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Psicodália 2018 tem início nesta sexta-feira

Jorge Ben Jor, Zé Ramalho, Tulipa Ruiz e Boogarins são algumas das atrações confirmadas no festival multicultural.

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Melhores Discos de 2015

Tame Impala, Gal Costa, Kendrick Lamar, Lenine e Adele estão entre os destaques do ano

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Os Melhores e Piores da Música em 2012

Como um presente de natal ou um desejo realizado de fim de ano, o blog Previamente resolveu fazer uma lista criativa para contar para você, leitor, o que houve de melhor e de pior na música no cenário nacional e internacional. Nas mais de 30 categorias criadas por mim, Rodrigo Ramos, com ajuda de Dinho de Oliveira, tentamos ser justos e honestos com o público, apontando quem mereceu ser exaltado e quem mereceu ser massacrado após os 12 meses do ano. Confira abaixo a lista com os melhores e piores da Música em 2012.

Pior Título de Música
Carly Rae Repsen – Your Heart is a Muscle


Disco com Melhores Gritinhos
Christina Aguilera – Lotus

Christina Aguilera - Lotus

Pior Regravação
Latino – Despedida de Solteiro

Mais uma vez Latino nos prova sua qualidade como músico. Depois de uma década pegando hits internacionais e transformando-os em canções de mau gosto, ele se supera com esta regravação de Gangnam Style. Ao invés da ironia e crítica da canção original, ele faz de sua versão um hino de pegação. Parabéns, Latino. Além de fazer música ruim, conseguiu de quebra conquistar a repulsa da maioria dos brasileiros e ser o primeiro artista a ter sua conta oficial no YouTube excluída.

Troféu “Simone” de Melhor Disco Natalino
Blake Shelton – Cheers, It’s Christmas

Blake Shelton consegue ser não só divertido no The Voice, como também é um ótimo músico. No Brasil pode não ser, mas nos Estados Unidos os discos natalinos são bem comuns. Grandes artistas como Cee-Lo Green, Christina Aguilera, Mariah Carey e She & Him já gravaram discos natalinos. Shelton foi nessa também neste ano e fez Cheers, It’s Christmas, um combinado de músicas natalinas com seu pop/country/blues. Por isso, saiba que você não precisa ouvir só o cd da Simone neste natal.

Show Mais Foda do Ano
Foo Fighters no Lollapalooza Brasil 

A voz de David Grohl podia não estar em suas melhores condições, mas isso não foi o suficiente para impedir que o Foo Fighters fizesse um show apoteótico, de fazer 75 mil pessoas cantarem em coro, pularem, se divertirem e se emocionarem. Grohl é um frontman nato e comandou o melhor show que os brasileiros presenciaram em 2012.

Pior Disco do Ano
Carly Rae Jepsen – Kiss

Carly Rae Jepsen é dona de uma das músicas mais grudentas deste início de década. Foi um sucesso meio sem querer, mas hoje é difícil encontrar alguém que não saiba cantarolar o refrão de Call Me Maybe. Depois do estouro, um disco era esperado. E como era de se esperar, ele parece ter sido feito apenas para justificar o primeiro hit da cantora de 26 anos (sim, essa é a idade dela). Kiss parece uma colcha de retalhos. Pode-se culpar isso ao fato de cada track ter pelo menos um produtor diferente das demais. Uma faixa destoa da outra, não existindo uma coesão entre elas. As batidas são moderninhas, mas não existe personalidade e muito menos alma nas canções. Nenhuma delas, aliás, chegam perto do guilty pleasure que é Call Me Maybe. Sem contar que as letras parecem ser cantadas por uma contratada de 15 anos  da Disney Channel, o que faz com que o disco soe ainda mais superficial do que já é por si só.

Carly Rae Jepsen Kiss

Pior Música Dance/Sertanejo
Pitbull feat. Enrique Iglesias – Tchu Tcha Tcha

Demorou, mas aconteceu. Algum artista gringo finalmente resolveu utilizar o estouro do sertanejo universitário no Brasil a seu favor. E quem teve a brilhante ideia de copiar João Lucas & Marcelo (caso você não soubesse, este é o nome da dupla que canta esta joia rara do cancioneiro brasileiro) foi o hitmaker Pitbull. Quem mais seria, não é mesmo? Para dividir a obra prima, Pitbull chamou Enrique Iglesias. Ah, mas que junção incrível! É difícil dizer qual das duas versões é a melhor. Mas o colaborador costumeiro de Jennifer Lopez está de parabéns, pois é o primeiro artista internacional a transformar sertanejo universitário em música eletrônica. Pitbull é mesmo um visionário.

Troféu “Oscar Niemeyer” de Dinossauro da Música
Tony Bennett – Viva Duets

Viva Duets

Disco Mais Decepcionante
The Killers – Battle Born

Apelidado de Battle Boring nas redes sociais, o novo e aguardado disco do The Killers tinha tudo para ser um dos melhores de 2012.Runaways é uma das melhores faixas do ano e apontava que a banda estava na direção certa depois dos contestáveis Day & Age e Flamingo, disco solo do vocalista Brandon Flowers. Os quatro anos sem lançar um disco de inéditas era o suficiente para criar um novo e, quem sabe, surpreendente trabalho. No entanto, a banda deixou a maioria de seus fãs frustrados. Battle Born não chega a ser um dos piores discos do ano, mas certamente é o pior do Killers, cada vez mais irreconhecíveis em relação ao primeiro e irretocável álbum deles, Hot Fuss. O quarto disco de inéditas dos rapazes é cheio de canções que não animam, empolgam e tampouco mexem com as emoções dos ouvintes. É uma faixa mais morna do que a outra, mais lerda, mais insonsa, mais broxante. Esse clima exageradamente new wave não surte o efeito desejado e cada canção parece levar séculos para terminar. Não é o The Killers que os fãs idolatraram durante uma década. A carreira da banda poderia ser inversa. Se Battle Born fosse o disco de estreia, até seria elogiável, mas o declínio atenuado dos assassinos é de matar.

