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Melhores Clipes de 2017

Jay-Z, Dua Lipa, Kendrick Lamar, Lady Gaga, Phoenix e Anitta estão entre os destaques do ano.

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Melhores Clipes de 2013

Melhores Clipes de 2013

Dois mil e treze foi mais um ano em que a criatividade não teve limites em termos videoclípticos. Os artistas não tiveram medo na hora de inovar, de arriscar, tampouco de chocar ou emocionar. Gente nua em bolas de destruição, histórias de amor entre velhinhos, entre aluno e professora, entre dois jovens que não dispensam uma boa zoeira; ensaios fotográficos ganham vida, enquanto reis surgem nas ruas de uma cidade; Thom Yorke volta a dançar, rappers são batizados na igreja com bebida alcoólica, o E.T. vira mendigo, Nick Offerman mija por toda a cidade, sonhos ganham vida na tela, blasfêmias e sacrilégios marcam presença e a natureza humana permeia tudo isso. Foi mais um ano incrível e cheio de clipes marcantes – não foi fácil chegar ao corte final. Mas a cá estão os 25 melhores videoclipes de 2013.

25. Juveniles – Fantasy

Direção: Antoine de Barry

Este é um vídeo que parece um extenso ensaio fotográfico. Duas belas modelos falam ao telefone, bebem, cospem, pulam em camas, ficam de sutiã, se beijam, sensualizam, ficam de quatro em cima de uma mesa, sentam na grama, enquanto a fotografia parece um filtro do instagram. O clipe do duo francês de synthpop é bem montado e visualmente arrojado.

24. 30 Seconds to Mars – City of Angels

Direção: Jared Leto

A banda liderada por Jared Leto gosta de fazer clipes conceituais. Apesar de Up in the Air ser um ótimo vídeo, City of Angels vence pela competência de conseguir desenhar tão bem o que representa Los Angeles – os sonhos, as vitórias, as derrotas, as dificuldades, as decepções. Tudo isso dividido entre os depoimentos de famosos como Lindsay Lohan, Kanye West, Juliette Lewis, Selena Gomez, Olivia Wilde, James Franco, assim como sósias de Michael Jackson, Superman, Marilyn Monroe, entre outros anônimos que tentam a vida na cidade. Não ligamos muito para a banda tocando no pôr do sol, mas a ideia do clipe é muito válida. E tem Kanye West sendo sincero e deliciosamente egocêntrico. Vale a pena.

23. Tame Impala – Mind Mischief

Direção: David Wilson & Thomas Ormonde

Ah, ser jovem e apaixonado. Aquela queda por alguém mais velho durante a adolescência. Quem nunca? No clipe de Mind Mischief, a música carrega esse sentimento da sexualidade aflorando (de alguma forma sinto isso) e acompanha a história da professora que tem um caso com um de seus alunos. A transição entre a realidade e a animação casa com a psicodelia imposta pela banda em seu disco, o melhor do ano passado, por sinal.

22. David Bowie – The Stars (Are Out Tonight)

Direção: Floria Sigismondi

David Bowie já fez de tudo nessa vida de rock n roll. Neste clipe, ele e Tilda Swinton vivem uma vida normal, suburbana, mas então a sedutora vida de celebridade vai tentando a esposa dele e o assombrando. No meio disso, vemos uma versão cover andrógina de Bowie, que parece o resultado de uma fecundação entre Swinton e o cantor (repararam como os dois são mesmo parecidos?). É quase sem sentido, é louco, é David Bowie. Obrigado por retornar.

21. Atoms for Peace – Ingenue

Direção: Garth Jennings

Saudades de ver Thom Yorke mostrando seu talento como dançarino, como visto no vídeo de Lotus Flower? Eis que ele está de volta, agora no clipe de Atoms For Peace, mostrando todo o seu gingado desengonçado, ao lado da dançarina Fukiko Takase, que se veste como ele e ambos se divertem juntos em uma coreografia que combina com o líder do Radiohead. Definindo em duas palavras: bizarro e criativo.

