Navegantes reinaugura fliperama fechado desde 1996

Dono original reabre o Floyd Flipper e oferece ao público uma boa dose de nostalgia

Os anos de 1970, 80 e os primeiros da década de 90 foram marcados pela geração de jovens que não tinham ainda um console para chamar de seu em casa. Com isso, aqueles que tinham a pretensão de se divertir e jogar, precisavam ir até o fliperama mais próximo de sua casa. Nem toda cidade tinha um, mas aquelas que tinham sempre os viam lotados. A situação, no entanto, mudou ao longo do tempo com o lançamento e a popularização de vários consoles, um mais moderno do que o outro, o que causou o fechamento inevitável dos fliperamas em todo o país, sobrevivendo apenas aqueles situados dentro de alguns shoppings.

Há 25 anos, Navegantes também tinha o seu fliperama. O Floyd Flipper tinha como dono Luiz Henrique Assini, um apaixonado por jogos. Inaugurado em março de 1990, o local fazia a alegria dos navegantinos, numa época em que a cidade não tinha muitos atrativos relacionados ao campo do entretenimento (nem hoje tem muitos, inclusive). Durante seis anos, o fliperama ficou situado na Avenida João Sacavem, ao lado do antigo BESC (atual Banco do Brasil), em uma pequena sala comercial, e fez parte da juventude de várias crianças e adolescentes. Porém, justamente com a comercialização dos videogames caseiros, o comércio fechou as portas, em 96. Agora, depois de quase 20 anos do último dia de trabalho no ramo, Luiz retorna ao negócio do qual marcou a juventude dos navegantinos.

Por R$ 2,00 é possível jogar em qualquer arcade presente no fliperama de Luiz Henrique Assini (foto: Rodrigo Ramos)

O Floyd Flipper reabriu as suas portas na semana do Dia das Crianças, na mesma Avenida João Sacavem, mas agora no número 745. O dono continua o mesmo, após ter focado sua vida na carreira com logística. Por oito anos, ele foi supervisor de logística da Brasil Foods. O estresse era tão grande que deixou Luiz doente por alguns anos, dos quais ficou sem trabalhar. Agora, ele volta ao seu emprego dos sonhos, que faz com prazer por ser, em essência, um apaixonado por jogos.

“Na realidade, eu sempre fui um rato de fliperama. Com 14 anos, eu jogava muito. Desde o primeiro telejogo que existiu, eu acompanhei todos os videogames, todos os games, os arcades, pinballs”, comenta Luiz. Apesar de quase duas décadas com o fliperama fechado, isso não significa que ele parou de jogar. Muito pelo contrário. “Aonde tem [videogame], a gente joga. A gente joga em casa, aqui [no fliperama]. Tudo é game, tudo é diversão”.

Luiz não está tocando o negócio sozinho. Dessa vez, ele conta com a ajuda de seu filho, Marcos Henrique Assini, que hoje tem 20 anos. Para o proprietário do fliperama, os games podem servir de ferramenta para unir as famílias, como é o caso da sua. “Quem tem videogame em casa se reúne. Os pais e os filhos têm uma afinidade, um laço bem maior”, opina.

floyd flipper navegantes
Fotos: Rodrigo Ramos

Aberto há duas semanas, o movimento ainda não é o ideal, mas com certeza atrai os curiosos e, principalmente, aqueles que jogaram no mesmo fliperama duas décadas atrás. “Hoje em dia, quem joga mais é o pessoal da minha idade, que trazem os filhos. As crianças que entram aqui eram meus antigos garotos de 25 anos atrás. […] É muito gratificante ver eles, mesmo tendo videogames avançados dentro de casa, trazendo-os aqui para vir se divertir. Trazer os filhos pra ver que é outra coisa, bem diferente de jogar em casa”, conta o proprietário do Floyd Flipper.

A pretensão de Luiz é conseguir chamar a atenção dos turistas e espera tirar daí o retorno do investimento de R$ 50 mil para funcionamento do fliperama. O negócio é em parceria com um sócio de Curitiba, que arrenda as máquinas para o estabelecimento. Uma forma também de lucrar é alugando os arcades para festas. São vários jogos, incluindo o clássico Mortal Kombat.

Luiz ainda não sabe responder se manterá as portas abertas quando acabar a temporada de verão, em março. Esse é um papo que fica pra depois. De qualquer maneira, o que importa neste momento é que o Floyd Flipper está aberto diariamente, de segunda à segunda, das 9h30 às 21h30, esperando que viajemos para um mundo de nostalgia em uma partida de arcade.

Por Rodrigo Ramos
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9 comentários em “Navegantes reinaugura fliperama fechado desde 1996”

  1. OPA, moro em Balneário Piçarras e semanalmente tenho de ir à Navegantes, tô ansioso pra matar trabalho pra matar a saudade, hehe. Parabéns família Assini pelo empreendimento, espero que prospere…

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    1. eu , acho que me lembro desse lugar …eu tinha uns 13 anos de idade quando eu pela primeira vez o mortal kombat…eu fui com a minha tia para navegantes e eu avistei esse local repleto de diversão ,jogava direto nas férias escolares ,,,isso foi em 94 .. eo mk 2 era novidade ali e eu já sabia todos os fatality do mk1 e do mk2 …nunca me esqueço daquele dia , nunca me diverti tanto naquele dia …valew floyd flipper .. graças á vcs eu jogo mk 1 e 2 até hoje ,,e hoje estou com 34 anos

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