The Killers - Battle Born

Pavão do Ano
Gaby Amarantos no VMB 2012

Gaby Amarantos

Troféu The Voice do Ano
Marrone (Bruno & Marrone – 24 Horas de Amor)

O Marrone sabe cantar. Ponto.

Melhor Disco Solo do Ano, Mas Que Não Era Solo
Maroon 5 – Overexposed

Respeito bandas que arriscam fazer algo de diferente a cada álbum. O Maroon 5 pode não ser uma grande referência em ousadia, mas em Overexposed a banda muda os rumos da sua sonoridade, apostando em elementos mais eletrônicos, funk (o original, aquele do James Brown e não o carioca) e até um pouco de reggae. A grande questão aqui é: aonde foi parar o resto da banda? Adam Levine praticamente se isola e deixa seus companheiros solitários, quase sem utilidade para o novo som pretendido. De qualquer forma, funciona na maior parte do tempo.

Maroon 5 - Overexposed

Melhor Disco de um Artista que Tinha uma Banda Foda e Fez um Disco Solo Tão Foda Quanto
Jack White – Blunderbuss

Jack White admitiu recentemente que sente falta do White Stripes, mas que jamais voltaria a tocar com a ex-colega de trabalho e ex-esposa, Meg White. Sou fã das listras brancas, mas confesso que a empreitada solo de Jack me fez apreciar ainda mais sua carreira musical. Dedicado a partir para outras vertentes, não se focou só nos sons das baquetas e guitarras. Virtuoso, ele não deixa o rock de lado, apenas amplia sua sonoridade, se inspirando no country, blues e jazz. Aos toques de piano de On and On and On e Blunderbuss, da guitarra nervosa de Sixteen Saltines e Freedom at 21, do violão suave de Love Interuption, Jack White cria um álbum versátil e inspiradíssimo, buscando as raízes do rock, sem deixar de soar atual. Com letras ainda mais calibradas do que na época de banda e melodias que criam sua própria identidade musical, chegando a um nível tão alto que nem ele poderia prever (ou poderia). Blunderbuss é genial e, pra mim, está entre os três melhores discos do ano (e o Grammy concorda comigo).

Jack White - Blunderbuss

Selo Ambiental da Música
Cee-Lo Green

Ba dum tsss…

Cee-Lo Green

Pancadão do Ano
Roberto Carlos – Furdúncio

O Rei da MPB e dos especiais de fim de ano da Globo mostra que ainda pode surpreender o público. Além de lançar a adorável canção Esse Cara Sou Eu, ele resolveu fazer um funk (este sim é o carioca e não aquele do James Brown). É sério. Imaginem Roberto Carlos no meio do baile funk no Morro do Alemão no Rio de Janeiro, cantando pra toda galera. Eu consigo imaginar. Aperte o play e tentem visualizar ele de terno branco no meio da favela. No mínimo, interessante.

Troféu Diabetes
Munhoz e Mariano – Camaro Amarelo

Agora eu fiquei doce, doce, doce, doce… Agora eu fiquei doce doce doce doce doce doce doce doce…

Regravação que Ficou Melhor do que a Original
Nissim Ourfali – Bar Mitzvah (baseado em One Direction – What Makes You Beautiful)

O Brasil inteiro esteve mais interessado no bar mitzvah do garoto Nissim e aonde fica Baleia do que o que faz uma garota ser bonita. Deixamos de ser superficiais.

Pior Show
Nando Reis na Volvo Ocean Race e no Lupaluna

Nando Reis sempre foi um dos meus artistas nacionais favoritos. Ele é um dos grandes compositores brasileiros (talvez o maior da atualidade) e sempre tive muita vontade de vê-lo ao vivo. Em 2012, tive a oportunidade de assisti-los em duas ocasiões. Uma em Itajaí, na Volvo Ocean Race, e outra em Curitiba, no festival Lupaluna. Em ambas, Nando parecia bêbado no palco. Isso não seria problema, já que tantas bandas que rock o fazem. O problema é que Nando desafinava, esquecia letras, cantava fora do ritmo e não se acertava com a banda. Um dos piores e mais frustrantes shows em que já fui (perdendo só para o Guns N’ Roses na última edição do Rock in Rio). Uma tremenda decepção.

Nando Reis

Melhor Trilha Sonora
The Hunger Games: Songs from District 12 and Beyond (Jogos Vorazes)

A trilha de Jogos Vorazes é tão bom quanto o filme. Há momentos tocantes, alguns mais intensos e outros até mesmo brutos. De Arcade Fire, passando por Taylor Swift e culminando em Maroon 5 e Mumford & Sons, o disco é recheado de ótimas canções, sendo todas elas originais. Um dos melhores álbuns do ano, sem dúvida. Prova disso é que suas faixas já receberam indicações ao Globo de Ouro, Critics’ Choice Awards e Grammy Awards. Não é pra pouco.

