EMA 2011: MTV Europe Music Awards

Apesar de muitos apostarem suas fichas em Adele, quem saiu com os principais prêmios da noite no Europe Music Awards 2011 neste domingo, 06, foi Lady Gaga. No ano passado ela foi a grande vencedora da premiação e neste ano não foi diferente. Ela arrebatou quatro prêmios, incluindo melhor canção e videoclipe para Born This Way.

Logo em seguida, Bruno Mars, Justin Bieber, 30 Seconds to Mars acumularam dois prêmios cada.
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Once Upon a Time | Season Premiere

Once Upon a Time – 1×01: Pilot
EUA, 2011 – 43 min
Aventura

Direção:
Mark Mylod
Elenco:
Ginnifer Goodwin, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Josh Dallas, Jared S. Gilmore, Raphael Sbarge, Jamie Dornan, Robert Carlyle

O ano é 2007. Foi quando Amy Adams (indicada três vezes para o Oscar) começou a ser realmente conhecida por Hollywood e o mundo inteiro. Ela interpretou uma princesa de um mundo de faz de conta em Encantada. Apesar de ser um filme da Disney, ele brincava com o próprio acervo de longas-metragens do estúdio. Uma princesa fora das fábulas, inserida no mundo real. É uma verdadeira brincadeira e que deu certo. Encantada é uma película divertida, mantendo o equilíbrio entre a fantasia e a sátira. Essa mistura de contos de fada com a selva de pedra em que vivemos só deu certo porque foi encarada com bom humor. Agora tentem imaginar isso sendo levado a sério.

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(500) Dias Com Ela

(500) Days Of Summer
EUA, 2009 – 95 min
Comédia / Romance

Direção:
Marc Webb
Roteiro:
Scott Neustadter, Michael H. Weber
Elenco:
Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Chloë Moretz, Matther Gray Gubler, Clark Gregg

Conforme os anos voam, as comédias românticas vão sendo cada vez mais exploradas pelo cinema simplesmente porque dão dinheiro. E por serem tão utilizadas, acabam perdendo o seu sabor, sua essência e tornam-se parte de um gênero óbvio e com poucas novidades. Geralmente elas se salvam pelos seus interpretes que salvam o pouco de dignidade que estes trabalhos possuem.  Não só em comédias romantizadas que o cinema está precário, é o cinema em geral que, a cada ano, parece não conseguir mais inventar algo novo, apenas copiar ou utilizar uma ideia que já existe em outra mídia. O ano de 2009 é um exemplo de como a falta de criatividade está afetando o mundo cinematográfico, onde pouquíssimos filmes se destacam. Uma das poucas exceções que dão um sopro de originalidade e simpatia é esta anti-comédia romântica.

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Avatar

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EUA / Inglaterra, 2009 – 162 min
Ficção / Aventura / Romance

Direção:
James Cameron
Roteiro:
James Cameron
Elenco:
Sam Worthington, Zoe Saldana, Stephen Lang, Michelle Rodriguez, Sigourney Weaver, Giovanni Ribisi

Faz muito tempo desde que James Cameron realizou um filme de ficção. Todos com certeza devem se lembrar qual foi este. Titanic (1997) se tornou o maior vencedor dos prêmios Oscar com 11 estatuetas (junto com Ben Hur e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei), além de bater todos os recordes de bilheteria tornando-se o longa metragem de maior arrecadação da história, com um bilhão e oitocentos milhões de dólares aproximadamente. Se ele quisesse, poderia ter acabado aí mesmo sua jornada, pois seria, de fato, acabar no auge de sua carreira. Nesta década ele apenas brincou de desenvolver tecnologias para utilizar futuramente. Tecnologias para mesclar com um roteiro que já existia antes mesmo do premiado filme do diretor ter sido realizado, porém, na época seria muito caro e não havia ciência evoluída o bastante para tal. Anos se passaram e finalmente Cameron pôde realizar o seu maior sonho em seu projeto mais ambicioso que, como ele próprio afirma, revolucionará o modo de como o cinema é visto e realizado. Será mesmo?

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Melhores da TV na Temporada 2010/2011

Caros leitores, garanto-lhes que não foi uma tarefa nada fácil escolher os melhores de uma temporada inteira com ótimas séries, roteiros e elencos. Separei o que houve de melhor entre junho de 2010 e maio de 2011 na televisão. Vale lembrar que a ordem dos escolhidos é aleatória.

