Estão na lista performances de séries como The Comeback, Margo’s Got Money Troubles, The Gilded Age e Pluribus.
O Previamente elegeu os melhores da televisão na temporada 2025/2026, selecionados por quem realmente consome TV.
Na relação abaixo, você confere as 10 melhores performances de atores e atrizes em papéis principais entre os dias 1º de junho de 2025 e 31 de maio de 2026, período de elegibilidade para o Emmy Awards, maior premiação da TV mundial.
Entre os papeis temos médico à beira de um colapso de nervos, um prefeito de uma pequena cidade em busca do fomento ao turismo, uma comediante trabalhando em seu legado, uma atriz veterana estrelando na primeira sitcom escrita por IA, uma escritora sozinha na luta contra o coletivo, e mais.
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Noah Wyle (The Pitt)

Em seu grandioso retorno à televisão médica, Noah Wyle não tem o menor interesse em emular o heroísmo do passado. Na 2ª temporada de The Pitt, seu Dr. Robby Robinavitch é o retrato perturbador de um sistema de saúde em colapso. Carregando a pesada culpa por pacientes mortos e operando às vésperas de um necessário período sabático, Wyle traduz a depressão, o burnout e a ideia central da temporada de que “médicos não são bons pacientes”. É uma performance crua, desprovida de vaidade, mostrando a fatura silenciosa – e muitas vezes fatal – de se dedicar a salvar vidas.
Disponível na HBO Max.
Sarah Snook (All Her Fault)

Longe dos figurinos de alfaiataria e do sarcasmo corporativo que marcaram sua fase em Succession, Sarah Snook comprova ser uma potência versátil e inesgotável neste denso thriller. Interpretando Marissa, uma mãe desesperada após o misterioso desaparecimento de seu filho, Snook ancora a minissérie com uma fisicalidade caótica e um pânico crescente que quase rasgam a tela. Sua capacidade de expor a fragilidade humana em meio a uma complexa teia de mentiras e dissimulações rendeu reconhecimento imediato e prende a respiração do público do início ao fim.
Disponível na Prime Video.
Ayo Edebiri (The Bear)

O peso emocional de The Bear recai com cada vez mais frequência sobre os ombros de Ayo Edebiri. Na quarta temporada, ela alcança novos e comoventes patamares dramáticos, especialmente no elogiadíssimo episódio “Worms” — o qual ela assina como corroteirista. Conforme Sydney Adamu lida com a implosão ao seu redor, Edebiri entrega uma atuação de um naturalismo cortante, materializando todo o coração partido, as lágrimas contidas e o cansaço opressor da chef. O domínio da atriz em transitar da agilidade rítmica da comédia para a mais profunda desolação coroa a temporada.
Disponível na Disney+.
Carrie Coon (The Gilded Age)

É impressionante observar como Carrie Coon faz do maquiavelismo social uma verdadeira forma de arte. Na terceira temporada de The Gilded Age, Bertha Russell é uma locomotiva sem freios, dedicada agora a orquestrar um casamento extremamente vantajoso para a filha. Coon abraça a vilania predatória da elite nova-iorquina de “dinheiro novo” com um deleite que contagia quem assiste. Extraindo ouro de cada diálogo cáustico, a atriz consegue equilibrar a implacabilidade da alpinista social com as nuances de uma mãe que, à sua própria maneira distorcida, quer apenas garantir o topo do mundo para os seus.
Disponível na HBO Max.
Jamie Bell (Half Man)

No visceral drama britânico coproduzido pela BBC e HBO, Jamie Bell entrega uma das atuações mais desafiadoras e sufocantes do ano. Escrita e coestrelada por Richard Gadd, a obra acompanha a dinâmica destrutiva entre Niall (Bell) e seu irmão violento, Ruben. Bell usa a aura de decência e inocência típica de seus trabalhos anteriores apenas como uma fachada brilhante para, lentamente, revelar os impulsos sombrios e o trauma paralisante do personagem. Sua exploração da repressão e da masculinidade tóxica é um verdadeiro nocaute.
Disponível na HBO Max.
Elle Fanning (Margo’s Got Money Troubles)