The Hunger Games Songs from District 12 and Beyond

Melhor Paródia Musical
Galo Frito – Vou te Encoxar (paródia de PSY – Gangnam Style)

Não é só porque sou amigo do pessoal do Galo Frito que este vídeo está aqui. Eles esbanjam criatividade e Vou Te Encoxar é o ápice da imaginação deles. A produção é muito bem feita, as atuações são caricatas (o que é perfeito para a proposta) e a letra é hilária. O conjunto transforma este vídeo na obra prima deles e cumpre seu papel de divertir o público.

Pior Banda que Não Existe
As Empreguetes

Não é porque elas não existem de fato que deixaram de irritar os ouvidos dos brasileiros durante a exibição da novela Cheias de Charme, na Rede Globo. Mais uma pérola de estrume vinda das nossas telenovelas.

Melhor Reality Show Musical
The Voice USA

The Voice

Pior Reality Show Musical
Estúdio Acesso MTV

Acesso

Melhor Disco de Compilação
The Rolling Stones – Grrr!

Grrr!

Pior Autotune do Ano
Britney Spears (will.I.am feat. Britney Spears – Scream and Shout)

Will.I.Am resolveu chutar o pau da barraca de vez e não fazer mais uma música que preste. Para sua nova parceria, ele chamou Britney Spears, a cantora mais bem paga em 2012. A jurada do The X-Factor estadunidense utiliza autotune descaradamente faz um bom tempo. Nesta faixa, sua voz está ainda mais irreconhecível e as batidas sintetizadas da canção tornam tudo plástico demais, falso. Britney colabora com esta péssima faixa ao usar da pior maneira possível o autotune. Ai ai, essa tecnologia.

Pior Clipe do Ano
Marcos & Belutti – I Love You

As duplas de sertanejo universitário concluíram que não precisam apenas fazer músicas ruins. Eles descobriram que também podem fazer clipes ruins. Atuações medonhas, uma narrativa tosca, dois cantores ridículos e uma péssima canção. Esse é o resumo de I Love You, mas pra ter noção de como é ruim, só assistindo mesmo.

Clipe do Ano
Keane – Disconnected

A primeira imagem do clipe de Disconnected traz um aviso, em italiano, dizendo que é proibida a cópia desta fita, pois se trata de pirataria. É um daqueles avisos no começo das fitas VHS. A intenção é justamente essa. Fazer um clipe de estilo retrô. O videoclipe é uma homenagem ao cinema das antigas. Em especial, ao cinema de suspense e terror. A filmagem tem os riscos e falhas que aparecem nas projeções dos rolos de filmes no cinema e também nas fitas VHS. A narrativa é a típica do gênero. Uma mulher se muda para um casarão antigo e aos poucos vai descobrindo os horrores e maldições contidos nele. Fantasmas, zumbis, túmulos, delírios, possessões, gritos, sustos, lama e chuva. As características clássicas do gênero podem ser encontradas em Disconnected, que conta com uma atriz (Letícia Dolera) inspiradíssima e que adiciona mais qualidade ao vídeo. É um videoclipe ágil, com edição primorosa, uma direção de arte caprichada, efeitos especiais de qualidade e uma narrativa bem elaborada. A direção da dupla composta por J.A. Bayona e Sergio G. Sánchez é sensacional e nos presenteia com o melhor clipe do ano.

Clipe Nacional do Ano
Criolo – Mariô

Existem bons motivos para justificar a presença de Criolo como único representante brasileiro nesta lista. Uma das maiores revelações da música brasileira nos últimos anos, Criolo é maduro e consciente em suas composições urbanas. O clipe de Mariô comprova que ele está tão interessado na música como no modo em que ele a divulga. Mariô é uma espécie de conto de um homem (humano ou não) que cai na Terra como um asteroide (lembra a chegada de Superman nos quadrinhos) e a explora. A fotografia é caprichada, os efeitos especiais embasbacante e o visual é nada menos do que estupendo.

Disco do ano
Tame Impala – Lonerism

Os australianos do Tame Impala já se mostraram eficientes com o seu trabalho de estreia, Innerspeaker. Com Lonerism, eles ampliam seus horizontes tornando a experiência musical ainda mais profunda e densa. Kevin Parker, o vocalista da banda, diz que este disco é como se fosse a evolução do antecessor, como se uma criança estivesse crescendo. A solidão fica evidente na parte lírica e a sonoridade expansiva, quase uma viagem ao espaço, dá a sensação de uma tentativa de ir para longe, num lugar em que a solidão não exista. Há uma ânsia de viver dentro de um sonho belo, distante. Lonerism é uma jornada da alma. A sonoridade aposta em texturas mais eletrônicas, moldando o dream pop e o space rock que permeiam todo o disco. O lado psicodélico é ampliado de tal forma que é inevitável não pensar nos Beatles, especialmente quando a voz de Parker se assemelha tanto à fase do ácido dos garotos de Liverpool. Quantas bandas podem  ser submetidas a tal comparação? O álbum te leva para uma viagem de 51 minutos e que você torce para não retornar. O cuidado com cada faixa é evidente e a banda mantém-se fiel ao conceito do disco, desde a capa até a última nota. Lonerism é grandioso e empolgante, catapultando o Tame Impala para a lista das melhores bandas deste (por enquanto, curto) século.