ATRIZ COADJUVANTE

Alison Brie (Community)
Alison Brie é uma das principais razões para se assistir Community. Ao longo das duas temporadas, a personagem foi evoluindo e nos entrega uma atuação que traz momentos tanto de emoção quanto absurdos (e engraçados, é claro). Alison faz com que queiramos ver mais da série, por sua causa, especialmente.

Alex Kingston (Doctor Who)
Alex Kingston é River Song, a única personagem que sabe o verdadeiro nome do Doctor (Matt Smith). No meio dessa viagem do passado para o futuro, vamos descobrindo a relação estreita dela com o Doctor. Alex é uma verdadeira coadjuvante de luxo e que brilha em cena em uma das melhores (se não a melhor) temporadas de Doctor Who. Uma boa história, afinal, precisa de bons coadjuvantes também.

Christina Hendricks (Mad Men)
O elenco de Mad Men é poderoso. Apesar dos homens estarem em maioria, as mulheres têm seu espaço e Christina Hendricks, no meio da crise e da reestruturação da Sterlin Cooper que ocorre na quarta temporada, também acha o seu espaço para mostrar novamente seu talento em um ano irretocável da série.

Kelly Macdonald (Boardwalk Empire)
A viúva e mãe irlandesa interpretada por Kelly Macdonald, inicialmente, parece sem graça. Conforme a temporada se desenvolve, Kelly mostra que sua personagem não é tão ingênua e frágil da forma que desenha no início. Os diálogos entre ela e Steve Buscemi são poderosos e fortalecem a série.

Lisa Edelstein (House)
Lisa pode ter saído do elenco aos 47 minutos do segundo tempo, mas apesar de ter deixado um problemão para os roteiristas resolverem e causado a revolta de alguns fãs da série, a atriz sempre forneceu o que lhe foi exigido. Lisa nunca foi tão importante quando nesta temporada. A Dra. Cuddy é imprescindível neste ano em que engatilha um romance com House (Hugh Laurie), precisa cuidar do hospital, sua filha e de sua mãe problemática. Edelstein consegue transparecer toda a angústia, cansaço, ironia, felicidade e decepção em sua atuação. Definitivamente, ela sai da série de cabeça erguida e com papel cumprido.

Michele Forbes (The Killing)
Lembro-me muito bem de Michele na segunda temporada de True Blood interpretando a enigmática Maryann, de longe, a melhor personagem que já passou pela série vampiresca. Michele interpreta uma personagem oposta em The Killing. Ela é mãe de Rose, garota de 17 anos vítima de um assassinato. Apesar de não ser o principal rosto na série, Michele passa toda a dor da perda com talento de sobra. A atriz consegue emocionar a todos e por isso mesmo ela está aqui nesta lista. Mais do que merecido.

ATOR COADJUVANTE

John Slattery (Mad Men)
Ele pode não estar o tempo todo em cena, mas não há como negar que Slattery desenvolve um papel importante em Mad Men. Roger Sterlling se torna uma peça importantíssima nesta temporada e tem que começar do zero ao lado de Don Draper (Jon Hamm) e outros colegas. Mais do que nunca, Slattery convence em tela, além de sempre jogar uma piadinha aqui e ali, o que também ajuda.

Nick Offerman (Parks and Recreation)
Se Nick Offerman não ganhar um prêmio Emmy este ano, eu não entendo mais nada! Parks and Recreation veio se firmando aos poucos como a melhor comédia no ar e Offerman é um dos responsáveis por isso. Seu personagem é a melhor coisa na série. Há boatos de que ele será lembrado como um dos melhores personagens da história da tv. Não seria exagero. Seu mau humor, paixão por carne, bigode gigantesco, talento nato para fazer um discurso e sua relação insana com sua ex, entre outras coisas, fazem de Ron Swanson o personagem mais hilário que já passou pela televisão nos últimos anos.

Brent Sexton (The Killing)
O ator não é um dos mais conhecidos do público, mas ele tem seu valor, disso não há dúvida. Ao lado de Michele Forbes, eles formam os pais da menina assassinada. Conforme sua mulher vai caindo em depressão, sobra para ele segurar as pontas, parecer ser o mais forte e tentar resolver tudo com as próprias mãos. O personagem vai se desenvolvendo de forma misteriosa e Sexton segura muito bem seu papel, tanto quando precisa ser durão quanto na emoção.

