Melhores Clipes de 2015

Drake, Tame Impala, Kendrick Lamar, Taylor Swift e M.I.A. estão entre os destaques do ano

Videoclipes são uma forma de arte. Não é encarado como tal para todos os artistas, muitas vezes servindo apenas para divulgação do hit do ano. Porém, há aqueles preocupados em transmitir alguma mensagem ou entregar ao público uma obra bem produzida, arrojada, inesquecível. Em 2015, alguns se destacaram por remeterem a década de 80, até mesmo a de 90. Uns descartaram qualquer artifício ficando com a cara limpa diante da câmera, enquanto outros abusaram dos efeitos especiais. Houve quem dançasse como tiozão, assim como teve aqueles que traduziram as dores do povo em seus vídeos. Entre sucessos comerciais e faixas que você nunca escutou antes, o Previamente selecionou os 25 melhores clipes de 2015, conforme você confere a seguir.

25. Hot Chip – Dancing in the Dark

Direção: Kieran Evans

Hot Chip não tem medo de homenagear os anos 80 e mergulhar no synthpop. “Dancing in the Dark”, clássico oitentista de Bruce Springsteen, se transforma em uma peça altamente dançante pelas mãos da banda. O clipe da faixa remete àquela década, cheio de gravações de programas e comerciais da época. A edição mescla essas imagens com trechos de uma apresentação do grupo, e tudo cai muito bem na edição aleatória do videoclipe juntamente com a canção.

24. Carly Rae Jepsen – Run Away With Me

Direção: David Kalani Larkins

Carly Rae Jepsen surpreendeu neste ano por provar ser muito mais do que aquela cantora genérica do gênero que vemos aos montes. A dona do hit “Call Me Maybe” se reinventa e o clipe de “Run Away With Me”, uma das melhores faixas pop de 2015, continua provendo provas de que ela tomou as rédeas de sua carreira. Filmado a partir do ponto de vista do companheiro de Jepsen no vídeo, o casal vai para todos os cantos do mundo, passando por ruas, estações de metrô, corredores de hotéis e até um karaokê — o que me remeteu imediatamente à cena do karaokê de Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola. Dá vontade de, literalmente, fugir para longe.

23. Björk – Stonemilker

Direção: Andrew Thomas Huang

Quem nunca sai de moda é Björk. A cantora se recusa a sair dos holofotes – e nós agradecemos. O brilhantismo dela também atingiu o mundo videoclíptico este ano. “Stonemilker” não traz uma narrativa, apenas a cantora – multiplicada por três – interpretando a canção em uma praia deserta na Finlândia. Um detalhe aqui importa: o vídeo é feito em 360 graus. O efeito funciona, sem parecer artificial e dando a oportunidade de o expectador admirar a bela paisagem. O vídeo quebra a barreira entre obra e expectador através da interação. Pode não ser um feito inédito, porém aqui é feito com gente competente e que sabe o que está fazendo.

22. Drake – Hotline Bling

Direção: Director X

A dança de Drake faz algum sentido? Não. O clipe em si tem algum sentido? Também não. Ainda assim, não tem como negar que o vídeo é um dos mais marcantes de 2015 e o melhor criador de memes do ano. A junção de atendentes de telemarketing com bundas grandes, cenários brancos com luzes coloridas, as escolhas equivocadas de vestuário de Drake e seus movimentos de tiozão na balada é marcante. Definitivamente, o rapper entra pra história dos videoclipes com uma das danças mais nonsense, perdendo só pra Thom Yorke e o incrível clipe de “Lotus Flower“, do Radiohead.

