Blasfêmia! Heresia! Filmes Sobre Religião

Oremos!

Estamos na Semana Santa! O próximo domingo é o dia da Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, um cara que vocês já devem ter ouvido por aí. Por conta disso, o Previamente elaborou uma lista sobre filmes que falam sobre religião – direta ou indiretamente. Se você acredita em um único Deus, em vários deuses, Buda, espiritismo, céu e inferno, purgatório, anjos e demônios, Jesus, ou nada disso, esta lista é feita especialmente para você.

The Passion of the Christ 2004

A Paixão de Cristo (The Passion of the Christ, 2004) – Direção: Mel Gibson

Faz todo o sentido estar nesta lista a narrativa que traz as últimas horas de Cristo até sua crucificação. Muitos reclamaram sobre a violência explícita aqui, mas afinal de contas não é esse o sofrimento pelo qual Jesus passou? Religiosos, se decidam! É chocante e é excelente. Até virei cristão depois desse. Ou não.

Ben-Hur

Ben-Hur (1959) – Direção: William Wyler

O maior vencedor da história do Oscar não é abertamente declarado religioso, mas não tem como fugir: o judeu Ben-Hur sofre para caramba e vive neste planeta nos mesmos dias em que Jesus pisou neste solo terráqueo. A tortuosa saga do protagonista pode ser muito bem uma analogia para o sofrimento do símbolo maior das igrejas ocidentais.

O Auto da Compadecida

O Auto da Compadecida (2000) – Direção: Guel Arraes

Os dois trambiqueiros do sertão nordestino, João Grilo (Matheus Nachtergale) e Chicó (Selton Mello) se metem em altas confusões (a la Sessão da Tarde) com o mais temido cangaceiro da região. O longa é uma das melhores comédias nacionais já feitas, sem dúvida, e acerta em cheio ao brincar com a cultura e os aspectos religiosos do nordeste brasileiro – e é aí que entra em cena Nossa Senhora (Fernanda Montenegro) e até o Satanás (Luís Melo).

Constantine

Constantine (2005) – Direção: Francis Lawrence

Constantine (Keanu Reeves) é aquele detetive maroto que tem o poder sobrenatural de ir até o céu e o inferno. Na trama há católicos, ateus, anjos do bem e do mal e muitos demônios.

Day-the-Earth-Stood-Still

O Dia em que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still, 1951) – Direção: Robert Wise

Um alienígena chega na Terra com a seguinte mensagem: parem com a guerra, vamos todos viver felizes em paz. A chegada é pacífica, porém ninguém está a fim de acreditar em Klaatu (Michael Rennie). Ele avisa que caso os humanos insistam em continuarem com a violência, o planeta será destruído. Os humanos dão aquele show de ignorância com o desconhecido e não dão crédito nenhum no alien, que é morto. Mas veja só, ressuscita! Tudo o que Klaatu quer é espalhar o amor e a paz. Alguma semelhança com algum cara que nasceu em Nazaré? Qualquer semelhança não é mera coincidência.

The Exorcist

O Exorcista (The Exorcist, 1973) – Direção: William Friedkin

O título do filme é autoexplicativo e justifica já sua estadia aqui. Afinal, possessão, luta pela fé, crença nas inscrições da bíblia e por aí vai. Prato cheio de blasfêmias e catolicismo, a luta entre o bem e o mal.

Dogma

Dogma (1999) – Direção: Kevin Smith

A lista de blasfêmias neste longa é gigantesca. Existe um 13º apostolo de Cristo – e ele é negro (interpretado por Chris Rock). Deus é interpretado por uma mulher – no caso, Alanis Morissette. Sim, exato, Deus é uma mulher na visão de Kevin Smith. E a protagonista seria a última pessoa na Terra da linhagem de Cristo – ops, sim, ele teria uma linhagem. A personagem de Linda Fiorentino além de ser sangue do sangue de Jesus, ironicamente, trabalha numa clínica de aborto. Wow, right? E ainda tem mais polêmica, mas vou parar por aqui. Assista ao filme e divirta-se, afinal é uma comédia.

The Last Temptation of Christ

A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ, 1988) – Direção: Martin Scorsese

Martin Scorsese levou anos para conseguir levar às telas essa sua versão da vida de Jesus. Tudo porque ele quis mostrar que Jesus era um humano especial, mas não super-herói como pinta a bíblia. Sim, ele morreu crucificado. Mas antes disso ele teve uma longa vida ao lado de Maria Madalena e até fazia sexo. Óbvio, mais um filmaço do gênio da direção.

