À espera de Final Fantasy XV

Novo game da franquia chega às lojas no dia 29 de novembro.

Uma espera de anos e que atravessou toda uma geração de consoles finalmente acabará agora em novembro. O novo jogo da linha principal da franquia Final Fantasy, que originalmente seria um spin-off, vem com a pressão de dar um novo gás para uma das séries mais importantes da história dos jogos eletrônicos.

Contestado logo de cara por apresentar um “time” composto somente por homens, além de um visual bem mais humano do que o normalmente abordado na série, o processo de marketing da Square Enix precisou travar uma batalha na conquista de novos fãs enquanto derrubava a desconfiança dos fãs de longa data. Animações, filme, trailers e outros produtos da nova obra foram disponibilizados ao longo de tantos meses, uma iniciativa que deu tão certo que a desconfiança virou hype e o aguardo pela obra se tornou doloroso.

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Composto por uma estratégia que ao mesmo tempo que se prende aos padrões orientais, como fica evidente no próprio visual dos personagens, mas que também buscou uma proximidade com o ocidente trazendo uma música tema popular. “Stand By Me”, na interpretação da cantora Florence + the Machine, faz jus e se nivela aos grandes temas musicais que já embalaram a série como “One Winged Angel” em FFVII e “Liberi Fatali” em FFVIII, demonstrando a flexibilidade que a equipe de produção se permitiu ter para não ficar devendo em nada para os RPGs que dominam o mercado hoje em dia.

No final, as maiores críticas sobre Final Fantasy XV se provaram injustas, começando pela ausência de personagens femininos no time. Ainda que atualmente o protagonismo feminino seja buscado, falamos de um nome que nunca deveu nesse quesito e isso é provado sem voltar muito no tempo, basta lembrar de Lightining, que teve a maior saga já produzida com o nome Final Fantasy. Sobre questões subjetivas como mecânica de combate e gráficos, os comentários maldosos são poucos reflexivos, já que nesses termos nunca houve um padrão determinado, o que tornava tudo ainda mais divertido, só pelo prazer de aprender tudo em cada novo jogo. Um novo mundo, uma nova jogabilidade, um novo apelo, uma nova motivação, esse é o propósito de FF a cada novo jogo.

No dia 29 de novembro daremos uma chance para o protagonista Noctis mostrar o potencial do novo mundo Eos, que tem traços do nosso mundo real com as devidas proporções de magia e tecnologia. Uma narrativa que trará um novo molde entre guerra de reinos e o amor entre um príncipe e uma princesa em meio ao caos e muita ação é o tipo de releitura que ninguém pode perder, seja pra odiar ou para amar. Além de tudo isso, não dá para esquecer a proposta de relação de amizade entre os protagonistas, que parece ser o carro chefe do novo game, diferenciando dos anteriores em que os grupos se formavam por acaso, interesses em comum ou acidentes de trama. Nesta ocasião, veremos um laço que já está criado se desenvolver.

Final Fantasy é uma dentre tantas séries de jogos que proporcionam algo mais que uma experiência de diversão por interação. Quem joga se prende como em um filme, cria um vínculo com os personagens como em uma série e ainda sentem o vazio de ter terminado um livro quando o jogo acaba. A torcida é para que essa experiência se renove. A memória de Cloud, Yuna, Zidane e tantas outras personalidades memoráveis que já protagonizaram algum título da franquia agradecem.

Por Matheus Tillman
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