Todos os filmes da franquia Missão: Impossível, revistos e avaliados

Comentamos as missões impossíveis de Tom Cruise na pele do agente Ethan Hunt

Nesta quinta-feira (13), estreia nos cinemas brasileiros Missão: Impossível – Nação Secreta (Mission: Impossible – Rogue Nation), quinto filme da franquia M:I, estrelada por Tom Cruise. Aproveitando a chegada do longa-metragem em solo nacional, o Previamente reviu as quatro películas anteriores e as avaliou a partir de cinco critérios: qual é a missão impossível, nível de impossibilidade, qual é a cena mais impossível de ser realizada, se o vilão é bom, e quantas vezes os personagens tiram uma máscara. Além disso, demos também um breve respaldo crítico sobre cada uma delas. Confira abaixo nossas impressões das missões suicidas de Ethan Hunt e companhia.

Missão: Impossível (Mission: Impossible, 1996)

Direção: Brian de Palma
Elenco: Tom Cruise, Jon Voight, Emmanuelle Beart, Henry Czerny, Jean Reno, Ving Rhames, Kristin Scott-Thomas, Vanessa Redgrave

Qual a missão impossível?
Invadir a CIA e roubar informações do banco de dados para vendê-las e, em troca, achar quem é o agente duplo.

Nível de impossibilidade:
Alto.

Qual a cena mais impossível de ser realizada?
Apesar daquela cena em que Tom Cruise fica pendurado por um cabo dentro da sala onde fica o banco de dados, diria que a cena mais impossível de todas é aquela do trem e o helicóptero (mas temos certeza aqui na redação que esta foi feita em estúdio e não de fato em um trem e com um helicóptero de verdade).

O vilão é bom?
Apesar de ser Jon Voight, não. Vanessa Redgrave, a vilã intermediária, é mais interessante do que o agente duplo vivido pelo pai de Angelina Jolie, que é derrotado facilmente após a descoberta de Hunt. Lame!

Quantas vezes tiram máscara?
4.

O longa-metragem traz Tom Cruise com carinha de novinho, coadjuvantes de luxo, muita duplicidade entre os personagens e resgata o clima da série clássica ao mesmo tempo em que se renova para o cinema. É divertido, cheio de adrenalina e envolvente, ainda que um tanto previsível.

Missão Impossível 1996

Missão: Impossível 2 (Mission: Impossible 2, 2000)

Direção: John Woo
Elenco: Tom Cruise, Dougray Scott, Thandie Newton, Richard Roxburgh, John Polson, Brendan Gleeson, Radé Sherbedgia, Ving Rhames, Anthony Hopkins

Qual a missão impossível?
Infiltrar uma ladra, fazendo com que ela volte a ter uma relação amorosa com o vilão do filme. E, com isso, impedir que ele coloque as mãos em Quimera, um vírus mortal. Mas é claro, não antes sem ter que invadir uma propriedade privada pendurado por um cabo.

Nível de impossibilidade:
Médio.

Qual a cena mais impossível de ser realizada?
A cena de abertura, com Ethan escalando o Dead Horse Point, em Utah.

O vilão é bom?
Não. Ele é só um daqueles machões a la mafiosos que, na verdade, não botam medo em ninguém e nem de perto em Ethan Hunt.

Quantas vezes tiram máscara?
4.

Esta sequência pode entrar na lista das piores continuações do cinema. Com uma potencial franquia nas mãos, a Paramount, pelas mãos de John Woo, fez um filme que joga fora todas as qualidades do anterior, apostando em câmeras lentas, frases clichês, misoginia, personagens ruins, ação genérica e um Tom Cruise canastrão. Cinema de extremo mau gosto.

Missão Impossível 2 2000

Missão: Impossível 3 (Mission: Impossible 3, 2006)

Direção: J.J. Abrams
Elenco: Tom Cruise, Philip Seymour Hoffman, Ving Rhames, Billy Crudup, Michelle Monaghan, Jonathan Rhys Meyers, Keri Russell, Maggie Q, Laurence Fishburne, Simon Pegg

Qual a missão impossível?
Invadir o Vaticano, burlar seu sistema de alta segurança e sequestrar um dos traficantes de armas mais perigosos da Terra, aparentemente. Além de conseguir o tal “pé do coelho”, uma arma secreta de grande poder de destruição. Ah, e enganar também a própria agência de inteligência (sim, mais uma vez).

Nível de impossibilidade:
Altíssimo.

Qual a cena mais impossível de ser realizada?
Pular de um prédio pra outro em Shangai, deslizando no topo de um deles e ainda adentrar e roubar o “pé de coelho”. Tom Cruise tem coragi.

O vilão é bom?
Sim! Philip Seymour Hoffman dá medo. Seu antagonista é ameaçador, tenso e louco. Perfeito no papel.

Quantas vezes tiram máscara?
1.

Depois do péssimo M:I II, J.J. Abrams pegou a franquia, trouxe os bons elementos do primeiro e aprimorou, dando mais tridimensionalidade aos personagens, não sendo apenas um longa cheio de cenas de ação alucinantes, mas também dando significado e motivação para as figuras em cena. A película é engraçada, tensa, com sequências de ação bem executadas, além de ter o melhor vilão da franquia, com Philip Seymour Hoffman entregando o máximo de sua atuação.

Missão Impossível 3 2006

Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (Mission: Impossible – Ghost Protocol, 2011)

Direção: Brad Bird
Elenco: Tom Cruise, Jeremy Reener, Simon Pegg, Paula Patton

Qual a missão impossível?
Impedir um ataque nuclear de um extremista russo, que antes de fazê-lo precisa obter os códigos para tal, dos quais devem ser interceptados pela equipe de Ethan Hunt.

Nível de impossibilidade:
Alto.

Qual a cena mais impossível de ser realizada?
Escalar o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa, em Dubai – chama a atenção o fato de o próprio Cruise ter protagonizado as cenas e não um dublê. Ele é insano, não há dúvidas.

O vilão é bom?
Não. O elenco todo não decepciona, mas o vilão passa longe de causar o temor que Philip Seymour Hoffman conseguia. De tão insignificante que é o antagonista, o nome do ator sequer aparece nos créditos do pôster. Assim como nos filmes da Marvel, o longa é bom independente do vilão ruim.

Quantas vezes tiram máscara?
2, se próteses contam. Senão, 1.

Brad Bird assume a franquia para aumentar a escala das cenas de ação, trazer mais carga dramática para Ethan Hunt, criar uma trama elaborada e adicionar novos personagens à equipe do protagonista, todos eles críveis o suficiente. O antagonista fraco não chega a ferir o longa, que é divertido e insano na medida certa. Um blockbuster que não fere a inteligência e que entretém com esmero.

Missão Impossível - Protocolo Fantasma 2011
Imagens: Paramount
Por Rodrigo Ramos

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