Todo Poderoso

Todo Poderoso (Bruce Almighty, 2003) – Direção: Tom Shadyac

Quem nunca quis brincar de ser Deus, não é mesmo? Jim Carrey ganha essa oportunidade, mas como diria o saudoso Tio Ben, de Homem-Aranha, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, e apesar de poder usufruir das tentações de ser o todo poderoso, ele também precisa ouvir preces e realizar “milagres” para as pessoas. Ops. Não chega a ser uma blasfêmia, mas diverte na medida certa, com Carrey fazendo o que sabe fazer bem e uma cena memorável de um ainda desconhecido Steve Carell.

Stigmata

Stigmata (1999), de Rupert Wainwright

Uma mulher começa a passar por todos os estigmas de Cristo, de maneira sobrenatural, enquanto um padre vai até São Paulo (sim, no Brasil) para investigar a estátua de Virgem Maria que chorou sangue.

The Da Vinci Code

O Código Da Vinci (The Da Vinci Code, 2006) – Direção: Ron Howard

O livro é bom, o filme é verborrágico. Mas tem os mullets de Tom Hanks. Porém o que nos traz a este filme é sua investigação com o sagrado, pois as descobertas feitas através da arte de Leonardo DaVinci podem abalar as estruturas não só da Igreja Católica como de toda a humanidade. Muito mistério, conspiração e polêmica.

The Ten Commandments

Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, 1956) – Direção: Cecil B. DeMille

Dirigido pelo mestre dos épicos (Cecil B. DeMille) e estrelado pelo astro dos épicos religiosos (Charles Heston), Os Dez Mandamentos é uma das produções mais caras de sua época, com o maior número de extras imagináveis e que conta a história Moisés, aquele que abriu os mares e coisa e tal. É o segundo filme religioso de maior bilheteria mundial na história – ficando atrás somente de A Paixão de Cristo.

Jesus-Christ-Superstar

Jesus Cristo Superstar (Jesus Christ Superstar, 1973) – Direção: Norman Jewison

Se você gosta de musicais ou não, impossível não curtir a adaptação dos últimos seis dias de Jesus pelo olhar de um Judas Iscariotes (que aqui é negro). Divertidíssimo! Mas não é pra qualquer católico, eu garanto. Tanto que a peça de teatro que esteve ano passado em cartaz no Brasil causou muita polêmica. O longa-metragem, aliás, não tem uma só fala – ele é todo cantado, entrando assim pro gênero opera rock.

Nosso Lar

Nosso Lar (2010) – Direção: Wagner de Assis

O cinema nacional percebeu que dava pra ganhar dinheiro não só com filmes católicos mas também baseados no espiritismo. Nos últimos anos vários vieram para as telas – quase todos partindo de alguma forma de Chico Xavier. Nosso Lar é um desses casos. O longa conta a história do médico André Luiz na cidade espiritual de Nosso Lar, o que seria uma espécie de segundo plano, também podendo ser considerada uma rehab para as almas até o momento da reencarnação. É baseado no livro escrito pelo próprio André Luiz, psicografado por Chico Xavier.

The Master

O Mestre (The Master, 2012) – Direção: Paul Thomas Anderson

Este filmaço de Paul Thomas Anderson deve ser assistido ontem se você não viu ainda. De religioso o filme trabalha sobre os fundamentos da cientologia. No meio disso, vemos o embate de atuação de Joaquin Phoenix e Phillip Seymour Hoffman. Magnífico.

Sister Act

Mudança de Hábito (Sister Act, 1992) – Direção: Emile Ardolino

Bons tempos de Whoopi Goldberg fazendo bons filmes, não é? Pois é, este aqui é um clássico! Aqui ela é uma cantora da qual o namorado mafioso acaba matando um cidadão em sua frente. Ela então foge e acaba se refugiando dentro de um convento. Lá, como parte do serviço de proteção a testemunha, ela se torna a irmã Mary Clarence e dá seu jeitinho para fazer uma revolução dentro da igreja.

A vida de Brian

A Vida de Brian (Life of Brian, 1979) – Direção: Terry Jones

O melhor por último. Que os caras do Monty Python são geniais, isso não há discussão. Que esta é a melhor comédia de todos os tempos também acredito que não. Que este é o melhor plot da história em se tratando de religião, não tenho como argumentar contra. O fato é que A Vida de Brian pega todos os elementos da jornada do herói, de Jesus e da bíblia, e joga em um judeu chamado Brian (Graham Chapman), que nasceu na hora errada, no local errado, na religião errada, no ano errado. O protagonista é confundindo por um profeta e então tenta convencer a todos de que não o é, porém o povo quer acreditar que aquele é o messias. Hilário do começo ao fim. A blasfêmia aqui não tem fim e a ironia vai até a última cena quando todos tentam enxergar o lado bom da vida mesmo na pior situação possível.

*Publicado originalmente em 3 de abril de 2014.
Por Rodrigo Ramos
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