Os Melhores Discos de 2011

Do pop ao rap, do soul até o rock. Ao longo de 2011, nossos ouvidos foram bem tratados tanto por finados artistas, revelações, grandes retornos ou quem já está acostumado a agradar. Entre experimentos e repetecos, tivemos álbuns surpreendentes e até mesmo geniais. Justamente por isso não foi fácil separar apenas 20 discos. Enfim, confira aí os vinte melhores cds lançados no ano de 2011.

[20] CSS – La Liberación

Britney Spears, David Guetta, Jennifer Lopez, Rihanna… Não, o melhor álbum pop/eletrônico do ano não é de nenhum destes artistas, mas sim do grupo paulistano Cansei de Ser Sexy. O synthpop criado por Lovefoxxx e companhia é um trabalho que pode não ter tanta profundidade (como a maioria das coisas pop são), mas as letras são relativamente interessantes, grudentas (como não poderiam deixar de ser), com melodias e batidas bem acabadas, além de ser altamente contagiante. Tudo o que um álbum pop precisa ter.

Músicas de destaque: Hits Me Like a Rock; I Love You; Partners in Crime

[19] Jay-Z & Kanye West – Watch the Throne

Os dois maiores rappers americanos do século. A colaboração entre Jay-Z e Kanye West parecia uma utopia, mas se tornou real e o resultado é um álbum que, acima de tudo, trata sobre a camaradagem na música. Dá pra se entreter facilmente com o disco cheio de rimas caprichadas (marca registrada da dupla) e vários samples de músicas famosas, além de participações especiais pontuais, como a de Beyoncé.

Músicas de destaque: Lift Off (feat. Beyoncé); Otis (feat. Otis Redding); Made in America (feat. Frank Ocean)

[18] Amy Winehouse – Lioness: Hidden Treasures

Uma das mais lamentáveis perdas que a música já sofreu. Com uma voz única e muita alma em cada performance, Amy Winehouse deixou um vazio na indústria fonográfica. Ao ouvir o novo, entre aspas, disco, somos obrigados a relembrar todo o talento que se vai com ela. Para nossa sorte, sobraram ainda algumas jóias para serem compartilhadas. Com apenas duas (ótimas) faixas inéditas, o álbum peca justamente por não ter tantas novidades. No entanto, vale a pena ouvir outras versões de hits, além de covers excelentes como os de The Girl From Ipanema e Between the Cheats. E a voz de Amy continua impecável. Bateu a saudade.

Músicas de destaque: Between the Cheats; Like Smoke (feat. Nas); The Girl From Ipanema

[17] Radiohead – The King of Limbs

Thom Yorke sempre gosta de tentar algo diferente. Se os álbuns anteriores do Radiohead quase obrigavam ao ouvinte cometer suicídio, desta vez eles tentam algo mais experimental e sem muita depressão. Eu disse sem MUITA. O produtor Nigel Godrich (compositor da trilha sonora de Scott Pilgrim Contra o Mundo) ajuda Yorke e seus companheiros a expressarem seu lado mais “selvagem” neste disco cheio de sons peculiares, poucas palavras e um ritmo quase animado, às vezes parecendo saído dos videogames (Morning Mr Magpie), e ainda assim, não largando o lado sombrio.

Músicas de destaque: Bloom; Lotus Flower; Give Up the Ghost
[16] Marcelo Camelo – Toque Dela

O ex-frontman dos Los Hermanos continua mostrando talento em sua carreira solo. A voz continua suave, a melodia cuidadosa, soando como sonhos, marchas de carnaval e sambas sentimentais. O romantismo permanece e a inspiração também. É um disco calmo e profundo. Um belo trabalho.

