantemente, porém muito mais como um complemento. Elliot dita cada passo seu, nos conduz para o meio da narrativa, mostrando seu ponto de vista, sua inabilidade de se conectar com as pessoas e sua ânsia por se conectar, sua aversão em relação ao capitalismo e ao corporativismo, seu vício, além de dividir suas emoções, sua noção de certo e errado e por aí vai. Inicialmente, esta é uma série sobre um programador de computador que trabalha para uma firma de cibersegurança, que é recrutado por um grupo de hackers para derrubar as empresas multi-milionárias (alô Anonymous!) – incluindo a qual ele presta serviços. É um thriller underground e com ideias tão utópicos (ou clichês) quanto em Clube da Luta ou até mais. Por vezes, a série tenta fazê-lo desistir de assisti-la pela falta de carisma dos personagens e a apatia na condução, contudo Elliot é como um vírus na sua mente e ele faz com que você fique para saber o que vai acontecer a seguir. E uma vez que o malware se hospeda, nenhum anti-vírus será capaz de tirá-lo do seu sistema.

Mr. Robot (USA) - season 1

5. Hannibal

Uma série sobre Hannibal não parecia uma boa ideia. Confesso que fiquei receoso em iniciá-la, porém a criação de Bryan Fuller foi muito além do que o clássico recurso de caso da semana. Para atrair o público em geral, o início seguiu o formato clássico, mas o seriado foi transcendendo tudo o que a TV já havia feito até então, um episódio atrás do outro. A terceira temporada da série mergulhou de vez na escuridão, transformando-a em uma espécie ímpar na televisão. Ficaram apenas os fãs neste experimento de Fuller, que mistura um romance excêntrico entre Hannibal Lecter (Mads Miklensen) e Will Graham (Hugh Dancy), elementos de arte, sendo poético, gore, perturbador, um verdadeiro um conto de fadas de horror. Enquanto na primeira metade o grotesco toma conta com a Europa de pano de fundo, tendo na relação entre Lecter e Bedelia Du Maurier (Gillian Anderson) um complexo e perigoso jogo de poder, a segunda traz de volta um pouquinho da sensação de série policial, de gato e rato, mas sem perder a finesse dos diálogos, além de trazer o plot do Dragão Vermelho (Richard Armitage), que cai perfeitamente para retomar a relação doentia entre Hannibal e Graham. E não há coisa melhor para selar o maior romance entre dois homens na TV do que um banho de sangue épico, afinal nada é mais íntimo do que assassinato.

Hannibal (NBC) - season 3

4. Mad Men

Em seus últimos sete episódios, Mad Men confirmou-se como uma das melhores séries já inventadas pelo ser humano. Pulando de década, entrando nos anos 70, a ambientação mudou e mais uma vez provou-se essencial para criar o clima certo. Em sua reta final, muita coisa acontece e esses personagens que aprendemos a admirar e gostar nos últimos anos recebem um desfecho digno. A impressão que fica é que nenhum deles teve um final, de fato, feliz. Diria que não foram colocados pontos, mas sim vírgulas. Não é nada definitivo e deixar essa possibilidade em nossas mentes é o maior presente que Matthew Weiner poderia nos conceder. Há momentos memoráveis envolvendo todos os personagens, mas os principais destaques ficam para o núcleo feminino e Don Draper (Jon Hamm). É incrível ver Joan (Christina Hendricks) batendo o pé e se recusando a ser tratada como objeto, exibindo todo seu feminismo ao lutar pelo o que quer. Continua sendo um deleite assistir Peggy (Elisabeth Moss) confrontando Don e se recusando a ser só mais uma funcionária; ela quer o respeito que merece. Sally (Kiernan Shipka) mantém-se a responsável por disparar as verdades mais cruéis para a mãe e, especialmente, para o pai, vivendo sua adolescência com aquela pitada de rebeldia esperada para a idade. Betty (January Jones) luta para provar que não é só uma dona de casa e realiza o seu sonho de ir à faculdade – pena que sua vida é abreviada, e assim torna-se a mulher mais emblemática desse término. Don, por sua vez, volta a enxergar seus fantasmas do passado, e tenta se livrar por completo da sua vida cheia de mentiras, de promessas quebradas, partindo em busca do “eu” verdadeiro ou uma razão para sua existência – e ele encontra o que procura, dividindo com o mundo inteiro em um comercial da Coca-Cola. Seja qual for sua leitura sobre o término, é indiscutível o legado que Mad Men deixa para a TV. No fim, a conclusão que se chega é a de que sim, esta foi uma série sobre pessoas e seus relacionamentos, suas jornadas, suas mudanças, que são acompanhadas pela metamorfose histórica e cultural.

Mad Men the final season 10

3. The Americans

Nos anos 1980, quando o mundo era dividido por uma cortina de ferro e sementes de ódio e ignorância germinavam tensões acerca do acirramento de um conflito mundial no contexto da Guerra Fria, os russos Nadezhda e Misha vivem a adaptação ao “American way of life”, sendo Elizabeth (Keri Russell) e Philip Jennings (Matthew Rhys), um simpático casal de vida não tão tranquila e com suas próprias tensões. Espiões da KGB, eles sacrificaram uma vida pela missão de derrotar o capitalismo, ao incorporar novas identidades e se lançar em missões que assegurassem o controle soviético sobre informações táticas dos Estados Unidos. Seu disfarce exigiu que formassem uma família em solo inimigo, onde criam Paige (Holly Taylor) e Henry (Keidrich Sellati), que terão, cedo ou tarde, que ser apresentados à verdade sobre suas origens.