Tame Impala - Lonerism

Melhor Disco Nacional do Ano
Tulipa Ruiz – Tudo Tanto

A música nacional vive uma boa safra após anos de marasmo, caretice e mesmice. O principal destaque é Tulipa Ruiz. A moçoila estreou com o ótimo Efêmera e, ao invés de ficar na zona de conforto, ela dá continuidade à sua carreira de forma inteligente, experimentando novas sonoridades em suas canções em Tudo Tanto. A felicidade de cantar fica evidente na forma como imposta sua voz. Por sua vez, esta é peculiar e tem personalidade própria. Ela não soa como ninguém a não ser a si própria. Ela não faz parte da turma da MPB, mas quando entra no gênero, como em Víbora, ela lembra Gal Costa e se mostra mais eficaz do que Maria Gadu. Tulipa flerta com o pop, se infiltra no rock, mergulha no seu próprio gênero. Suas letras são atuais e urbanas, como fica evidente em Dois Cafés, na parceria com Lulu Santos. “O banco, o asfalto, a moto, a britadeira. Fumaça de carro invade a casa inteira”. Não há dúvidas de que Tudo Tanto é o melhor álbum nacional de 2012.

Tulipa Ruiz - Tudo Tanto

Cachorro Raivoso do Ano
Nicki Minaj

Nicki Minaj Latindo

Melhor trilogia musical
Green Day (¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré!)

Depois de um tempo parados, os três rapazes do Green Day voltaram com tudo em um projeto ambicioso: lançar uma trilogia de discos. Algo inusitado, da assim como a banda. Sem o peso do mundo nas costas e nem a responsabilidade de lançar discos altamente politizados, eles se entregam ao punk que os consagraram, mas sem deixar de soar pop e atual. Um disco é melhor do que outro, fechando a trilogia com o mais equilibrado deles, ¡Tré!.

Green Day

Prêmio “Quero Mostrar Que Já Sou Adulta”
Taylor Swift – I Knew You Were Trouble

Taylor soa mais pop do que nunca no seu último disco, RED. A faixa I Knew You Were Trouble é a maior prova disso, com muita influência eletrônica, especialmente no refrão. No videoclipe, a cantora fica parecida com a velha Avril Lavigne, na época em que ser punkzinha era legal. Taylor quer mostrar que já é grandinha e tenta ser rebelde sem causa neste vídeo. Chato e repetitivo. Vamos pra próxima.

Sonífero do ano
Arnaldo Antunes e Mallu Magalhães no Lupaluna

Arnaldo Antunes pode ser um compositor brilhante, mas algumas canções suas dão sono. Desculpa, mas é a verdade. Nem mesmo um litro de café e seis latinhas de energético são capazes de dar ânimo ao público. Foi o que aconteceu no Lupaluna neste ano. Mas o pior de tudo foi levar cano de Mallu Magalhães, que subiu ao palco duas músicas depois do primeiro chamado. E quando ela resolveu aparecer para o dueto, mostrou-se uma verdadeira vergonha. Ela estava desorientada e não sabia nem a letra da música. Arnaldo até que tentou ajudá-la, mas de nada adiantou. O resultado é uma parceria desastrosa e que quase fez todos desmaiarem de sono na noite gelada de Curitiba.

Pior Filme Musical
Katy Perry: Part of Me 3D

Não há como gostar deste documentário sobre a primeira grande turnê da carreira de Katy Perry. Ah, que legal, ela batalhou bastante para conseguir se tornar uma das cantoras mais influentes do mundo. Nossa, que bacana, ela diz que se todos lutarem pelos seus sonhos eles irão se concretizar. Olha, ela gosta dos fãs e chama alguns para subir ao palco nos seus shows. Poxa vida, o marido dela quis se separar dela, que pecado! Pronto, resumi o filme para vocês.

Katy Perry Part of Me 3D

Prêmio Garota Molhada
Justin Bieber – Beauty and the Beat (feat. Nicki Minaj)
 

Hit do Ano
PSY – Gangnam Style

Apenas o vídeo mais assistido da história do YouTube com mais de 1 bilhão de visualizações. PSY é da Coreia do Sul e, no meio de uma brincadeira em que criticava a burguesia atual da capital sul-coreana, acabou estourando no mundo inteiro com sua dancinha a la eguinha pocotó. Como isso aconteceu? Ninguém mais sabe. É uma daquelas coisas que acontecem e ninguém sabe explicar. Talvez pelo fato de PSY não fazer parte do grupo que faz tudo sempre igual. Ele é um não contido da música. Aos poucos o cenário fonográfico vai se reciclando, de uma maneira e de outra, e o sucesso estrondoso de Gangnam Style é a mostra de que ainda temos muitas barreiras para derrubar na música (e não só nela). É a primeira vez que o oriente invade o ocidente neste cenário. Agora não há mais divisões e tudo parece ser possível. Por isso, não há como negar: Gangnam Style é o verdadeiro hit do ano.