Michael Pitt (Boardwalk Empire)
Apesar da carinha de menino a la Leonardo DiCaprio, Michael Pitt mostra que pode ter papéis fortes e render muito. Em Boardwalk Empire ele se mostra uma escolha perfeita para o seu papel e surpreende numa atuação densa e com picos emocionais.

John Noble (Fringe)
Para se suportar a queda na audiência e o possível fim da série, Fringe sobrevive por causa dos fãs, do roteiro bem construído e de atuações acima da média. A terceira temporada foi isso e John Noble, novamente, traz uma atuação complexa e emocional, ora como o cientista louco Walter Bishop, ora como um poderoso Secretário da Defesa em um universo alternativo.

Danny Pudi (Community)
Abed, o estudante de cinema e viciado em tudo relacionado à cultura pop, é uma das principais ferramentas dos roteiristas nesta segunda temporada de Community. O personagem de Danny Pudi ganha no carisma e pela diversidade que seu papel possui, ajudando na reflexividade da série.

ATRIZ

Karen Gillian (Doctor Who)
Não foi de cara, mas aos poucos Karen foi se tornando essencial na trama de Doctor Who. Sua personagem é ao mesmo tempo brilhante, intuitiva e de temperamento forte, mas nem sempre vai pelo caminho da razão e deixa se levar pelos seus medos, tendo um comportamento um tanto imaturo. Karen explora bem sua personagem e merece destaque nesta ótima temporada (que ainda não terminou) de Doctor Who.

Elisabeth Moss (Mad Men)  
Peggy Olsen não era tão importante assim no início de Mad Men, lá na primeira temporada. Ela era apenas uma secretária. No entanto, a evolução da personagem e da atuação de Elisabeth Moss é um dos prazeres de se assistir à série. Na terceira temporada ela não teve tanto espaço, mas no quarto ano ela volta ao seu auge quando precisa se virar após o fim da Sterling Cooper. Moss, novamente, entrega uma performance acima da média.

Stana Katic (Castle)
Policiais duronas, carismáticas e vulneráveis na televisão há de monte. Mesmo. Mas precisa de um toque ainda mais especial para fazer com que uma personagem não seja genérica e se destaque. Stana Katic consegue isso em Castle. Além de entregar tudo isso com precisão, ela ainda casa perfeitamente com o seu colega de cena, Nathan Fillion, deixando a série ainda mais interessante.

Mireille Enos (The Killing)
A personagem de Mireille Enos em The Killing não é de muitas palavras. Mas aí está a reposta para ela estar aqui nesta lista. Mesmo sem falar muito, ela consegue transmitir tudo o que precisa. Uma policial correta, disposta a seguir qualquer pista, levando a investigação ao extremo, mesmo que isso custe sua vida pessoal. Além disso, a personagem também tem seus mistérios que, mesmo ao fim da temporada, ainda não sabemos quais são.

Amy Poehler (Parks and Recreation)
Dentre as atrizes escolhidas, Amy Poehler é a única representante cômica. O único motivo para ela ter entrado no meio de tantas atrizes dramáticas é um só: sem Amy, Parks and Recreation não seria a melhor comédia na televisão. É claro que todo o elenco ajuda, mas Amy sempre foi a alma do negócio. Poehler explora ainda mais sua Leslie Knope, engatando uma relação amorosa, mas de forma bem humorada e sem ser piegas. Ela consegue equilibrar todas as nuances de sua personagem, uma pessoa bondosa, ingênua, ética e capaz de criar situações altamente constrangedoras. Poehler entrega uma personagem muitas vezes hilariante, mas também uma forte figura feminina.

Julianna Margulies (The Good Wife)
Se na primeira temporada ela já tinha conduzido a série, na segunda ela só aperfeiçoa sua personagem e faz, ao lado de um elenco de coadjuvantes competente, desta uma ótima temporada. Julianna já é macaca velha na televisão e mostra uma atuação excepcional neste segundo ano. Só Margulies é capaz de transmitir raiva, tristeza, confusão e várias outras emoções de uma só vez. Uma das melhores atrizes atualmente na TV.

