Previamente Entrevista: Marcelo Gomes

Cantor de Criciúma fala sobre carreira, sua relação com o cinema e o ramo musical

Foi escrevendo sobre o Prêmio da Música Catarinense e ouvindo todos os candidatos que um som em particular me chamou a atenção. Escutei o dia todo a música “Pequena Amostra do Amor Infinito”. Passei por um pouco de dificuldade para achar a página no Facebook do cantor Marcelo Gomes, mas não desisti. E achei! Precisava encontrar uma das vozes nacionais mais legais que eu tinha ouvido no ano. Logo o adicionei e comecei a conversar com o rapaz, que me mostrou mais uma de suas canções.

Para vocês entenderem o que estou falando, sugiro que ouçam esse baita som. E, logo após o player, está uma entrevista exclusiva que fizemos com o cantor de Criciúma.

 

Marcelo Gomes Previamente EntrevistaSuas músicas são uma mistura dos mais diversos estilos. Como você define sua música?
Marcelo Gomes: Um “Rock Samba Esquema Renovado”.

Como você entrou no ramo artístico?
MG: As coisas foram acontecendo de maneira super natural. Desde que me conheço aprecio muito música. Meu primeiro contato com instrumento musical foi por volta dos 14 anos. As tentativas de riffs daquela época eram basicamente Nirvana. Formei bandas de garagem, me mudei para Sampa com minha antiga banda em junho de 2011, retornei a Santa Catarina no segundo semestre de 2012, quando fui apresentado ao Chico Martins pelo Moriel Costa que já tinha conhecimento do meu trabalho. Formatamos algumas canções, Chico e eu, e ele produziu “Pequena Amostra do Infinito”.

Como foi que a indicação de melhor clipe do Prêmio da Música Catarinense surgiu ?
MG: Fiz a inscrição e sabia das dificuldades da indicação. Eram quase 300 inscrições. O clipe foi realizado num longo período de trabalho. Estávamos entre artistas repletos de virtude e com trabalhos consolidados. Ficamos bem contentes.

Em outra entrevista você disse que sua música é baseada em sonhos. Você já compôs alguma música com algo que você sonhou?
MG: Fiz. Não com um sonho que temos ao dormir necessariamente e sim com uma espécie de desejo. O nome da canção é “Até Tarde”. Ela faz alusão a um lugar praticamente encantado onde tudo é mais bonito, cheiroso e saboroso.

Suas letras são bem trabalhadas. O que você acha das músicas escritas por sílabas como lê lê lê e bara bara bara, bere bere bere?
MG: Depende do contexto. Quando utilizadas como complemento de uma boa canção, acho super válido. No entanto, quando se faz o uso demasiado desse tipo de artifício, geralmente torna tudo muito cansativo e afeta de maneira negativa a música.

Qual a relação com o Cinema e seus clipes?
MG: Há uma estreita relação entre o clipe de “Pequena Amostra do Infinito” e Cinema. Utilizamos referências de Uma Mulher é uma Mulher, de Godard, e aparece por inúmeras vezes Penélope Cruz, a musa de Almodóvar, no decorrer das imagens. Optamos na maioria das vezes em captar as imagens com a câmera na mão, recurso muito utilizado no movimento artístico Nouvelle Vague.

Pergunta de cultura pop do Previamente: Jim Carrey ou Eddie Murphy?
MG: Jim Carrey.

Nós temos o espaço “O Artista Indica”. Nele, pedimos para todos os artistas que entrevistamos indicar uma música que não é de sua autoria para nossos leitores ouvirem. Qual você indicaria?
MG: “Eu te Amo Mais”, do meu amigo e grande artista Chico Martins. Canção dotada de uma sensibilidade incrível e com uma musicalidade muito bonita.

Por Dinho de Oliveira

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