Músicas de destaque: Ôô; Acostumar; Pretinha
[15] Bon Iver – Bon Iver

Bon Iver, certamente, tem algo de diferente. Seu criador, Justin Vernon, modifica tudo o que pode em sua voz para melhorar a experiência auditiva do ouvinte. Neste segundo trabalho, a banda folk queridinha dos hipsters e dona de um dos melhores álbuns de estreia dos últimos anos (For Emma, Forever Ago) aposta numa abordagem muito mais instrumental, diferente do primeiro cd, que apostava mais no violão. Este é um disco muito mais ambicioso, portanto. É uma megalomania de instrumentos, distorções e por aí vai. A música que inicia essa jornada já dita que o álbum será intenso e vamos comprovando isso faixa após faixa. Apesar de ter criticado os votantes do Grammy e muito dos indicados, Bon Iver merece as três indicações recebidas na premiação. Uma jornada musical diferente e que merece atenção do público.

Músicas de destaque: Holocene; Perth; Towers

[14] Lady Gaga – Born This Way

A música pop está muito bem representada na voz e todo o estilo meio creep de Lady Gaga. Já tentaram falar que ela não tem talento, é apenas uma modinha… Mas a cada mês que passa, ela demonstra que tem várias coisas que a maioria das cantoras pop hoje não possuem. Born This Way é muito mais ousado do que os discos anteriores da cantora. Aqui ela volta no tempo, trazendo as boas batidas do eurodance dos anos 80, misturando suas letras polêmicas, com auto estima e, claro, amores, além de até arriscar colocando um pouco de rock. Essa é a mistura insana que só poderia vir de uma das artistas mais doadas à arte da música e representação.

Músicas de destaque: The Edge of Glory; Yoü and I; Electric Chapel
[13] Coldplay – Mylo Xyloto

Deixando o seu lado mais tristonho, Chris Martin agora aposta em canções mais alegres e com vibrações positivas. Este é o novo Coldplay que, apesar desta nova fase, não deixa de prestar homenagem ao Coldplay de início de carreira com algumas canções acústicas que muito lembram o álbum Parachutes. Pode não ser o melhor disco da banda britânica, mas ainda assim é muito melhor do que a maioria das coisas que lançam ao longo do ano.

Músicas de destaque: Charlie Brown; Princess of China (feat. Rihanna); Paradise
[12] The Decemberists – The King is Dead

O Decemberists é um dos maiores nomes do folk/rock, e The King Is Dead mostra a banda em alto nível. Melodias agradáveis, cheias de gaitas, violinos e batidas folk no violão. A cada álbum da banda Colin Meloy cresce como cantor e compositor.

Músicas de destaque: This Is Why We Fight; June Hymm; Rise to Me

The Decemberists – The King is Dead
[11] Florence + the Machine – Ceremonials

Florence Welch é uma cantora talentosa e, mesmo com o sucesso de Florence + the Machine nos Estados Unidos, ela lutou para ficar na Inglaterra e gravar seu segundo disco da forma que achasse melhor. Bem que ela fez. Com isso, quem ganha é o ouvinte. Ceremonials é um disco mais expressivo, atraente e competente do que o antecessor, Lungs. A voz de Florence é poderosa a ponto de tocar no fundo da alma quando está num tom mais baixo, passando calmaria, ou alcançando notas altas e arrepiando cada pelo do corpo. Com um trabalho instrumental sensacional, contando com toques de harpas, sinos de igreja, cantos africanos, e a orquestra de cordas do Arcade Fire, Ceremonials é um dos álbuns mais completos do ano.

Músicas de destaque: No Light, No Light; Shake It Out; Never Let Me Go
[10] Foster The People – Torches

Um tipo de música electro/indie/pop/rock/dance. Será isso possível? Aparentemente sim. A fórmula dá certo com a maior revelação da música em 2011. Você ainda pode não conhecê-los, mas ainda vai ouvir falar muito em Foster The People. Com uma sonoridade que se assemelha um pouco com MGMT e Phoenix, por exemplo, a banda formada por garotos de Los Angeles estouraram com Pumped Up Kicks, chegando em 3º lugar no Hot 100 da Billboard e em 1º na lista de músicas Alternativas. O sucesso repentino é justificado. É um disco que mantém o alto nível em suas canções que pegam facilmente, além de entreter com facilidade. É uma coisa realmente nova e que tem a cara deste século XXI. Seja lá o que isso signifique.

