Previamente Entrevista: Tay Galega

A cantora falou do novo EP, Inspirações e o que é música boa

Amor, reggae e boas vibrações. Essas são as principais mensagens das músicas da cantora Tay Galega. A blumenauense de 22 anos de idade está de mudança para São Paulo no começo de fevereiro e com isso resolveu fazer uma turnê de despedida pelas principais cidades do Vale do Itajaí e do Litoral Norte antes de sua mudança. Antes de partir para a grande metrópole brasileira, ela conversou com o Previamente sobre seu novo EP, produzido por Marcos Lafico e muito mais. Confira o teaser do EP, intitulado Ideologia do Amor, e em seguida leia a entrevista.

 

Tay, essa sua mudança para São Paulo pra seguir carreira musical é um sinal que o cenário artístico em Santa Catarina não anda tão bem?
Tay Galega: Então, hoje mesmo eu estava pensando nisso e até fiz um tweet sobre, que infelizmente “casa de ferreiro espeto de pau”, não é nem o cenário catarinense que é fraco, por que quando vem uma banda de São Paulo pra cá é animal. Então acho que é mais. Vou buscar um ar novo porque eu tentei aqui seis anos a musica, dá certo, é bem legal, mas eu não consigo viver disso aqui em Santa Catarina, então realmente eu vou pra São Paulo pra viver de música, que é o que eu quero fazer.

Como você vê hoje o uso do Catarse e outros sistemas de financiamento coletivo para cds de música?
TG: Cara, eu acho muito animal. Eu não esperava que eu fosse conseguir alcançar a meta, mas é uma oportunidade muito absurda, porque é uma venda antecipada, não é alguém estar dando dinheiro pra você nem nada desse tipo. Você consegue os recursos pra gravar esse cd, que às vezes você não tinha e se não fosse pelo financiamento coletivo você nem gravaria. No meu caso, por exemplo, eu até gravaria, mas não com a qualidade que eu consegui gravar. Porém, com a ajuda da galera eu pude gravar com o produtor que eu queria e ficou do jeito que eu queria. Então, se você é um artista que você não tem a verba que precisa, faz um financiamento coletivo com seus fãs que dá bem certo.

No seu começo você usava um nome de dupla que era o A Gente Nós. O que muda ao só usar o nome Tay Galega?
TG: Eu acho que fica mais sério o negócio, por que quando é nome de banda eles não associam sua vida pessoal com a banda, e quando junta o seu nome é o que está na frente e eu faço uma merda na vida pessoal que é uma coisa minha, isso suja minha imagem na música, fica mais pessoal. Mas por outro lado é legal por que as pessoas me chamam já pelo nome e sabem quem eu sou.

Suas músicas são de cunho um pouco mais romântico. Quais são suas inspirações?
TG: Minha namorada… Totalmente ela. É muito ela 90% das vezes ou coisas que eu vivencio. Por exemplo, às vezes eu vejo uma cena acontecendo e eu escrevo quando eu chego em casa.

O que podemos esperar do EP Ideologia do Amor?
TG: Então, podem esperar a melhor coisa do mundo. Gravar com o Lafico foi um baita sonho realizado. Ele já gravou caras como Seu Jorge e Família Lima. Ele conseguiu deixar as músicas bem melhores do que eu imaginava e eu tô muito ansiosa pra mostrar isso pra galera, porque já tá pronto e eu queria que todo mundo pudesse ouvir isso ontem, pra ter o feedback e tal, mas certeza que quando sair a galera vai curtir bastante.

Recentemente, você disse em um vídeo do YouTube que não existe gênero de música ruim, quando você gravou um cover de “Domingo de Manhã”, de Marcos e Belutti. O que é música boa?
TG: Eu realmente relevo todo tipo de som e a gente leva música boa e ruim como gosto pessoal. Acho que a música pra ser considerada boa basta ter sido feita com uma boa intenção. Ainda que o funk tenha letras que a gente não goste, ainda tem gente que curte esse som. Todas as músicas só existem porque tem gente que compra.

Vamos mudar um pouco o rumo das coisas: George Harrison ou Ringo Starr?
TG: George.

Para fechar, nós temos um espaço que se chama “O Artista Indica”. A banda indica uma música de outro artista e fala um pouco dela pro pessoal poder ouvir em casa. 
TG: Eu descobri essa semana uma menina chamada Marina Peralta e o nome da música é “Agradece”. Pensei “preciso viajar e gravar um som com essa menina”.

Por dinho de oliveira

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