20. Miley Cyrus – Wrecking Ball

Direção: Terry Richardson

Wrecking Ball é uma das melhores músicas do ano. É sério. A dor de um fim de relacionamento é muito bem expressada pela letra da canção. O clipe, apesar de ter tido uma recepção negativa na época do seu lançamento (e ter virado meme por toda a internet), é um ótimo videoclipe. Talvez o melhor da carreira de Miley. Ela sensualiza de uma forma totalmente errada? Sim. Mas toda a dor da canção, a nudez, as lambidas na marreta, se atirar em cima de uma bola de destruição, tudo isso traduz a sensação de perdição após um término dolorido. A falta de sensatez, a vulgarização própria, o desespero em querer se recuperar e simplesmente se “prostituir” para o mundo. Era essa a intenção de Terry Richardson e Cyrus? Acho que não. Mas é a leitura que faço. Alguém em desespero por não saber o que fazer após ter seu coração partido – ou melhor, destruído, como uma parede por uma bola de destruição.

19. Kurt Vile – KV Crimes

Direção: Tom Scharpling

Kurt resolveu ter um dia de rei, mas um rei mais “humilde”, digamos assim. É um rei da música, generoso, que entrega sua palheta para uma criança. E seus súditos o carregam pelas ruas (é Nova York?), tocam guitarra em sua homenagem, ceiam com ele no fim de tarde e o colocam na cama. É simples e interessante. E a música é boa demais.

18. Yodelice – Fade Away

Direção: Eliott Bliss

Mais um nome da música pop francesa nesta lista. Fade Away é um clipe de stop motion, onde tudo pode acontecer e envolver vários bonecos, incluindo personagens de Toy Story, Star Wars e Batman, assim como Michael Jackson e um E.T. mendigo. É balada, sexo, viagem ao espaço, no metrô, corrida em carrinho de supermercado e muito mais. Muita piração pra um texto conseguir resumir.

17. Caetano Veloso – A Bossa Nova é Foda

Direção: Fernando Young & Tonho Quinta Feira

Eu não pedi autorização pro Caetano e nem pra família dele para falar dele neste post. Será que ele vai censurá-lo? Bem, vamos tentar. Não estava esperando por um clipe dele em 2013, ainda mais sendo um como este. No mesmo cenário da capa do seu último álbum, Abraçaço, Cateano está ali, junto com mais outros três cidadãos. Estes vão fazendo vários movimentos com os braços e as mãos ao redor do cantor, e até ficam de braços cruzados, uma vez e outra. É quase um exercício de teatro, encenado com maestria pelos envolvidos na tela. Não precisa de mais nada. Caetano, como músico (e não pessoa), ainda pode surpreender positivamente.

16. Bruno Mars – Treasure

Direção: Cameron Duddy & Bruno Mars

A batida soul e o pop misturados. As luzes estourando a fotografia da imagem. Filmagem 4×3 e com qualidade questionável – aqui não tem HD, a imagem é quase borrada. Globo espelhado no teto. Coreografia de banda. Efeitos especiais bregas. Ok, estamos nos anos 80. Obrigado, Bruno Mars, por nos lembrar que é possível homenagear a música daqueles anos e ainda soar atual.

15. Lily Allen – Hard Out Here

Direção: Christopher Sweeney

Depois de tanto tempo fora do meio musical, Lily Allen voltou com tudo, com letras mais ácidas e um humor mais debochado do que os clipes de P!nk. “I don’t need to shake my ass ‘cause I got a brain” é provavelmente uma das frases que melhor representa o cenário musical de hoje – ofensa direta para Miley Cyrus, é claro. De uma mesa de cirurgia, ela sai direto para a gravação de um clipe com várias mulheres rebolando, se vulgarizando ao máximo porque seu empresário mandou – e porque isso dá dinheiro. Sobra cutucada até para Robin Thicke no vídeo. Em suma, Lily critica a superficialidade da indústria fonográfica – e faz isso muito bem.