ATOR

Matt Smith (Doctor Who)
Vamos ser sinceros que não é fácil um ator assumir o lugar de outro em uma série e convencer. Fácil pode não ser, mas certamente não é impossível e é isso que Matt Smith nos prova. Não me cabe dizer que ele é melhor do que David Tennant, mas posso afirmar, no mínimo, que ele é tão competente quanto. Demonstrando sempre entusiasmo, um pouco de bom humor e qualidade na hora de atuar seriamente, Matt Smith convence e ajuda a criar um dos melhores anos da série e uma das melhores encarnações do Doctor na TV britânica.

Jim Parsons (The Big Bang Theory)
Não foi fácil colocar alguém de série cômica nesta lista, mas Jim Parsons não poderia ficar de fora. Se há algo que sustenta The Big Bang Theory, isto é o ator. Seu nerdismo e a falta de conexão com o mundo é tão crível que é impossível não rir com o jeito de Sheldon. Novamente ele é o destaque de mais uma temporada de The Big Bang Theory, que continua respirando, basicamente, por causa de seu talento.

Steve Buscemi (Boardwalk Empire)
Poucos acreditavam que o eterno coadjuvante do cinema seria capaz de ser um protagonista convincente. Queimou a língua quem o disse. Buscemi esbanja qualidade como Nucky Thompson, ora político, ora mafioso. Escolhido a dedo por Martin Scorsese, sua atuação varia entre o contido e o explosivo. Você nunca sabe qual versão irá encontrar de Nucky e é a personalidade construída por Buscemi que faz com que sua atuação seja brilhante nesta primeira temporada da série.

Michael C. Hall (Dexter)
Como não se lembrar de Michael C. Hall quando falamos de melhores atores na televisão? O rapaz que saiu de Six Feet Under e mostrou ser extremamente talentoso na pele do assassino que só mata pessoas culpadas. Toda temporada de Dexter é um novo desafio para o protagonista. Nesta quinta temporada, no entanto, ele precisa lidar com a dor da perda de sua mulher, seu colapso nervoso e como cuidar de seu filho. Tudo isso ao mesmo tempo em que ainda precisa manter a aparência, continuar com seu vício e fazer com que tudo dê certo. A atuação de C. Hall é sempre acima da média e neste ano não é diferente. A forma com que ele trabalha seus sentimentos que são poucos, mas extremos, causa no espectador simpatia e identificação. Ninguém consegue fazer um serial killer “do bem” e em crise existencial como Michael C. Hall.

Jon Hamm (Mad Men)
Numa série como é Mad Men, precisa muito jogo de cintura para não fazer com que o público perca o interesse. A série, desde sua segunda temporada, manteve-se acima da média, mas a narrativa é mais lenta do que o público está acostumado. Se não fossem os ótimos atores, Mad Men não teria tanto poder. Felizmente, o elenco é forte e Jon Hamm, o protagonista, continua enigmático e potente como Don Draper. Tendo que lidar com morte, divórcio e um novo negócio, Hamm continua impressionando e prendendo a atenção do espectador. Sua performance é hipnótica, misteriosa, até mesmo emocional, além de traduzir a imagem de um homem de verdade.

Hugh Laurie (House)
Não há como deixar Laurie de fora. Convenhamos que a sétima temporada de House não foi a mais forte de todas, mas isso não tira o brilho de vários elementos do seriado. Hugh Laurie continua sendo a alma da série e isso nunca irá mudar. Felizmente, o ator britânico é competente o suficiente para entregar mais uma performance genial como o médico quase sempre mau humorado e inconsequente. Nesta temporada, Laurie tem a oportunidade de explorar o lado mais sentimental do seu personagem devido ao romance com Cuddy. É até interessante, mas o pico da atuação de Laurie é quando ele começa, novamente, a sofrer. A dor é o que faz o personagem explodir e são estes momentos que nos fazem perceber o quão brilhante a série é e a qualidade de Hugh Laurie, sempre entregando momentos irônicos, cômicos, dramáticos e emocionantes.

SÉRIE – COMÉDIA

The Big Bang Theory
Hoje, já não há mais tanta graça em The Big Bang Theory. Os roteiristas começam a não saber muito mais o que fazer com a história em si. Ainda assim, a inserção de novas personagens, interpretadas brilhantemente por Mayim Bialik e Melissa Rauch, balanceado o elenco masculino com o feminino, além do sempre competente Jim Parsons, fazem com que a quarta temporada ainda esteja acima do que muitas comédias atualmente no ar.