21. Grimes – Flesh without Blood/Life in the Vivid Dream

Direção: Grimes

Grimes foi surpreendida positivamente pelo sucesso de seu próprio álbum, Art Angels, lançado no final deste ano. “Eu achei que todo mundo ia odiar!”, tweetou a cantora dias após o lançamento e o retorno positivo da crítica especializada. O clipe de “Flesh Without Blood/Life in the Vivid Dream” segue a mesma linha de toda sua carreira. Foi escrito, dirigido e editado por ela mesma, que faz questão de manter controle de tudo que cria. Mac Boucher, seu irmão, contribuiu com ideias e a cinematografia. No clipe, temos uma Grimes dançando com uma roupa estilo Maria Antonieta numa quadra de tênis, uma peruca rosa e muito sangue. As roupas e cenários estranhos se encaixam perfeitamente com a ideia da primeira música do vídeo (eleita pela TIME o melhor single do ano), sendo encerrada com o interlúdio “Life in the Vivid Dream”, onde ela aparece novamente coberta de sangue, esfaqueada. Onírico, criativo, dançante e muito belo, o trabalho serve perfeitamente para ilustrar toda a criatividade da jovem Claire Boucher na atual fase de sua carreira.

20. Childish Gambino – Sober

Direção: Hiro Murai

Childish Gambino aka Donald Glover é a grande estrela do clipe de “Sober”. Interpretando quase ao pé da letra a canção, ele gesticula, dança, faz gracinha, tudo para tentar conquistar uma menina em um restaurante. É estranho e creepy, porém é sensacional. E o final não é como normalmente um clipe desses termina, sem um “final feliz”.

19. Gwen Stefani – Used to Love You

Direção: Sophie Muller

A jurada do The Voice e vocalista do No Doubt parece que toma banho na fonte da juventude, como comprova a câmera fechada em seu rosto durante quase 4 minutos no clipe de “Used to Love You”. A faixa, provavelmente escrita por conta do término do casamento de 13 anos com Gavin Rossdale, é carregada de sentimento e o videoclipe quer mesmo que o expectador sinta o peso da letra, deixando a câmera o tempo todo em close up na cantora, que consegue expressar sua emoção de forma simples, sem floreios ou excessos.

18. Charli XCX – Famous

Direção: Eric Wareheim

É bom saber que há artistas da nova geração que conseguem enxergar os problemas da atualidade. De forma bizarra e bem humorada, Charli XCX critica o mundo fútil e pseudo perfeito que as pessoas gostam de pregar nas redes sociais, expondo o egocentrismo, a dependência pelas tecnologias e como alguns estão dispostos a qualquer coisa para estar online. Destaque para o sangue em forma de emojis.

17. Bonnie McKee – Bombastic

Direção: David Richardson

Os anos 80 voltaram a ser moda, como dá pra perceber pela quantidade de videoclipes nesta lista que remetem à década. Bonnie McKee interpreta uma instrutora de workout tap (bons tempos de VHS hein), ao melhor estilo Olivia Newton-John, porém um pouco mais ousada. A cantora pira nos movimentos e na performance, o que deixa o estilo brega divertido, deixando o expectador com a mesma cara de espantado dos dançarinos do próprio vídeo.

16. Donnie Trumpet & the Social Experiment – Sunday Candy

Direção: Austin Vesely, Ian Eastwood & Chance The Rapper

De forma teatral, com cenários que se movem, coreografias caprichadas, uma música agradável e um único take, “Sunday Candy” garante com esmero um lugarzinho na lista dos melhores clipes de 2015.

15. Sia – Elastic Heart

Direção: Sia

Quando estreou no dia 7 de janeiro no YouTube, “Elastic Heart” recebeu várias críticas por submeter Maddie Ziegler a um confronto corporal direto com um adulto, neste caso, o desequilibrado Shia LaBeouf. Claro que a maldade está nos olhos de quem vê e jamais Sia colocaria a estrela de seus clipes em uma situação proposital de pedofilia. Apesar de toda a polêmica, com o distanciamento do tempo, hoje é possível notar que o vídeo de “Elastic Heart” é de uma beleza ímpar. Dentro de uma jaula, a talentosa Ziegler e LaBeouf performam um duelo de movimentos e caretas. A metáfora aqui é retrato da depressão e o conflito interno que há dentro da mente de uma pessoa que possui a doença. LaBeouf, nos instantes finais, mostra o quão desesperador é tentar fugir de dentro dessa prisão interna e como o desafio é árduo.