Músicas de destaque: Pumped Up Kicks; Helena Beat; Call It What You Want
[9] The Vaccines – What Did You Expect from the Vaccines?

O Vaccines já nasceu grande. A banda de rock formada em Londres já fazia sucesso nas paradas indies antes de lançar seu primeiro álbum, além de fazer tour abrindo shows de bandas como Arctic Monkeys e Arcade Fire. O álbum de estréia é sensacional, e faz os fãs de indie rock se sentirem nos anos 2000, com o lançamento do primeiro álbum do Strokes.

Músicas de destaque: Wreckin’ Bar (Ra Ra Ra); Post Break-Up Sex; All In White
[8] Iron & Wine – Kiss Each Other Clean

Fui pesquisar um pouco sobre a banda de um homem só e li uma citação que achei muito interessante sobre este disco: “O disco soa como o tipo de música que as pessoas ouviam no carro dos pais dela enquanto cresciam… A FM no meio dos anos 70, a música de rádio como amiga”. Devo concordar com a constatação de Sam Beam, que utiliza Iron & Wine como nome artístico. É o que parece mesmo. Um som pop suave, que soa um tanto antiquado, saído de uma vitrola ou de um radinho em alguns momentos, mas que convence por ser tanto nostálgico, quanto inovador. Além disso, as composições de Beam são inspiradíssimas. Um disco raro e que merece muito ser descoberto.

Músicas de destaque: Glad Man Singing; Walking Far From Home; Your Fake Name is Good Enough For Me
[7] Adele – 21

O maior destaque na música mundial em 2011 foi, disparado, Adele. Eleita a artista número 1 do ano pela revista Billboard, a garota de 23 anos provou ao mundo que merece respeito. Com o álbum mais vendido em 2011 e o mais vendido do século no Reino Unido (batendo Back to Black, de Amy Winehouse), 21 tem o seu charme. Apesar de não ousar em momento algum, Adele faz o que sabe fazer de melhor: cantar. Ela não precisa de rodeios ou efeitos. Todo o seu talento é posto à prova em canções com notas incantáveis por 90% dos artistas do cenários fonográfico de hoje. O ouvinte facilmente se identifica com as dores sentidas pela cantora e o pé na bunda que ela levou, o que faz com que o disco se torne ainda mais relevante do que realmente é. Sentimento e voz. É tudo isso que a londrina Adele precisou para conquistar o mundo.

Músicas de destaque: Set Fire to the Rain; Rolling in the Deep; Someone Like You
[6] Agridoce – Agridoce

O melhor álbum nacional do ano. Se Pitty se mostrava a maior roqueira do rock brasileiro, agora ela lança um projeto paralelo com o guitarrista da sua banda, Martin, e surpreende ao mostrar um lado bem sentimental e doce. Apelidado por ela mesmo como fofolk (mistura de fofo e folk), o disco Agridoce é recheado de canções delicadas, feitas para o coração. Com instrumentos não muito convencionais, deixando de lado a guitarra pesada e as fortes pancadas na bateria, dando espaço para a sonoridade mais acústica, com muito piano e violão, e canções cantadas em francês, inglês e português, Agridoce agrada aos ouvidos e deixa um gostoso sabor na boca. Uma obra maravilhosa.

Músicas de destaque: Dançando; Romeu; Say
[5] Arctic Monkeys – Suck It And See

Já houve tempos em que o Arctic Monkeys tinha mais atitude do que tem hoje. A época da hiperativa Teddy Picker e Brainstorm era ótima, mas não quer dizer que a fase mais romântica da banda não tenha seu lado positivo. Depois do álbum Humbug, agora eles consolidam de vez este lado. A banda está mais contida e mostra um amadurecimento musical. Não há mais a rebeldia de antes, mas a banda continua tão boa quanto outrora. Alex Turner comanda este ótimo álbum, com faixas que falam de amor e também remetem aos (nem tão) velhos tempos da banda de Sheffield.