The Office
Esta é outra série que sofre um pouco com a longevidade. Mesmo não sendo tão engraçada como até dois anos atrás, The Office ainda consegue cativar o público com seus personagens originais e que sempre conseguem arrancar uma boa risada. Neste ano houve uma mudança drástica, talvez em busca de renovação. Steve Carell saiu da série. A despedida é um dos melhores momentos da série, junto com a abertura musical da temporada e o filme feito por Michael Scott. Todos iremos sentir falta do jeito de Michael Scott, certo? As piadas continuam bem escritas e as participações especiais, especialmente a de Will Farrell no fim da temporada, dão um toque especial para este sétimo ano e nos lembram que The Office ainda pode render muitas risadas.

Raising Hope
Como criar uma nova série e fazê-la uma das melhores coisas da temporada? Aprenda isso com Greg Garcia, criador de My Name is Earl e a doce Raising Hope. Jimmy (Lucas Neff) é um jovem de 23 anos que não tem um futuro muito promissor. Ele mora com os pais e, numa bela noite, acaba passando a noite com Lucy (Bijou Phillips). Ela é uma fugitiva condenada à morte. Meses depois ele descobre que ela está esperando um filho seu e, quando a sentença é concretizada, a criança fica com ele. Você pode imaginar o que pode acontecer a partir disso. Raising Hope é ridiculamente engraçada. O elenco é afiado e as risadas são genuínas, acompanhadas com um toque doce e familiar.

Community
Se você já assistiu Community, sabe que a série é totalmente fora da casinha. O seriado é tão bem estruturado que, a qualquer momento, os roteiristas brincam em mudar totalmente as regras da própria série, sem medo de errar (e, geralmente, só acertam). O segundo ano da série conseguiu ir além do que qualquer fã imaginara, tomando abordagens absurdas, mas que dão certo. Zumbis, claymation, outra guerra de paintball, participações especiais. Tudo o que você pode imaginar (e o que também não pode) está inserido em Community, uma série que não hesita na hora de fazer vários experimentos em cena e, por ser tão insana, engraçada e criativa, é que esta é uma das melhores séries cômicas dos últimos tempos.

Parks and Recreation
Do mesmo criador de The Office, versão estadunidense, Parks and Recreation chegou e não convenceu de cara. A segunda temporada, no entanto, foi o suficiente para mostrar a genialidade da série, todo seu potencial e a criatividade dos roteiristas. A terceira temporada só veio confirmar isso. Além de já ter personagens excêntricos, agora há o acréscimo de um energético Rob Lowe e um deslocado Adam Scott, que também serve como interesse romântico de Leslie Knope (Amy Poehler). A soma de um ótimo roteiro, piadas hilárias, situações constrangedoras e épicas e personagens bem definidos são o suficiente para fazer desta a melhor comédia no ar atualmente. Mas, não menos importante, a série também tem coração. Momentos como o casamento surpresa de Andy e April e o memorial de Lil’ Sebastian trazem profundidade à série. O mau humor contínuo de Ron e o azar de Tom podem ser engraçados, mas é a soma de todos os elementos que fazem de Parks and Recreation a melhor série cômica dos últimos anos.

SÉRIE – DRAMA

Game of Thrones
Explicar aqui exatamente sobre o que se trata Game of Thrones é um tanto complicado. É como querer resumir O Senhor dos Anéis, algo impossível de se fazer. O que se pode dizer é que a série, apesar de ter apenas 10 episódios, conseguiu a atenção do público e fez a alegria dos fãs dos livros da saga A Song of Ice and Fire, escrita por George R. R. Martin, mas não só eles. A Game of Thrones é o livro que inspira toda esta temporada. Com um clima que lembra a saga dirigida por Peter Jackson, a série consegue desenvolver com competência o enredo de um livro gigantesco, cheio de detalhes e personagens. Esta transposição merece ser reconhecida e não só isso. O seriado conta com um elenco afiado, encabeçado por Sean Bean. Entre reis, rainhas, família e cavaleiros, uma coisa está sempre presente: a traição. É um verdadeiro jogo pelo poder e que merece ser conferida só pelo fato de ter o selo HBO de qualidade.