14. Kendrick Lamar – Bitch, Don’t Kill My Vibe

Direção: The Lil Homie & OG Mike Mihail

Kendrick Lamar é um rapper diferente por não estar focado em ostentação e por falar através de rimas e metáforas como o mundo do sucesso, dinheiro, mulheres e drogas pode ser destrutiva. Neste vídeo, vemos um funeral acontecendo. Assim como em sua composição esperta, o clipe segue sugerindo que a morte pode ser causada pelo vício (a cena do batizado na bebida alcoólica é ótima), mas ainda que ela venha – e saibamos que ela pode ocorrer pelo uso dessas drogas – não deixamos de glamorizar e dançar diante da tragédia que está diante dos nossos olhos. Pessoas morrem e nós continuamos instigando esse tipo de comportamento.

13. Foals – Late Night

Direção: NABIL

Uma noite em um hotel russo. Num bar, um homem bebe para afogar as mágoas e tentar esquecer os problemas. Em um outro quarto, um homem se fere em busca do prazer através da dor. Um casal transa ferozmente em um recinto, enquanto em outro uma mulher está em trabalho de parto, experimentando a dor do nascimento. Ou seja, o vídeo é uma junção de vários tipos de dor, em situações bem diversas, e como intuito de ter algum tipo de satisfação, seja ela, por exemplo, sexual ou alcoólica.

12. KT Tunstall – Made of Glass

Direção: Chris Turner

Foi-me indicada uma interpretação sobre o significado deste videoclipe, em um comentário do YouTube. A tradução é livre e vem do usuário Hope Likeafool, que foi printado pela própria KT Tunstall e postada por ela em sua página, dizendo que o cidadão acertou em cheio. “Eu acho que o cara autoconfiante representa a pessoa comum que vive como se ele fosse estar aqui para sempre (assim como a voz em francês sugere). A humilde garçonete defende a “vida”, que lhe dá boas vindas mas, como se ela fosse “feita para durar”, ela geralmente é ignorada (traduzido no começo pelo rapaz que entra em cena sem prestar atenção nela, jogando nela todas as suas coisas de forma arrogante). A vida “serve” você muitas ocasiões e possibilidades, que você pode aceitar avidamente (o vinho tinto) ou recusar. Mas ela não é feita para ser eterna e, de repente, sua janta pode ser a sua última, e a morte (representada por KT Tunstall), toma conta”.

11. Yo La Tengo – I’ll Be Around

Direção: Phil Morrison

Clipes pirados são sempre bem vindos. Eis que aparece Ira Kaplan sentado no meio de uma floresta tocando seu violão e cantando. Enquanto isso, sabemos que o que iremos assistir é baseado e inspirado em eventos reais. Ou não. Então somos presenteados com muita poesia na tela, letras de músicas, e até mesmo uma receita de tortilha e sopa picante. Este é um clipe multitarefa e que pouco faz sentido. Um videoclipe único, isso não dá pra negar.

10. Justin Timberlake – Suit & Tie (feat. Jay Z)

Direção: David Fincher

Não é com frequência que vemos videoclipes com classe nos dias de hoje. David Fincher volta aos tempos em que dirigir vídeos musicais era seu ofício e nos agracia com um clipe sofisticado, que segue a finesse característica de sua carreira como diretor no mundo musical e enche a tela de charme ao som desta ótima canção.

9. Capital Cities – Safe and Sound

Direção: Grady Hall

A canção Safe and Sound tem uma magia em si e o clipe adiciona ainda mais mágica em torno dela. Uma competição de dança entre várias gerações ocorre aqui, seja break-dance, sapateado, ou qualquer remelexo. Todos os passos de dança ao longo das décadas desde 1913 são representados, numa mescla peculiar e divertida. Dá vontade de entrar no clipe e se juntar à festa nesta homenagem a história da dança.

8. Passion Pit – Carried Away

Direção: Ben Brewer & Alex Brewer

O vídeo de Carried Away é perfeito em traduzir uma relação amorosa. O casal do clipe gosta de uma boa zoeira. Entre bons e maus momentos, as alegrias e as brigas, a direção aproveita para ilustrar tais situações com bom humor, muitos efeitos especiais e uma edição fantástica.