Melhores Discos de 2012

Em 2012 tivemos uma variedade de artistas de gêneros diferentes fazendo bons discos. Posso dizer que o ano foi agraciado com álbuns que marcaram as pessoas. Alguns feitos apenas para entreter (mas nunca deixando a qualidade de lado), outros para refletir. Houve aqueles que fizeram música para desabafar sobre as dores do coração e da alma. Alguns falaram sobre religião, política, sexo, drogas, matar djs e por aí vai. Neste ano, a música foi explorada de todas as formas, apostando tanto nos instrumentos básicos como nos aparelhos eletrônicos, fazendo o ouvinte esquecer o que o cercava por segundos, minutos e até horas. Viajamos para dentro das mentes mais perturbadas, para os sonhos mais distantes e para o mundo real.

Estes 20 discos a seguir foram escolhidos por uma equipe formada por oito integrantes (eles estão todos listados no final do texto) e a lista ficou pequena diante de tantos álbuns de qualidade. Por isso, não se surpreenda se algo inegavelmente bom ficou de fora. Esta é apenas uma pequena amostragem de como a música evoluiu e valeu a pena ser ouvida e cantarolada por nós nos últimos 12 meses.

20 Jake Bugg – Jake Bugg

por Igor Machado de Castro

Não é o novo Bob Dylan e não precisa ser. Esse guri é demais por si só. O tamanho que ele vai tomar só o tempo dirá, mas torço pra que ele se torne realmente popular; a música pop precisa de gente jovem que não seja fofa e esteja disposta a ser sincera em suas letras. Não acho ele seja um compositor melhor que a Laura Marling, mas é a molecagem e a falta de pretencionismo que faz desse disco um grande disco. Disco certo na hora certa.

Faixas de Destaque: Lighting Bolt; Broken; Someone Told Me

Jake Bugg - Jake Bugg

19 Garbage – Not Your Kind of People

por Roberto Vieira

O Garbage ficou tanto tempo sem lançar nada e o disco de 2012 surge com a mesma urgência de quando a banda estourou nas paradas, há quase vinte anos. Curiosamente, a faixa mais fraca é justamente a que dá nome ao álbum. No restante, poucas baladas, como a inspirada Beloved Freak, pontuadas pelos rocks intensos marcados pelo contraponto entre guitarras e os efeitos eletrônicos, que são a marca, além do vocal inconfundível de Shirley Manson. FeltMan on the Wire, além de Blood for Poppies, primeiro single, são outros pontos altos de um disco homogêneo que marca um belo retorno de uma das bandas mais interessantes dos anos 1990.

Faixas de destaque: Beloved Freak; Blood for Poppies; Man on the Wire

Garbage - Not Your Kind of People

18 The xx – Coexist

por Rodrigo Ramos

O trio londrino retorna com um disco que é mais do mesmo. Para alguns, isso pode até ser sinônimo de crítica, mas para the xx é um elogio. Mesmo com o sucesso do primeiro disco (xx), o trio não deixou-se levar e continuou fiel ao seu som. Eles continuam experimentando a música eletrônica e utilizando a voz de maneira sutil, quase como se tivessem sussurrando. A leveza cria um aspecto intimista, como se conversassem entre si e com o ouvinte, com letras singelas, mas não menos eficazes.

Faixas de destaque: Angels; Chained; Tides

The xx - Coexist

17 Tulipa Ruiz – Tudo Tanto

por Rodrigo Ramos

A música nacional vive uma boa safra após anos de marasmo, caretice e mesmice. O principal destaque é Tulipa Ruiz. A moçoila estreou com o ótimo Efêmera e, ao invés de ficar na zona de conforto, ela dá continuidade à sua carreira de forma inteligente, experimentando novas sonoridades em suas canções em Tudo Tanto. A felicidade de cantar fica evidente na forma como imposta sua voz. Por sua vez, esta é peculiar e tem personalidade própria. Ela não soa como ninguém a não ser a si própria. Ela não faz parte da turma da MPB, mas quando entra no gênero, como em Víbora, ela lembra Gal Costa e se mostra mais eficaz do que Maria Gadu. Tulipa flerta com o pop, se infiltra no rock, mergulha no seu próprio gênero. Suas letras são atuais e urbanas, como fica evidente em Dois Cafés, na parceria com Lulu Santos. “O banco, o asfalto, a moto, a britadeira. Fumaça de carro invade a casa inteira”. Não há dúvidas de que Tudo Tanto é o melhor álbum nacional de 2012.

Faixas de destaque: É; Dois Cafés; Víbora

Tulipa Ruiz - Tudo Tanto

16 Green Day – ¡Dos!

por Rodrigo Ramos

O segundo disco da trilogia do Green Day é uma extensão de ¡Uno!, trazendo pouca novidade em relação ao antecessor. Talvez por isso não tenha o mesmo frescor do anterior. Ainda assim, o disco mantém a sonoridade mais punk do que a seriedade do rock ópera de 21st Century Breakdown e American Idiot. O pop/rock do Green Day é grudento, diverte e, quando quer, até toca os corações como em Stray Heart e Amy, os dois principais trunfos do disco. A última canção, aliás, é um belo tributo à Amy Winehouse. A melhor do álbum.

Faixas de destaque: Stray Heart; Amy; Wow! That’s Loud

Green Day - ¡Dos!

15 alt-J – An Awesome Wave

por Rodrigo Ramos

Este é o disco mais peculiar que você encontrará nesta lista. An Awesome Wave levou cinco anos para ficar pronto. Ele transita por tantos gêneros que parece quase impossível que o disco tenha prestado. Felizmente, a junção de hip-hop, indie, rock, pop, eletrônico, rap, folk e mais algumas influências fazem do álbum uma experiência fora do comum, ganhando ainda mais força com a voz estranha e singular do vocalista Joe Newman.