14. Allie X – Catch

Direção: Jérémie Saindon

Allie X pode não ser conhecida do grande público, porém mostra bastante potencial no clipe de “Catch”. Lançado no comecinho de 2015, o vídeo é uma série de instalações de arte dentro de uma casa. Imagens bizarras e belas estão presentes, com uma edição frenética, com as cenas montadas em estilo de gif, tornando tudo mais estilizado, interessante e original.

13. Carly Rae Jepsen – I Really Like You

Direção: Peter Glanz

Como Carly Rae Jepsen convenceu Tom Hanks a participar de seu videoclipe? Não faço ideia. Porém, o importante é que esse vídeo existe e é divertidíssimo. Hanks cantarola a música inteira, tenta interpretá-la com alguns gestos, faz brincadeiras e até dança. O que mais poderíamos querer? Ah, e tem uma aparição de Justin Bieber também para quem interessar.

12. Skrillex & Diplo with Justin Bieber – Where Are Ü Now

Direção: Brewer

Este ano foi estranho só pelo fato de que Justin Bieber está oficialmente fazendo música boa. Estanho, porém atraente, é o clipe de “Where Are Ü Now”, parceria entre o cantor com a dupla de DJs Skrillex e Diplo. O vídeo tem um conceito extremamente bacana: sobrepor ilustrações por cima da filmagem original. A dupla de DJs reservou um espaço em uma galeria para que pessoas pegassem os quadros do vídeo e desenhassem em cima. O resultado é empolgante e extravagante, com centenas de desenhos e pinturas por cima e entorno de Bieber. Trabalho primoroso de montagem e edição. Parabéns aos envolvidos.

11. Taylor Swift – Style

Direção: Kyle Newman

Enquanto “Bad Blood” foi o clipe de maior destaque de Taylor Swift e um dos mais badalados do ano, honestamente pouco agregou, servindo para chamar atenção e pouco oferecer. Porém, mais tímido e contido, “Style” veio no começo do ano e trouxe um frescor para a própria cantora, que vinha se espalhafatando com os mega hits “Shake It Off” e “Blank Space”. Sóbrio, “Style” é sexy (sem ser vulgar), misterioso, com aquele clima de sonho e, de certa forma, remete ao estilo videoclíptico dos anos 90. Tiro certeiro.

10. Banda Uó – Dá1LIKE

Direção: Rudá Cabral e Cristina Streciwik

A Banda Uó é uma das mais criativas atualmente no país. O clipe de “Dá1LIKE” só comprova isso. O videoclipe do segundo single do disco Veneno é extremamente chamativo e bem humorado, sendo tosco de propósito ao trazer toda a tecnologia retrô disponível há quase duas décadas, a exemplo da época dos (nada) saudosos Windows 95 e 98 para fazer uma apresentação hilária – e extremamente trabalhosa. Montagens, papel de parede, filmagens com filtro de videocassete, cabeças voando, bonecos no estilo The Sims e por aí vai.

9. U2 – Song For Someone

Direção: Vincent Haycock

Apesar de os holofotes da indústria fonográfica não ficarem mais em cima de Bono e seus colegas de banda, o U2 continua firme e forte. Se nem todas as faixas mais recentes deles são interessantes, “Song For Someone” é uma das mais poderosas lançadas pelos caras nos últimos anos. Para acompanhá-la, temos um videoclipe mais extenso – 8 minutos – estrelado por Woody Harrelson. No vídeo, ele é um detento em seu último dia encarcerado. Sem megalomania, a câmera respira e Harrelson entrega uma atuação minuciosa. Destaque para os instantes finais, quando ele reencontra sua filha. Segura a emoção.

8. Stromae – carmen

Direção: Sylvain Chomet

O cantor belga Stromae pode não soar familiar no nome, porém ele estourou nas paradas musicais brasileiras uns anos atrás, com a faixa “Alors on danse“. Bem, independente disso, este ano o rapper foi responsável por “carmen”, videoclipe em forma de animação com uma pesada crítica à sociedade. De forma metafórica, o vídeo trabalha a noção da dependência das redes sociais colocando como símbolo o passarinho do Twitter, e a busca incessante por followers e curtidas nesses meios, mostrando os efeitos desse vício. Tiro certeiro.