Músicas de destaque: Suck It And See; The Hellcat Spangled Shalalala; Library Pictures
[4] The Black Keys – El Camino

Esse chegou aos 45 do segundo tempo. El Camino acaba de ser lançado, e mostra que o Black Keys continua ótimo. Passando de músicas dançantes, para guitarras afiadas e letras incrivelmente bem feitas, é um álbum que logo na primeira música já mostra que deve aparecer em todas as listas desse ano, como é o caso desta.

Músicas de destaque: Lonely Boy; Little Black Submarines; Stop Stop
[3] Alex Turner – Submarine Soundtrack

Não satisfeito em fazer um ótimo trabalho no Arctic Monkeys, Alex Turner mostrou que também existe vida fora de sua banda. Chamado para fazer a trilha sonora do ótimo longa-metragem britânico Submarine, Turner faz uma das melhores trilhas originais dos últimos tempos. Assim como o filme, o disco é calmo, belo e encantador. Alex canta baixinho, de forma que dê para você ouvir as batidas do coração apaixonado junto com as canções. Com letras muito bem escritas, um arranjo musical acústico fantástico e o tom delicado da voz do cantor fazem deste álbum algo maravilhoso. Um verdadeiro deleite para os apaixonados e apreciadores de uma boa música.

Músicas de destaque: Glass in the Park; Hiding Tonight; Piledriver Waltz

Submarine

[2] Noel Gallagher’s High Flying Birds – Noel Gallagher’s High Flying Birds

Se Noel Gallagher queria provar alguma coisa com sua nova banda, ele conseguiu: mostrar para todo mundo que ele era o cérebro por trás do Oasis. Apesar de Liam ser o líder natural da finada banda, percebe-se que ele só tinha a voz. Prova disso é que Beady Eye, seu novo projeto, não chega aos pés do Oasis e nem do High Flying Birds. Com um instrumental caprichado, assim como as letras compostas (muitas delas falando sobre o amor), Noel encabeça um disco que, se não traz muita novidade (ele foi criticado por não fugir do que fazia na sua ex-banda), é eficiente no que se presta a fazer: um disco genial, assim como na melhor fase do Oasis.

Músicas de destaque: If I Had a Gun…; (I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine; The Death of You and Me

[1] Foo Fighters – Wasting Light

Em 47 minutos, o Foo Fighters se mostra uma das melhores bandas de rock na atualidade. Isso acontece simplesmente porque em Wasting Light os caras pegam tudo o que havia de bom no gênero e na carreira deles e juntam neste disco impecável. Do início ao fim, Dave Grohl e toda a sua trupe não deixa o ouvinte sossegado. É um verdadeiro espetáculo de sons incessantes. Muitos riffs de guitarra, presença constante do baixo, pegada mais pesada na bateria. Há solos de todos os instrumentos numa música aqui e outra lá. Além disso, quando pode, a banda utiliza outros mais leves, como violino, acordeon e teclado. O que a banda se propôs aqui foi voltar ao básico. Eles gravaram o disco em película, dentro do estúdio na garagem de Grohl. Produzido por Butch Vig, o mesmo de Nevermind do Nirvana, e com a volta do guitarrista Pat Smear, Wasting Light é o álbum mais pesado da banda e que mostra que o rock pode ser novamente respeitado e ganhar o seu espaço. Prova disso é a indicação do disco ao prêmio de melhor álbum do ano no Grammy. Sem sentimentalismo barato, o Foo Fighters aproveita cada faixa para fazer muito barulho e conquistar o público seja com as letras ou pela simples sensação de estar ouvindo rock n roll.