Faixas de destaque: Breezebricks; Fitzpleasure; Tessellate

alt-J - An Awesome Wave

14 Alabama Shakes – Boys and Girls

por Rodrigo Ramos

É possível dizer que Brittany Howard é uma das melhores vozes de 2012. À primeira audição, é espantoso ouvi-la cantando. Um tom rouco e de alto alcance. Nenhuma nota parece ser difícil o suficiente para ela. É possível até remetê-la à Janis Joplin – e elogio melhor do que este não há. O disco de estreia do Alabama Shakes traz uma sonoridade retrô, baseada em bandas sessentistas. O disco dá aquela sensação de estar num bar no interior dos Estados Unidos, tomando uma cerveja ou uma dose de vodka para afogar as mágoas. A voz de Brittany é poderosa e traz um tom emocional para suas canções, não só exibindo, mas rasgando a letra com as emoções contidas no seu estilo bluesy de cantar.

Faixas de destaque: I Found You; Hold On; I Ain’t the Same

Alabama Shakes – Boys and Girls

13 The Maccabees – Given to the Wild

por Igor Machado de Castro

Os primeiros dois discos dos Maccabes são respeitáveis, mas não fazem o meu gosto. Já este terceiro é louvável e me fascinou desde a primeira vez que escutei. As músicas criam um ambiente, como se todas saíssem de um deserto espacial melancólico. Algo parecido com o que o The Horrors fez ano passado com o Skying e o Arcade Fire com The Suburbs. O álbum é estruturado de maneira linda e inteligente e a banda explora de maneira genial esse novo ambiente criado por ela. A maturidade precoce dessa gurizada inglesa me permite ousar e dizer que esse disco está no mesmo nível do Nowhere, do Ride, e merece entrar pro hall da música pop inglesa.

Faixas de destaque: Child; Forever I’ve Known; Grew Up at Midnight

The Maccabees - Given to the Wild

12 Bruce Springsteen – Wrecking Ball

por Roberto Vieira

Bruce Springsteen permanece fidelíssimo às suas raízes e se investe da stars and stripes ao percorrer as onze faixas de Wrecking Ball, seu último disco. Toda a tradição ianque do folk, do country, do R&B está lá, com o estilo que consagrou Bruce na carreira que remonta aos anos 1970. É uma viagem deliciosa ao universo que criou toda a base da música pop mais consumida no mundo até hoje, e que fica isolada até que alguém com competência e conhecimento do histórico musical de sua gente a traga de volta, em arranjos perfeitos, produção equilibrada e vocais arrebatadores. Faixas grandiosas, definitivas e com conteúdo poético e político, tradição do Boss.  As matadoras Shackled and DrawnWe Take Care of Our Own e Land of Home and Dreams, que fecha o disco, são destaques.

Faixas de destaque: Shackled and Drawn; We Take Care of Our Own; Land of Home and Dreams

Bruce Springsteen – Wrecking Ball

11 The Shins – Port of Morrow

por Lucas Paraizo

Quarto disco dos indies do Novo México, Port of Morrow traz um som mais polido e caprichado do que os álbuns anteriores da banda. Depois de uma pausa de cinco anos, o The Shins volta à ativa com um álbum que mistura o crescimento individual de seus integrantes, as experiências do compositor James Mercer com a música eletrônica, e as origens do ótimo Oh, Inverted World, de 2001. O álbum com o som mais “agradável” do ano, Port of Morrowé bonito e alegre em sua totalidade.

Faixas de destaque: Simple Song; It’s Only Life; 40 Mark Strasse

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10 Patti Smith – Banga

por Dinho de Oliveira

Patti Smith lança CDs desde 1977, mas ainda assim nunca foi uma artista com trabalhos amplamente reconhecidos aqui no Brasil, e mesmo com Banga ainda não é. Este seu último trabalho demonstra como Patti consegue manter seu estilo punk-rock sem ser alguém ofensivo ou gritante, como algumas bandas de rock da atualidade que se julgam malvadonas. A cantora é o que pode se chamar de Rita Lee americana. Iniciou sua carreira com a banda The Patti Smith Group, mas logo se mandou em carreira solo por ser genial demais para dividir os holofotes com qualquer outro músico. Banga é o melhor álbum de uma artista feminina este ano, fácil. Chamo a cantora neste trabalho de jornalista, pois conta diversas histórias em suas canções, tornando impossível para o ouvinte não se identificar com pelo menos uma faixa. Outra dica que posso dar é que caso você e sua namorada não estejam mais fazendo amor como antigamente, prestem atenção na faixa This is the Girl, pois além de uma melodia fortemente erótica, Patti encarna sua voz totalmente sensual nessa música que promete fazer você viajar ao paraíso.