7. Courtney Barnett – Pedestrian At Best

Direção: Charlie Ford

Um dos clipes mais divertidos do ano, “Pedestrian at Best” traz a palhaça do ano de 2013 perdendo a graça. Ao menos, o público não gosta mais dela como em outrora. Depressiva, tudo o que a palhaça faz dá errado. O que tem a oferecer já não agrada mais o público. Com isso, chega o palhaço do ano de 2014 para roubar os holofotes. O vídeo é uma forma de crítica da própria indústria fonográfica. O hit de hoje será o esquecido de amanhã. Quantos artistas, tanto os one hit wonders como grandes nomes, são deixados para trás com a mesma facilidade em que chegaram ao topo um dia? A memória é curta e o que o público quer, cada vez mais, é consumo imediato. O que é bom agora, na semana que vem já pode ser datado. E assim a vida segue.

6. Tame Impala – Let It Happen

Direção: David Wilson

O vídeo de “Let It Happen” pode parecer palpável para muitas pessoas. O protagonista do clipe está em um aeroporto, prestes a embarcar em mais um voo. Claramente incomodado, passando uma sensação de falta de ar e claustrofobia, suando frio, o homem tem um ataque cardíaco ali mesmo, possivelmente desencadeado pelo nível altíssimo de estresse, algo comum à maioria das pessoas nos dias atuais. A partir daí, ele começa a sofrer alucinações. Ele aparece dentro de um avião, mas não sabe como parou ali. Depois aparece em um quarto de hotel, toma pílulas, molha o rosto, mas nada parece aliviar o que sente. Logo após, a viagem vai ficando mais maluca. O avião começa a entrar em turbulência e a cair. Enquanto ele se desespera, os demais passageiros sequer abrem os olhos. Em queda livre, primeiramente, ele sente o medo e a dor, porém, posteriormente, no último respiro, ele parece aceitar finalmente a paz e o descanso que a passagem para uma outra vida pode lhe oferecer. Poético, não é?

5. Kendrick Lamar – Alright

Direção: Colin Tilley

“Alright” começa dando uma visão geral do espaço urbano, do mundo como é hoje. Gritos, carros em chamas, pessoas chorando, prédios abandonados, um negro morto no chão, descriminação da polícia. Apesar do tom inicial denso, o videoclipe vai ganhando traços mais leves conforme vai se desenrolando. Kendrick Lamar vai espalhando a alegria para o povo, mostrando como há esperança de que as coisas ficarão bem. Voando pela cidade, dividindo o dinheiro com os demais, Lamar age como um verdadeiro messias ou um super herói. Mesmo levando um tiro de um policial branco e caindo no chão, ainda assim Lamar sorri. O clipe mescla as dores da sociedade, com imagens fortes, ao mesmo tempo em que aponta para um futuro, talvez, melhor. É complexo, é belo, é poderoso, é ousado. Basicamente, todas as virtudes que estão no álbum mais recente de Lamar são encontradas neste videoclipe.

4. Vince Staples – Señorita

Direção: Ian Pons Jewell

Apesar de não tratar sobre uma pauta mais recente, ainda assim a crítica social presente no clipe de “Señorita” continua sendo atual e urgente. O vídeo traz várias pessoas na rua, seguindo aparentemente um líder religioso, ou quem sabe alguém em busca de salvação, o que é uma tese bem sensata diante da situação apresentada no videoclipe. A câmera mostra ao redor um bairro com pessoas humildes, excluídos da sociedade e minorias. Pouco a pouco, elas vão morrendo, recebendo tiros, em meio a um completo caos, com um policial nervoso (talvez prestes a atacar um negro na rua) e canhões no topo de torres. A bagunça não parece fazer tanto sentido até o término do vídeo, quando percebe-se que as pessoas estão dentro de um vidro, como uma atração num museu ou num aquário. Quem olha do lado de fora é uma família suburbana branca. Em uma explicação rápida: 99% das pessoas, os meros mortais, vivem em meio ao caos urbano, onde há pobreza, falta de escolaridade, empregos ruins, autoritarismo da polícia, assassinatos, roubos, etc., enquanto aquele 1% são os ricos, a elite, que apenas assistem de camarote o circo pegar fogo, vendo o sofrimento da sociedade como forma de entretenimento.

