Percy Jackson e o Mar de Monstros | Review

O Mar de Monstros tenta não repetir os erros do anterior, mas falha em aventura monótona.

Percy Jackson - Sea of Monsters

Percy Jackson: Sea of Monsters
EUA, 2013 – 106 min
Aventura

Direção:
Thor Freudenthal
Roteiro:
Marc Guggenheim, baseado no livro “Percy Jackson e os Olimpianos: O Mar de Monstros”, escrito por Rick Riordan
Elenco:
Logan Lerman, Alexandra Daddario, Douglas Smith, Leven Rambin, Brandon T. Jackson, Jake Abel, Anthony Head, Stanley Tucci

Sexta-feira. 16h45. As luzes se apagam e o projetor começa a funcionar. O barulho é específico e todos sabem que a partir daquele momento deve-se permanecer em silêncio. Em teoria, ao menos. Enquanto rolam os trailers na telona, os amigos ainda se ajeitam em suas poltronas, colocam suas respectivas mochilas em algum canto da fileira e abrem seus refrigerantes. Instrumentos Mortais é o filme que iremos assistir. Ao menos, era o que esperávamos. O som não está aquela coisa, a imagem também não. Mas o áudio é o que mais incomoda. Desço, chamo a funcionária do cinema e tentam resolver o problema. Desligam a projeção. Acendem as luzes. Uma tentativa. Duas. Três. Strike. “A sessão foi cancelada”, diz a funcionária com o seu terninho preto. Eitcha lelê.

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Um mau presságio. Saímos da sala e vamos até a bilheteria garantir nossa cortesia para outra sessão. Rodar pelo shopping pode ser fascinante. Você pode tomar dois cafés, comer uma empadinha e até mesmo um pão de queijo. Ou seja, gastar. Tudo para esperar pela próxima edição – e orar para que o técnico arrume a projeção. Contudo, a força não estava ao meu lado. E nadica de nada. Só amanhã, jovens. Todavia, ficar horas esperando para não ver nada? A opção que nos restou foi ver o que tinha em cartaz.

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Aí que entramos no assunto principal deste texto: Percy Jackson e o Mar de Monstros. O seu antecessor não é querido do grande público e tampouco dos fãs. É aquela adaptação que era preferível nunca ter sido feita ao invés de entregar algo tão pobre e que chega perto de destruir todas as façanhas positivas da obra original. Se o segundo filme viu a luz do dia, podemos depositar quase toda a culpa na legião de amantes dos livros da série literária. O que, no fim das contas, eu nem sei se valeu realmente a pena. Reitero: não valeu a pena.

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Eu não acho o primeiro Percy Jackson tão desastroso assim. O diretor Chris Columbus (Harry Potter e a Pedra Filosofal; e a Câmara Secreta) tentou utilizar seus conhecimentos na área do entretenimento juvenil para fazer essa adaptação. Ele mudou uma penca de detalhes, misturou coisas dos outros livros, fez uma salada de fruta com laranja azeda.  Entretanto, havia bons elementos lá. Logan Lerman foi uma boa escolha pro papel título e a essência do livro está lá, o que ajuda. Ainda assim, meh, nada demais.

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Com bastante tempo pra pensar, ser idealizado e rever o que foi feito de errado no anterior, era de se esperar que Percy Jackson e o Mar de Monstros fosse superior ao primeiro. Era. Nem todos os deuses do Olimpo juntos foram capazes de criar condições para que esta sequência fosse boa. E nem me parece muito culpa dos roteiristas dessa vez. Ok, meia culpa, ao menos. Afinal, o que são as mortes forçadas, totalmente sem envolvimento emocional, que não existem nos livros e não acrescentam absolutamente nada à trama? Melhor nem entrar neste aspecto. O foco é que o segundo livro da saga é realmente o mais fraco (de acordo com Leonardo Costa, meu amigo e que contribuiu com resenhas literárias neste blog).

A sensação de ver Percy Jackson e o Mar de Monstros é que muita coisa se repete do primeiro longa-metragem. O acampamento, as provas entre a criançada, alguns monstros mitológicos, o mesmo vilão porre – interpretado por um ator tão ruim que nem fiz questão de ir no IMDb procurar seu nome – e algumas lições de moral. Mas o que há realmente de novo aqui? Eu gostaria de dizer que há sim, porém o que vemos de novidade são alguns personagens e nada mais. Do início ao fim, eu fiquei entediado na sala, esperando para que a fita realmente começasse. E aqueles efeitos especiais? No nível dos de Crepúsculo.

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Afinal, o que acontece? Para salvar a irmã/árvore Annabeth (Alexandra Daddario), que é quem/o que estabelece o campo de força que impede que malfeitores entrem no acampamento dos jovens, Percy, Annabeth, Gover (Brandon T. Jackson) e Tyson (Douglas Smith) partem para o Mar de Monstros para capturar o velocino de ouro. E por quê? Porque este precioso item é capaz de dar vida para o que está morto. A disputa fica acirrada por conta do vilão chatinho, filho mal amado, carinha de bad boy de Gossip Girl (ou pior).

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E é tudo tão monótono. A ação não empolga (ainda mais com efeitos ruins), os diálogos são ou vazios ou clichês e há situações que me deixaram um tanto envergonhado como, por exemplo, todas as envolvendo o destrambelhado Tyson. Nem mesmo quando o longa tem a oportunidade de ser bom, ele agarra a oportunidade. No final, a fita é uma aventura infantilizada e sem graça, que não agrada nem o público em geral e tampouco o fã. De novo.

2 STARS

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