Faixas de destaque: Amerigo; This is the Girl; April Fool

Patti Smith - Banga

9 Jack White – Blunderbuss

por Rodrigo Ramos

Jack White admitiu recentemente que sente falta do White Stripes, mas que jamais voltaria a tocar com a ex-colega de trabalho e ex-esposa, Meg White. Sou fã das listras brancas, mas confesso que a empreitada solo de Jack me fez apreciar ainda mais sua carreira musical. Dedicado a partir para outras vertentes, não se focou só nos sons das baquetas e guitarras. Virtuoso, ele não deixa o rock de lado, apenas amplia sua sonoridade, se inspirando no country, blues e jazz. Aos toques de piano de On and On and On e Blunderbuss, da guitarra nervosa de Sixteen Saltines e Freedom at 21, do violão suave de Love Interuption, Jack White cria um álbum versátil e inspiradíssimo, buscando as raízes do rock, sem deixar de soar atual. Com letras ainda mais calibradas do que na época de banda e melodias que criam sua própria identidade musical, chegando a um nível tão alto que nem ele poderia prever (ou poderia). Blunderbuss é genial e, pra mim, está entre os três melhores discos do ano (e o Grammy concorda comigo).

Faixas de destaque: Freedom at 21; Sixteen Saltines; Blunderbuss

Jack White - Blunderbuss

8 Two Door Cinema Club – Beacon

por Roberto Vieira

A tradição britânica de grandes bandas de tecnopop é honrada com Beacon, segundo álbum do Two Door Cinema Club. Melodias bem construídas e que remetem aos anos 1980, momento em que bandas como New Order e Depeche Mode construíam uma escola ao lado de Eurythmics e outros. A tecnologia nunca se sobrepõe ao apelo de harmonias como as de The World is Watching Next Year. A mais dançante e single que puxa o disco, Sleep Alone, dá o tom na interpretação precisa de Alex Trimble.

Faixas de destaque: Sun; Sleep Alone; The World is Watching

Two Door Cinema Club - Beacon

Green Day – ¡Uno!

por Rodrigo Ramos

O Green Day foi ambicioso e fez algo inusitado: lançar uma trilogia de discos, com pouco mais de um mês de diferença entre o lançamento de cada um deles. Sem carregar o peso do mundo em suas costas como fez nos dois discos anteriores, a banda voltou ao básico. Sem firulas, mensagens muito profundas ou preocupação em criar um conceito para o álbum todo, ¡Uno! é apenas diversão pura. Sem se preocupar com o mundo, a banda tenta volta ao punk (apesar de ser impossível soar como outrora – soa mais como a banda comercial da última década) e entretém de forma satisfatória, seja com canções mais românticas (Stay the Night), rebeldia pura (Let Yourself Go) ou com algumas alfinetadas e doses de ironia (Kill the DJ). ¡Uno! cumpre o seu papel de não se levar à sério e simplesmente entreter, mas sem deixar a qualidade musical de lado.

Faixas de destaque: Stay the Night; Kill the DJ; Oh Love

Green Day - ¡Uno!

6 Matchbox Twenty – North

por Dinho de Oliveira

Put your hands up, pois o CD mais dançante e empolgante dessa lista está chegando. Não tenho um “Norte” de crítico musical para falar desse disco e essa análise parecerá suspeita, já eu tenho um carinho enorme por esse trabalho. A crítica americana falou muito mal deste disco, dizendo que era o mesmo de sempre de Rob Thomas e seus companheiros de banda. Na minha humilde avaliação, o mais do mesmo para essa banda é algo muito bom, sendo que em seu histórico não consta algum trabalho ruim ou que tenha deixado a desejar. O papel do Macthbox 20 não é fazer algo que tenha alusão à Beethoven ou Bach. A missão do grupo de Pop-Rock é fazer algo comercial, mas de qualidade. Entristece-me muito o fato dos “cults” acharem que música comercial é sinônimo de algo ruim. North é a prova de que o pop pode ser feito de forma diferente dos demais e sem cair na mesmice. O destaque do disco, Overjoyed, é uma balada perfeita, boa pedida para os corações apaixonados no meio deste álbum energético.

Faixas de destaque: Overjoyed; Put Your Hands Up; Radio

Matchbox Twenty - North

5 Mumford & Sons – Babel

por Lucas Paraizo

Depois de lançar em 2009 um dos melhores álbuns da década, Marcus Mumford e companhia voltaram no segundo semestre de 2012 com o tão esperado segundo álbum. Babel pode não apresentar nada de novo se comparado à Sigh No More, mas para o Mumford & Sons manter o nível já garante uma vaga entre as melhores bandas da atualidade. O instrumental forte e acelerado ao máximo com vocais feitos para serem cantados em coro por milhares de pessoas em festivais ao redor do mundo fazem de Babel um dos melhores discos do ano.

Faixas de destaque: Lover of the Light; I Will Wait; Hopeless Wanderer

Mumford & Sons - Babel

4 Bob Dylan – Tempest

por Rodrigo Ramos

A intenção de Dylan era fazer um disco apenas com temas religiosos, mas no meio do caminho ele viu que era bem mais difícil do que imaginara. Com isso, Dylan cria um álbum eclético em seus temas, mas que faz sentido no todo. O cantor de 50 anos de carreira cria uma obra que reflete a alma pesada de tudo o que já viveu. Em momento algum ele cria alguma canção que irá grudar na cabeça de alguém ou que será decorada. Dylan só se importa em contar histórias, por isso não liga em declamar músicas de sete, nove ou catorze minutos. Ele não canta. Ele interpreta cada linha de suas composições. Sua voz rouca e ímpar não tem a mesma força de tempos atrás, mas ele ainda se prova um grande interprete, capaz de expor seu emocional em cada palavra disparada. Tempest tem um clima soturno. Fala sobre dor, passado, religião, amor, vida e morte. O disco ganha contornos viscerais ao trazer histórias de horror como em Tin Angel, a dor de um amor despedaçado numa das composições mais lúcidas e maduras do álbum em Long and Wasted Years, o naufrágio do Titanic na épica e ambiciosa Tempest, além de uma carta carinhosa e emocionante para o amigo John Lennon em Roll On John.  O nível de composição de Dylan é acima do que temos dos artistas de hoje, com letras maduras, pulsantes e tridimensionais. O folk/rock/blues feito por Robert Allen Zimmerman é inigualável e, mesmo depois de meio século, ele ainda é tão relevante quanto há cinco décadas.