A trama, carregada pelos dramas pessoais que as filiações ideológicas alimentam, é temperada pela relação conflituosa com o crescimento de Paige, na terceira temporada, ao que se soma uma crise que se intensifica para o lado soviético. Dessa forma, o contexto mais amplo vai transpassando cada vez mais intensamente a vida familiar dos Jennings, desenvolvendo uma história marcada por conflitos morais e questionamentos sobre a lealdade à causa. Estes últimos, mais profundos do que aparentam, passam pela lealdade entre os próprios Philip e Elizabeth, já que suas liberdades e suas vidas são irrevogavelmente ligadas.

The Americans (FX) - season 3

2. The Leftovers

A primeira temporada de The Leftovers foi cheia de altos e baixos. Se alguns episódios estão entre os melhores de 2014, outros eram arrastados, entediantes e até irritantes. Visto os erros, Damon Lindelof foi lá e mudou os rumos da série, trazendo novos personagens, alguns rostos conhecidos, em meio a um cenário completamente diferente – nesta cidade, Miracle, não houve nenhum sumiço repentino. Brilhantemente, o seriado se reinventou. Nisso, tornou-se uma história não de um protagonista e seus coadjuvantes, mas de um grupo e seus indivíduos. Cada personagem tem seu momento na temporada, que invoca as coisas positivas da primeira temporada, adicionando novos questionamentos e novas vertentes.

Ainda sem explicar qualquer coisa em relação à partida de milhões de pessoas, o programa se beneficia do fato, deixando claro que prefere se focar naqueles permaneceram ao invés dos que partiram – aparentemente, Lindelof aprendeu que o mistério não é a chave neste caso como era em Lost. A conexão com a religião, crenças e a Bíblia é explícita. A fé (no sentido religioso ou não), a dor, o luto e a família são chaves para a narrativa, que explora os piores pesadelos dos personagens desta cidade, em tese, divina. O mundo criado em The Leftovers é o limite entre o céu e o inferno, um lugar onde os humanos são obrigados a conviver com uma dor insuportável, tornando difícil achar uma razão para viver. Iniciando a temporada nos tempos das cavernas, para posteriormente mergulhar no surrealismo numa espécie de purgatório (ou vida pré-morte, vai saber), finalizando sua narrativa em um caos apocalíptico, The Leftovers entregou uma das melhores temporadas da história recente da TV, provando entender a alma atormentada do ser humano como poucos.

The Leftovers (HBO) - season 2

1. Fargo

Enquanto Hannibal mostra o horror e a beleza que há por trás da violência, de tirar a vida do outro, Fargo vai na contramão. Assim como fizeram os irmãos Coen no filme que deu origem à série e Noah Hawley na primeira temporada, este segundo ano consegue capturar novamente o espírito da obra, tratando a violência com exageros e absurdos, flertando com o cômico. Novamente, o seriado aposta em uma história de coincidências infelizes e pilhas de corpos, mas sem precisar copiar em nada a temporada anterior. Aqui há duas pessoas normais inseridos num contexto que não lhes pertence, tudo por conta de um infortuno acidente e, diante de disso, precisam lidar com uma situação fora do comum e altamente perigosa.

Ambientado nos anos 70, a série consegue trazer temas pertinentes aos EUA naquela época, criando propositalmente um link entre o passado e o presente. Peggy Blumquist (Kirsten Dunst) é uma das conexões com o atual. Em tempos de feminismo em alta (finalmente, sociedade!), a personagem representa muito bem a mulher daquela década e, de certa forma, a atual. A sociedade machista não conseguia crer que um ser do sexo feminino poderia realizar atividades como ir à faculdade, se tornar independente. Se for pra trabalhar, o dinheiro tem que ir direto para o que é de vontade do marido. Ela tem que ser a dona de casa, estar com o jantar pronto para quando o esposo regressar. Ela tem que servir e não viver para si. É claro que Peggy tem lá seus delírios, porém a personagem quer provar para si e para o mundo que ela, uma mulher, pode ir muito além, que ela pode ser extraordinária – e, de certa forma, ela consegue provar o seu ponto.

A bagunça que se cria na narrativa é perfeitamente orquestrada e tudo parece dentro de ordem. Cada personagem, por menor que seja sua participação, é uma peça fundamental para a situação kafkiana montada. De tão maluco que Fargo é, a aparição de um disco voador é tido como normal diante de um cenário de chacina e infelizes coincidências. Com um deboche aqui, uma crítica ali, e um toque de violência gratuita, Fargo forma um círculo perfeito, sem arestas, com um elenco fantástico e uma qualidade técnica impecável. Ou seja, não foi contagiado pelo mal de True Detective.

Fargo (FX) - season 2

Textos por Rodrigo Ramos (Mr. Robot, Hannibal, Mad Men, The Leftovers e Fargo), Gláucia Freire (Rectify e The Americans), Cristian Dutra (BoJack Horseman), Jean Marc (Better Call Saul) e Leonardo Costa (Penny Dreadful).

Da Redação
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