Boardwalk Empire
Falando em HBO, aqui está novamente um representante do canal pago. Quando o nome de Martin Scorsese está envolvido num projeto, vale a pena conferir. Quando Terence Winter, roteirista de The Sopranos está junto, daí você tem a obrigação de dar uma olhada. Boardwalk Empire não se afoba e não tenta convencer o público logo de cara. A série é como um bom vinho. Quanto mais você o prova, mais saboroso vai ficando. Contando com Steve Buscemi numa excelente atuação e com coadjuvantes de luxo ao seu redor, Boardwalk Empire retrata os anos 20 com eficiência, além de conseguir resgatar o gênero dos filmes de máfia para a televisão. Ambientação, roteiro, atuações, tudo construído com o maior cuidado e sem pressa.

House
Pra mim e para outros, House é uma das melhores séries que já passaram pela televisão. Não tem como ignorar que toda temporada os roteiristas conseguem equilibrar vários elementos e adicionar alguma coisa para deixar o ano diferente dos anteriores. Apesar de mostrar que não tem tanto pique como outrora, House ainda se mostra forte o suficiente para estar entre os melhores dramas da TV. Em sua sétima temporada, a série ficou sem uma de suas personagens principais na maior parte da temporada (Olivia Wilde), mas a série conseguiu sobreviver com essa baixa. House (Hugh Laurie) sempre foi o foco, mas ele não é o único neste ano. O roteiro dá mais atenção à Masters (Amber Tamblyn), nova médica na equipe do doutor, e à Taub (Peter Jacobson), que se torna um dos personagens com mais profundidade dentre a equipe. Novamente, vários casos e pacientes são postos no ar. O brilhantismo dos roteiristas continua ao conseguir sustentar bem estes casos, além de dar atenção à vida dos personagens principais. Com muito bom humor, ironias de sobra, situações dramáticas e reviravoltas, a série continua poderosa e com nuances de emoções. Hugh Laurie, novamente, brilha em tela. Apesar de não ser o melhor ano na série, Laurie consegue entregar mais uma performance acima da média. O sucesso da série se deve tanto a ele quanto aos roteiristas. Impossível deixar a série de fora dos melhores da TV.

Mad Men
Lá no início, convenhamos, Mad Men não era aquilo tudo. Suspeitava que a crítica superestimasse a série. Mas a partir da segunda temporada eu entendi. É tão fascinante quando você acompanha uma série crescer e evoluir da forma que ocorrera com Mad Men. Os personagens, suas histórias, todo o contexto em que estão inseridos. É como acompanhar um filho seu crescendo e ver todas as suas realizações. Nesta quarta temporada, o elenco deu uma diminuída em relação ao terceiro ano por uma questão não de logística, mas pelo rumo da trama. Com menos pessoas em tela, há mais tempo para aprofundar os que realmente importam. A narrativa aqui é mais poderosa do que nos anos anteriores e a forma como é conduzida pelos roteiristas chega a ser brilhante. Jon Hamm continua seu trabalho com perfeição e há mais espaço para coadjuvantes como John Slattery e Christina Hendricks brilharem, além de Elisabeth Moss voltar a ter mais espaço e fazer o que fizera com competência nos dois primeiros anos. Entre reviravoltas, mentiras, ideias, mortes, casos amorosos, divórcios e uma boa dose de uísque, Mad Men ganha a sua melhor temporada e consolida ainda mais a presença Don Draper na televisão.

The Killing
Você pode ter bons atores no seu elenco, no entanto, isso de nada adianta se você não tiver um bom roteiro. Uma série ou filme pode ter um ótimo roteiro e ser ruim por causa da forma que executada. Mas jamais você verá um longa-metragem ou seriado que tenha um roteiro ruim e seja bom. The Killing é baseado em uma série dinamarquesa e recebeu uma versão estadunidense apenas para tampar o espaço entre as séries, especialmente com o atraso de Mad Men, ambos exibidos pela AMC. No entanto, a série acabou se tornando a maior (e melhor) surpresa da temporada. O assassinato de uma jovem garota é o caso que se discorre ao longo dos 13 episódios. Parecia difícil fazer uma série se sustentar apenas com um caso, mas os roteiristas conseguem este feito. The Killing se divide em três seguimentos que se interligam de forma sagaz. Há a investigação criminal, as tretas políticas e o drama familiar. Estes elementos funcionam num roteiro que consegue entrelaçar tudo isso de forma coerente, com reviravoltas e um elenco mais do que eficiente.

Os eleitos foram escolhidos por Lucas Paraizo (@lucasparaizo), Lauro Henrique Wagner (@Stalkerholmes) e Rodrigo Ramos (@xtraga).

(Publicado originalmente dia 29 de junho de 2011)

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