Faixas de destaque: Long and Wasted Years; Roll On John; Pay in Blood

Bob Dylan - Tempest

3 Frank Ocean – channel ORANGE

por Rodrigo Ramos

Quando ouço Frank Ocean, vários artistas me vêm à mente. Nas, Jamie Foxx, Kanye West, Pharell, Usher, Robin Thicke. Ocean é um pouco de cada. Ele não é o tipo de rapper que faz rimas eletrizantes e coloca todos para pular. Tampouco ostenta sua condição financeira ou trata as mulheres de forma pejorativa. Seu disco de estreia, channel ORANGE é um disco sobre dor, coração partido, histórias de amor, sexo, religião e drogas. Com melodias calmas e performances que o deixam nu perante o ouvinte, Ocean honra o R&B ao falar de amor de coração aberto (Thinkin Bout You). Também fala de sexo de maneira sutil e até bonita (Pyramids), critica a religião (Bad Religion) e mostra a decadência humana (Sweet Life). Contando com ritmos hipnotizantes e sensuais, Ocean se mostra um compositor de mão cheia e um cantor competente.

Faixas de destaque: Thinkin Bout You; Pyramids; Bad Religion

Frank Ocean - channel ORANGE

2 Grizzly Bear – Shields

por Lucas Paraizo

Uma combinação sonora densa que pode não conquistar o ouvinte na primeira audição, mas o quarto álbum de estúdio dos americanos do Grizzly Bear traz uma riqueza sonora com tantos detalhes que é apaixonante. Shields é lindo do início ao fim, e transcende qualquer definição de gênero que podemos aplicar, passando do folk ao experimental com o indie rock. Depois do álbum Veckatimest, considerado por muitos a obra-prima da banda, o Grizzly Bear mostra em Shields que ainda tem música de sobra.

Faixas de destaque: Yet Again; Gun-Shy; Sun in Your Eyes

Grizzly Bear - Shields

1 Tame Impala – Lonerism

por Rodrigo Ramos

Os australianos do Tame Impala já se mostraram eficientes com o seu trabalho de estreia, Innerspeaker. Com Lonerism, eles ampliam seus horizontes tornando a experiência musical ainda mais profunda e densa. Kevin Parker, o vocalista da banda, diz que este disco é como se fosse a evolução do antecessor, como se uma criança estivesse crescendo. A solidão fica evidente na parte lírica e a sonoridade expansiva, quase uma viagem ao espaço, dá a sensação de uma tentativa de ir para longe, num lugar em que a solidão não exista. Há uma ânsia de viver dentro de um sonho belo, distante. Lonerism é uma jornada da alma. A sonoridade aposta em texturas mais eletrônicas, moldando o dream pop e o space rock que permeiam todo o disco. O lado psicodélico é ampliado de tal forma que é inevitável não pensar nos Beatles, especialmente quando a voz de Parker se assemelha tanto à fase do ácido dos garotos de Liverpool. Quantas bandas podem  ser submetidas a tal comparação? O álbum te leva para uma viagem de 51 minutos e que você torce para não retornar. O cuidado com cada faixa é evidente e a banda mantém-se fiel ao conceito do disco, desde a capa até a última nota. Lonerism é grandioso e empolgante, catapultando o Tame Impala para a lista das melhores bandas deste (por enquanto, curto) século.

Faixas de destaque: Apocalypse Dreams; Feels Like We Only Go Backwards; Nothing That Has Happened So Far Has Been Anything We Could Control

Tame Impala - Lonerism

Fizeram parte desta eleição:
Lucas Paraizo, estudante do 5º período de Jornalismo, colaborador do site Série Maníacos
Roberto Vieira, publicitário formado, locutor e apresentador do Tá Ligado e Os Caçadores do Hit Perdido, na Rádio Univali FM
Lauro Henrique Wagner, estudante do 5º período de Jornalismo
Igor Machado de Castro, estudou quatro anos no curso de Publicidade e Propaganda, atualmente estudante do 3º período de Psicologia
Stefânia Enderle, estudante do 5º período de Jornalismo
Ricardo “Dinho” de Oliveira, estudante do 6º período de Jornalismo, apresentador do Programa Sem Nome, na Rádio Univali FM
Dane Souza, publicitário formado, estudante do 5º período de Jornalismo, diretor e redator do site Blumenews
Rodrigo Ramos, estudante do 7º período de Jornalismo, assessor da Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí e apresentador do Programa Sem Nome, na Rádio Univali FM

Para saber quais foram os votos de cada um, clique no link abaixo para ver a lista individual.

Os Melhores Discos de 2012 – listas individuais

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