Desde a estreia no SXSW, a dramédia da Apple TV+ provou ser o veículo perfeito para um dos trabalhos mais maduros da carreira de Elle Fanning. Como Margo, ela navega pelos percalços da juventude e pelos pedágios emocionais e físicos de tentar sobreviver financeiramente na sociedade contemporânea como mãe solo que encontra numa plataforma de conteúdo adulto uma forma de obter sustento para si e, principalmente, ao filho. Fanning foge de todos os estereótipos possíveis, conferindo à personagem uma mistura inebriante de inocência, sagacidade e esgotamento. Com carisma de sobra, Fanning encontra em Margo um papel que lhe cai perfeitamente e lhe concede espaço o suficiente para mostrar toda sua capacidade como atriz.
Disponível na Apple TV.
Matthew Rhys (Widow’s Bay)

Acostumado a papéis de peso dramático absoluto, Matthew Rhys prova em Widow’s Bay que seu timing cômico é um tesouro que a TV vinha subestimando. Na dramédia sobrenatural da Apple TV+, ele brilha como Tom Loftis, o perfeito de uma ilha na Nova Inglaterra que tenta alavancar o turismo local enquanto precisa lidar com bizarros eventos paranormais. A série dominou o Emmy em 2026 com 14 vitórias, e muito desse apelo inusitado – que mistura o humor satírico com certa estranheza típica de David Lynch – apoia-se na performance irretocável de Rhys como o exausto pilar de sanidade (ou quase isso) da cidade. Se você tem dúvida se Rhys merece tamanha consideração, sugiro assistir a “Seasickness”, episódio 7 da temporada.
Disponível na Apple TV.
Lisa Kudrow (The Comeback)

Dez anos após a última temporada, Lisa Kudrow veste novamente a pele de Valerie Cherish, o papel definitivo de sua carreira. Nesta terceira incursão pela HBO, encontramos uma Valerie com um Emmy na estante e uma série de prestígio no currículo que ninguém viu, (quase) estrelando o musical Chicago na Broadway, e que acaba entrando na presepada de atuar (e produzir) na primeira sitcom escrita inteiramente por Inteligência Artificial. Kudrow não apenas resgata os maneirismos de Valerie com brilhantismo, como adiciona pesadas camadas de exaustão e resiliência. A genialidade de sua performance está em nos fazer rir de sua ingenuidade, franqueza e do constrangimento de certas situações, para no segundo seguinte nos atingir com um soco no estômago com sua melancolia e humanidade.
Disponível na HBO Max.
Rhea Seehorn (Pluribus)

Após anos sendo criminalmente ignorada por Better Call Saul, Rhea Seehorn finalmente conquistou seu merecidíssimo Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática graças ao seu reencontro com Vince Gilligan. Em Pluribus, ela encarna Carol Sturka, uma autora cínica de romantasy que se vê como uma das poucas pessoas imunes a um vírus que transformou o resto da humanidade em uma “mente de colmeia” permanentemente pacífica e feliz. Seehorn ancora a ficção científica pós-apocalíptica com uma atuação profundamente humana, equilibrando doses afiadas de humor negro com uma angústia existencial palpável sobre o livre-arbítrio.
Disponível na Apple TV.
Jean Smart (Hacks)

Na quinta e derradeira temporada de Hacks, Jean Smart coroa uma das trajetórias mais brilhantes da TV recente. O arco final da lendária Deborah Vance leva a comediante ao limite de suas ambições – escancaradas na implacável busca pelo status de EGOT – enquanto a força a acertar as contas com os monstros que precisou criar para sobreviver em uma indústria predatória. Smart transita entre a megalomania absurda e a mais cortante vulnerabilidade com uma facilidade que beira o assombroso, garantindo que a despedida da personagem seja tão espinhosa, complexa e inesquecível quanto o próprio legado da atriz. Dona de uma das melhores duplas da comédia televisiva em parceria com Hannah Einbinder e sua Ava Daniels, não há dúvidas de que Jean Smart entrou para a história — e os cinco Emmys consecutivos em função da personagem são prova disso.
Disponível na HBO Max.
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Produção, edição e redação final por Rodrigo Ramos
Fotos: HBO Max, Peacock, FX, HBO, BBC, Apple TV






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