3. M.I.A. – Borders

Direção: M.I.A.

M.I.A. é uma das artistas mais politizadas no cenário fonográfico. Talvez até por isso que ela não chegue ao nível de estrelato de Taylor Swift, apesar de ter muito, mas muito mais a dizer. “Borders” é uma daquelas obras que você não pode esquecer que viu. Um dos assuntos mais citados nas manchetes internacionais é a situação dos refugiados sírios. Diante deste problema alarmante em escala mundial, muitas pessoas e países aproveitaram para mostrar que o preconceito com religião, nacionalidade e cor da pele existe, e é forte. Nas letras da canção, M.I.A. questiona qual é que é dos egos, dos valores, das crenças, das famílias (tradicionais), das fronteiras, dos políticos, dos tiros dos policiais, das identidades, dos barcos cheios de pessoas. O videoclipe traz uma série de ambientações com refugiados em cercas dividindo os países, em barcos, à beira mar esperando por ajuda e até mesmo fazendo uma pilha de gente em forma de um barco. É uma crítica pesada que atinge o estômago. M.I.A., mais uma vez, é pontual.

2. Run the Jewels – Close Your Eyes (And Count to Fuck)

Direção: A.G. Rojas

Dois mil e quinze foi o ano em que o racismo foi estampado na capa dos meios de comunicação nos Estados Unidos. Apesar de lamentáveis, felizmente a imprensa não se omitiu (completamente) em noticiar as mortes de negros inocentes pelas mãos de policiais, além de outras ocorrências baseadas puramente na cor da pele. Esse momento de exposição do racismo, felizmente cada vez mais difícil de ser ignorado, refletiu na música, a exemplo do melhor álbum de 2015 – To Pimp a Butterfly, de Kendrick Lamar. Porém, o rapper não é o único antenado nisso. O grupo de hip-hop Run the Jewels conseguiu ser preciso na crítica que o videoclipe de “Close Your Eyes (And Count to Fuck)” traz. O vídeo, em preto e branco, traz dois protagonistas: um cidadão negro e um policial caucasiano. Os dois passam os quatro minutos de clipe se confrontando. Ambos estão machucados, claramente desgastados, não querendo mais aquela disputa. Porém, por alguma maneira, eles mantêm a briga. O cansaço estampado em seus rostos mostra que a razão já se foi faz tempo e apenas o ódio e a futilidade da violência, continuam servindo de incentivo para a incessante briga. Retrato infeliz, porém preciso do que acontece não só nos EUA, mas aqui mesmo no Brasil. Enquanto a situação é lamentável, o videoclipe é brilhante.

1. Tame Impala – The Less I Know the Better

Direção: CANADA

Imerso nos anos 80 sonoramente em seu último disco, o Tame Impala vem sendo responsável por clipes altamente criativos no último ano desde o lançamento de Currents, seu terceiro disco de estúdio. “The Less I Know the Better” segue a mesma linha de surrealismo dos outros dois videoclipes do álbum, mas chega a superar a insanidade fazendo uma salada de referências de cultura pop. Indo de King Kong, aos filmes de colegiais da década de 1980, passando pela art pop, entre outros. Sem medo, o vídeo tem cheerleaders, sexo oral, gorila e muita inventividade para contar a história da garota (cheerleader) que deixou o companheiro (jogador de basquete) para ficar com Trevor, o mascote do time de basquete do colégio. É maluco, é nonsense, é colorido, é criativo, é arte, é sensacional.

Por Rodrigo Ramos, com colaboração de joão marcelino
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