Melhores Clipes de 2017

Jay-Z, Dua Lipa, Kendrick Lamar, Lady Gaga, Phoenix e Anitta estão entre os destaques do ano.

O Previamente começa a divulgar a partir de hoje (3) as suas listas do que houve de destaque em 2017. Um guia para caso você tenha deixado  passar batido essas obras, conferir então em 2018 e começar o ano bem.

Enquanto 2017 foi um ano insano — nos sentidos mais extremos da palavra — o mundo dos videoclipes continuou sendo uma janela para a criatividade. De histórias de amor, subversão da exploração da sexualidade, críticas sociais (sejam elas sobre raça ou gênero), até guias ilustrados sobre o sexo dos homens gays, ingestão de sabão e regras para parar de ser trouxa, aqui estão os 25 melhores clipes do ano que passou. Confira abaixo.

25. Yaeji — Last Breath

Direção: Kathy Yaeji Lee

Vídeos de tutorial de maquiagem já viraram um clichê da internet e uma piada pronta (Blogueirinha de Merda, alguém?), e a artista sul-coreana Yaeji se aproveitou da saturação para fazer um clipe inteiro disso: ensinando como passar maquiagem e aplicar aquelas máscaras de beleza super populares (e bizarras) da Coreia do Sul.

24. Jay-Z — Moonlight

Direção: Alan Yang

A família Carter para sempre bem representada. Já que não temos Beyoncé neste ano, Jay-Z marca presença aqui. “Moonlight” tem as virtudes de contar com um elenco ótimo e reencenar cenas de Friends. E é basicamente isso.

23. Björk — The Gate

Direção: Andrew Thomas Huang

Björk sendo Björk. Ponto.

22. Bruno Mars — That’s How I Like

Direção: Bruno Mars e Jonathan Lia

Bruno Mars não inventa a roda nesse clipe, que é adorável com seus movimentos em fast forward e as ilustrações para dar base à letra.

21. OK Go — Obsession

Direção: Damian Kulash, Jr. & Yusuke Tanaka

Se sonoramente OK Go não é a melhor coisa do planeta, o grupo sempre busca inovar e se superar a cada videoclipe. Neste, eles não desapontam. Com 567 impressoras e uma porrada de papel, além de uma edição excelente, os caras dão vida a mais um clipe que mostra que a imaginação deles não têm fim e sempre há formas de inovar.

20. BTS — DNA

Direção: YongSeok Choi

A Coreia do Sul e o kpop mostram que estão mais do que preparados para conquistar não só o Oriente, como também o Ocidente. 2017 definitivamente foi o ano do ápice do gênero musical. O BTS foi um dos grupos que mais ganhou destaque nos últimos 12 meses e faz todo sentido. Com coreografias alucinantes, música viciante, videoclipe colorido e beirando o psicodélico, além de uma edição e efeitos de primeira, o conjunto sul-coreano mostra ser a boyband que a gente tanto merecia e não tinha desde os anos 90/2000 com NSYNC e Backstreet Boys.

19. HAIM — Want You Back

Direção: Jake Schreier

As irmãs Haim não são apenas competentes musicalmente, como também dão um jeito de fazer com que seus clipes sejam facilmente lembrados. “Want You Back” não tem um conceito altamente arrojado: trata-se apenas das três andando na rua e fazendo uma coreografia que tem mais cara de gente real do que algo impossível de replicar ao estilo de cantoras pop tradicionais. É um vídeo com personalidade e que tem o DNA do trio.

18. Lady Gaga — John Wayne

Direção: Jonas Akerlund

Após um longo período sem lançar nenhum videoclipe marcante — algo que nos primeiros anos da carreira era uma característica sua — Gaga mostrou vislumbres de que a hiperatividade e loucura que lhe pertencem não estão totalmente adormecidas.

17. Washed Out — Get Lost

Direção: Harvey Benschoter

Um clipe inteiro só de colagens. Art pop total. Vale cada segundo.

16. Selena Gomez feat. Gucci Mane — Fetish

Direção: Petra Collins

Os fetiches mais estranhos de 2017. Mas pelas notícias do ano, nem dá pra julgar a Selena não. O resultado é visualmente belo, ainda que bizarro.

15. Lorde — Green Light

Direção: Grant Singer

Lorde parece muito acessível aqui. O sentimento de decepção presente na canção é transportado pela vontade de sair e querer esquecer de tudo. O videoclipe consegue transmitir essa sensação, o anseio de querer esquecer, deixar para trás o que aconteceu — ainda que seja extremamente árduo –, e como sair por aí ouvindo uma canção empolgante no telefone ou na balada pode ser um cano de escape — ainda que temporário. Gente como a gente. Nem que seja no clipe e na emoção.

14. St. Vincent — New York

Direção: Alex Da Corte

Tanto “New York” quanto “Los Angeles” poderiam estar na lista. Ambos são cheios de conceitos — que não necessariamente casam com a letra da música. Porém, “New York” vai expandindo cada quadro de suas instalações, mostrando que há sempre mais ao redor do que os olhos podem ver à primeira vista. Direção de arte impecável e enquadramentos que deixariam Wes Anderson orgulho.

13. Radiohead — Lift

Direção: Oscar Hudson

Thom York acompanha a vida de todo um prédio durante sua longa viagem de elevador. O conceito é básico, mas a execução é perfeita, de prender a atenção da primeira até a última parada.