Músicas de destaque: Rope; I Should Have Known; Walk

Colaborou nos textos: Lucas Paraizo
Participaram da votação: Lucas Paraizo, Lauro Henrique Wagner, Rafaela Petermann, Ricardo de Oliveira, Stefânia Enderle, Rodrigo Ramos

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Os 10 melhores filmes e 10 melhores seriados do ano pelo AFI

O American Film Institue (Instituto Americano de Filme) elegeu neste domingo os dez melhores filmes e os dez melhores seriados da televisão do ano de 2011. Além disso, o AFI Awards, focado apenas em obras produzidas nos Estados Unidos, também prestou homenagem ao filme The Artist e todos as películas da série Harry Potter, dedicando prêmios especiais para eles.

Os melhores filmes do ano, segundo o instituto são:
Missão Madrinha de Casamento
Os Descendentes
Os Homens Que Não Amavam As Mulheres
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret 
J. Edgar
Meia-Noite em Paris
O Homem Que Mudou o Jogo
A Árvore da Vida
Cavalo de Guerra

As séries eleitas as melhores do ano foram:
Breaking Bad
Boardwalk Empire
Curb Your Enthusiasm
Game of Thrones
The Good Wife
Homeland
Justified
Louie
Modern Family
Parks and Recreation

Os Melhores Clipes de 2011

Nunca é tarefa fácil eleger os melhores de alguma coisa. Sempre há injustiças e alguma coisa muito boa fica de fora. Listagens são traiçoeiras. De qualquer forma, quem não gosta de enumerar seus favoritos? Por não conseguir resistir, aqui está a primeira lista de melhores deste ano. Antes de anunciar os vídeos escolhidos, vale ressaltar que eles estão aqui não necessariamente por causa de suas músicas, mas especialmente devido a qualidade videoclíptica. Também é importante dizer que não há artistas repetidos para ter espaço à diversidade. Enfim, é isso. Confira os escolhidos abaixo.
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Um Dia | Review

One Day
EUA / Inglaterra, 2011 – 107 min
Romance

Direção:
Lone Scherfig
Roteiro:
David Nicholls
Elenco:
Anne Hathaway, Jim Sturgess, Patricia Clarkson, Ken Stott, Romola Garai, Rafe Spall

Na adaptação para as telas do romance de David Nicholls, a história se mantém. Na mesma forma que ocorre na obra literária, aqui o enredo se desenrola de maneira semelhante. Emma e Dexter estão se formando na universidade e passam esta noite juntos. Após àquela noite, eles criam uma relação de amizade que vai sendo mostrada a cada ano que se passa, estando eles juntos ou não, no mesmo dia, 15 de julho, ao longo de 20 anos. Os intérpretes de Emma e Dexter são Anne Hathaway e Jim Sturgess, respectivamente. Nunca é uma missão fácil pegar dois atores que consigam convencer tanto como universitários e depois adultos com suas vidas consolidadas, vinte anos depois. Interpretar fases tão distintas da vida pode ser complicado. Gostaria de dizer que a dupla consegue ter sucesso nesta empreitada, mas eu estaria mentindo para você, caro leitor.

O primeiro erro é escalar Anne Hathaway, uma americana, para o papel de uma inglesa. Na realidade, este nem seria um problema. Afinal, Hugh Laurie é britânico, possui um forte sotaque e o esconde perfeitamente na série House, fazendo com que o público acredite que ele nasceu nos Estados Unidos. Enquanto isso, Hathaway tenta fazer o sotaque britânico que sua personagem teoricamente possui. E o problema é este. Hathaway nunca esteve tão insossa, tão inexpressiva e desinteressante quanto neste papel. A sua tentativa de imitar uma inglesa acaba destruindo todos os momentos em que está em tela. Parece que a atriz está o tempo todo se preocupando com o sotaque e, ao invés de se focar numa atuação consistente, ela se perde completamente. Como se esta tentativa de soar britânica já não fosse frustrante o suficiente, em muitos momentos ela simplesmente esquece de faze-lo, o que piora a situação. Ela não consegue escolher o que fazer e, no fim, acaba fazendo coisa alguma. Ao menos, nada que salve sua personagem.