7. Phoenix – Trying to be Cool

Direção: CANADA

O clipe da banda francesa é um grande projeto, cheio de cenários, quase que um gigante ensaio fotográfico. Tem de tudo um pouco. Modelos de biquíni, partida de xadrez, motos velozes, ping pong, corredor de baterias, telões de contagem regressiva, papeis picados caindo do alto, danças coreografadas, fumaça, macaco, canhão, referências a Marilyn Monroe, muitos espelhos, bolas de sabão e por aí vai. Um trabalho que certamente exigiu um baita esforço – e felizmente o resultado é sensacional.

6. FIDLAR – Cocaine

Direção: Ryan Baxley

Vou tentar resumir: Nick Offerman trabalha numa serraria e é despedido – por mensagem no celular. Ele então se revolta, compra e bebe muita bebida e sai urinando pela cidade inteira. Mesmo. Acho que é o suficiente pra você assistir. Genial.

5. Justin Timberlake – Mirrors

Direção: Floria Sigismondi

Justin Timberlake quis fazer o clipe de Mirros para homenagear seus avós. A história expressada no vídeo traz certo tom de melancolia e nostalgia, mas deixando bem claro a relevância do amor e todo o seu poder, que é capaz de sobreviver ao tempo, sem deixar de lado a intensidade do sentimento ao longo dos anos, mesmo com as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos. É uma mescla muito bem construída entre o passado e o presente. Depois ainda tem espaço para a metáfora de Justin no espelho e uma ótima coreografia. Um belo videoclipe.

4. Cold Mailman – My Recurring Dream

Direção: André Chocron

Este clipe é exatamente como um sonho. Tem algum nexo? Não. Mas a intenção é exatamente essa. My Recurring Dream é uma jornada sensorial, uma viagem ao subconsciente, uma experiência visual única. Fantástico.

3. Yeah Yeah Yeahs – Sacrilege

Direção: Megaforce

Deixe-a queimar! Mas por quê? O início do clipe de Sacrilege não deixa muito claro a motivação que faz os moradores de uma cidade atear fogo em uma moça de cabelos loiros. Aos poucos descobrimos, já que a narrativa ocorre de trás pra frente. A motivação é compreensível – e surpreendente. Eis aqui uma história verdadeira de sacrilégio.

2. David Bowie – The Next Day

Direção: Floria Sigismondi

David Bowie retornou tão bom quanto em seus tempos áureos. Ele voltou à ativa com força total e lançou um clipe atrás do outro. O melhor deles é The Next Day. Blasmefia pouca é besteira com Bowie. Contando com a participação ilustre de Gary Oldman e Marion Cotillard, o vídeo traz padres com atitudes controversas, bebendo em bares e se envolvendo com prostitutas. Enquanto isso, rola estigmas em uma delas, uma pessoa se autoflagelando, muito sangue e Bowie como Jesus. Isso sim é um belo sacrilégio.

1. Grizzly Bear – gun-shy

Direção: Kris Moyes

Muitos dos vídeos nesta lista poderiam ter sua experiência melhorada se assistidos sob efeito de psicotrópicos. O clipe de gun-shy certamente é um deles. O vídeo todo é passado no meio de uma locação externa, o que pode ser um parque, já que há árvores, pedras e até um lago. É o contato da natureza humana com a natureza em si. Exames de DNA (fios de cabelo, aquela raspadinha dentro da boca com cotonete, exame de sangue) para mostrar do que somos feito de verdade – moléculas. No meio disso, há muitas experiências, tanto em questão médica (cortes, soro na veia, todo o processo de um exame de sangue) quanto visualmente, afinal de contas é um clipe todo feito a partir de GIFs. As imagens podem ser agradáveis, belas, estranhas, repulsivas, entre outras terminações. É um experimento diferente de tudo o que se viu em 2013 em termos de videoclipe. Pode não haver uma linha narrativa clara ou até mesmo uma intenção explícita, mas o que importa aqui é a odisseia visual. Aperte o play e abra a sua mente por quatro minutos e meio.

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