12. Brendan Maclean — House of Air

Direção: Brian Fairbairn e Karl Eccleston

Possivelmente o vídeo mais polêmico do ano, se você não viu “House of Air”, recomenda-se que se assista com discrição. E longe do trabalho. Conforme descrevem os diretores, o clipe é um estudo antropológico semiótico dos gays e seus comportamentos sexuais. A definição é precisa. O videoclipe trata-se de cenas explícitas de sexo entre homens, com explicação detalhada de cada tipo de ato sexual. O YouTube tirou o vídeo do ar, mas felizmente ele sobrevive no Vimeo. Se quer realmente chocar a família tradicional, ponha-o pra tocar na TV da sala durante uma reunião com todos os parentes.

11. Logic feat. Alessia Cara & Khalid — 1-800-273-8255

Direção: Andy Hines

Caso de canção que combina perfeitamente com a narrativa em tela. Eis aqui uma jornada de descobrimento de sexualidade em um jovem e como é fácil se sentir sozinho e sem saída. É triste, é real, é emocionante. Só cuidado pra não chorar (demais).

10. Dua Lipa — New Rules

Direção: Henry Schofield

A música foi um dos hinos de 2017 e o clipe não deixa por menos. O clipe é sagaz, com jogos de câmeras espertos, edição precisa, coreografia que foge do óbvio, e tem em seu DNA a sororidade. Além disso, tem a beleza ímpar de Dua Lipa. Ou seja, é um combo que vale o investimento.

9. Charlotte Gainsbourg — Deadly Valentine

Direção: Dev Hynes

Uma paixão que ultrapassa gerações, da infância até a velhice. De forma quase poética, os dois apaixonados estão sempre correndo, porém sempre um do lado do outro. A construção é original e flui perfeitamente com a canção. E o resultado é adorável.

8. Anitta, Mc Zaac, Maejor feat. Tropkillaz & DJ Yuri Martins  — Vai Malandra

Direção: Terry Richardson

Marketing, coragem ou o quê? Independente da resposta para Anitta aparecer com um close de sua bunda nos primeiros instantes do clipe de “Vai Malandra”, isto não deixa de ser uma mensagem de empoderamento feminino: se até uma artista do calibre de Anitta tem celulites, marcas comuns em corpos normais, qualquer pessoa pode tê-las. Porém o videoclipe vai mais longe por também celebrar a comunidade do Morro do Vidigal no Rio de Janeiro, mostrando as várias facetas do Brasil, o povo gente como a gente. Sem censura, desde seu corpo às pessoas, “Vai Malandra” é um manifesto que vai além da música pop comum.

7. Young Thug — Wyclef Jean

Direção: Pomp&Clout

Quando tudo deu errado, eles foram lá e deram um jeito de fazer um dos clipes mais engraçados e desastrosos do ano. Pensando aqui comigo quantos vídeos morreram no meio do caminho como este poderia ter morrido também.

6. Phoenix — Ti Amo

Direção: Wiissa

O novo disco do Phoenix é ótimo, mas só fui embarcar nessa depois de ver o clipe de “Ti Amo”. É uma verdadeira carta de amor à Itália e à Roma dos mais diversos modos, do cinema à gastronomia, da moda até os pontos turísticos. Se você tem 1% de sangue italiano nas veias ou simplesmente aprecia essa pátria, recomendo.

5. Charli XCX — Boys

Direção: Charli XCX

O videoclipe de “Boys” é uma subversão. Enquanto é normal desde sempre vermos mulheres sendo objetificadas, lavando carro ou fazendo briga de travesseiro, o clipe de Charli XCX utiliza homens (muitos deles famosos, é uma diversão ficar identificando cada um) em várias situações em que elas geralmente são postas. É colorido, é engraçado, é sexy e tem um peso além da brincadeira.

4. Kamasi Washington — Truth

Direção: AG Rojas

Este vídeo é pura poesia. É como se Moonlight se encontrasse com A Árvore da Vida, com muita representatividade, arte e simbologia. Lindo, lindo, lindo!

3. Beck — Up All Night

Direção: CANADA

Uma das maiores odisseias modernas é entrar numa festa e resgatar o seu amigo ou amiga que deu PT. O clipe é uma aventura maluca desse tipo de resgate e é a mulher que sai em busca do mocinho indefeso depois de várias doses de álcool.

2. Jay-Z — The Story of O.J.

Direção: Mark Romanek & JAY-Z

De forma brilhante, Jay-Z utiliza animação das antigas para ilustrar os negros — que, no passado, eram desenhados de forma estereotipada — ao longo das décadas, e mostra que não foi muita coisa que mudou. Conforme o rapper reforça na letra, independente da posição ou do tom da cor da pele, o negro ainda é negro. O clipe é primoroso no ponto de visto social e excelente em sua execução visual. Quem diria que Jay-Z ainda viveria sua melhor forma da carreira em 2017? Eu certamente não apostava nisso.

1. Kendrick Lamar — HUMBLE.

Direção Dave Meyers & the little homies

Kendrick Lamar teve um ano incrível e é dele o melhor clipe de 2017. As razões são diversas. “HUMBLE.” por si só já é uma grande canção, mas não é apenas isto. O videoclipe é cheio de momentos icônicos e que brincam com o imaginário das pessoas. Kendrick vestindo a roupa papal; negros pegando fogo com cordas enroladas em suas cabeças; Kendrick e seu amigos simulando a Santa Ceia; uma mulher sem photoshop nenhum em cena; armas apontadas para Kedrick pela janela de uma casa. São várias cenas. Todas elas têm um peso simbólico, seja em tom de crítica à sociedade, como o negro é visto e tratado na América, e também exaltando a cultura desse povo. Em conteúdo e em visual, o clipe mostra-se competente do início ao fim. Está com o coração no lugar certo.

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