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Grammy 2012 | Kanye West lidera a lista dos indicados

A Academia da Gravação dos Estados Unidos anunciou ontem à noite, 30, durante sua festa que iniciou por volta de 1h da manhã (horário de Brasília), todos os indicados da 54ª edição do Grammy Awards. Quem achou que só iria dar Adele e Lady Gaga nas indicações ao Grammy, se enganou. O artista com o maior número de indicações é Kanye West. O rapper teve sete nomeações, incluindo música do ano e melhor álbum de rap tanto por My Beautiful Dark Twisted Fantasy como por sua colaboração com Jay-Z no disco Watch the Throne. Em seguida, Adele, Bruno Mars e Foo Fighters colecionaram seis nomeações cada. Uma das surpresas da noite foi Bon Iver, alter ego de Justin Vernon, que levou quatro indicações pra casa, incluindo música e gravação do ano.

Na categoria de melhor gravação do ano (que destaca a interpretação), temos Adele e o hit Rolling in the Deep; Bruno Mars por Grenade; Bon Iver por Holocene; Mumford & Sons por The Cave; e Katy Perry por Firework.

Disputando o cobiçado título de álbum do ano estão: Adele pelo sentimental 21; o rock pesado do Foo Fighters pelo disco Wasting Light; a coleção de singles de Rihanna em Loud; o som romântico e descontraído de Bruno Mars em Doo-Wops & Holigans; e o experimento pop, dance e até mesmo rock de Lady Gaga em Born This Way.

Os concorrentes na categoria de música do ano (que premia os compositores) estão: Kanye West por All of the Lights; Mumford & Sons por The Cave; Bruno Mars por Grenade; Bon Iver por Holocene; e a favorita, Adele por Rolling in the Deep.

Para ver a relação dos indicados nas 78 categorias (no ano passado eram 109), clique aqui.

 A festa do Grammy 2012 acontece no dia 12 de fevereiro, no pavilhão Staples Center, em Los Angeles.

Marisa Monte – O Que Você Quer Saber de Verdade | Review

Marisa Monte
O Que Você Quer Saber de Verdade
Brasil, 2011 – 44 min
MPB

Faixas:
1. O Que Você Quer Saber de Verdade
2. Descalço no Parque
3. Depois
4. Amar Alguém
5. O Que Se Quer
6. Nada Tudo
7. Verdade, Uma Ilusão
8. Lencinho Querido
9. Ainda Bem
10. Aquela Velha Canção
11. Era Óbvio
12. Hoje Eu Não Saio, Não
13. Seja Feliz
14. Bem Aqui

Novos talentos surgiram na MPB recentemente. Maria Gadú, Mallu Magalhães e Tiê são exemplos claros disso, mas ainda há espaço para alguém como Marisa Monte. Quando ouvimos seu novo disco, O Que Você Quer Saber de Verdade, somos levados a uma jornada pacífica e amorosa com músicas que você já sabe o que esperar, enquanto outras ainda não.

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The Artist e A Árvore da Vida saem na frente na corrida pelo Oscar

Comecem a fazer suas apostas porque a temporada de premiações do cinema já iniciou. Nesta segunda-feira foram anunciados os vencedores do Gotham Independent Film Award, evento que há 20 anos prestigia as melhores produções independentes. O prêmio de melhor filme foi divido para duas produções com abordagens e propostas totalmente diferentes, como Natalie Portman, uma das juradas deste ano, justificou no vídeo em que anunciava os vencedores. Dividiram o prêmio A Árvore da Vida (the Tree of Life), de Terrence Malick e Toda Forma de Amor (Beginners), de Mike Mills.

A Árvore da Vida

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