Filmes podem ocupar até 35% das salas de cinema, estabelece Ancine

Medida entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2015

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) criou um termo de compromisso, assinado por exibidores e distribuidores de cinema, que limita a ocupação dos filmes nas salas de exibição em todo o país. A partir do dia 1º de janeiro de 2015, um único longa-metragem poderá estar presente em até 35% das salas de cinema.

Em 2015, complexos que tenham entre três e seis salas, apenas duas delas poderão exibir o mesmo título. Nos multiplex com mais de seis salas, os 35% estabelecidos têm que ser respeitados. Entre sete e oito salas, o limite é de 2,5 salas com o mesmo filme em cartaz. De nove a 11 salas, um longa-metragem só pode ocupar três delas. Em complexos com 12 a 14, uma película pode estar presente em meras quatro salas. Entre 15 e 18 locais de exibição, cinco deles poderão ter a mesma obra em cartaz.

Até o momento, o termo de compromisso foi assinado por 23 empresas e 6 distribuidoras brasileiras, responsáveis por mais de 2.100 salas de cinema no país, totalizando 82% das salas dos grupos que administram cinemas com mais de duas salas. Dos grupos exibidores com mais de 20 salas, 90% deles já são signatários.

“Uma das grandes distorções deste mercado e dos megalançamentos é que por vezes, mesmo um filme ocupando cerca de 1.500 telas, como ocorreu este ano, ele não ocupava mais de 500 dos 750 pontos de exibição cinematográfica do país. Isto significa que 250 complexos ficavam ser ter acesso àquele titulo. Estamos falando de cidades do interior, de cinemas próximos de grandes áreas populacionais. Estamos falando de maiores dificuldades para um cidadão ter acesso ao filme que ele quer ver. Portanto a gente acredita que além da diversidade, essa medida pode induzir a uma maior capilaridade da projeção dos filmes”, declara Manoel Rangel, presidente da Ancine, em nota no site da agência.

A medida vem após a estreia de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1, que entrou em cartaz em 1.310 salas das 2.800, representando 46% do total das existentes no país, tornando-se a maior estreia de um longa-metragem no Brasil.

Por Rodrigo Ramos

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