Os Melhores e Piores da Música em 2012

Como um presente de natal ou um desejo realizado de fim de ano, o blog Previamente resolveu fazer uma lista criativa para contar para você, leitor, o que houve de melhor e de pior na música no cenário nacional e internacional. Nas mais de 30 categorias criadas por mim, Rodrigo Ramos, com ajuda de Dinho de Oliveira, tentamos ser justos e honestos com o público, apontando quem mereceu ser exaltado e quem mereceu ser massacrado após os 12 meses do ano. Confira abaixo a lista com os melhores e piores da Música em 2012.

Pior Título de Música
Carly Rae Repsen – Your Heart is a Muscle


Disco com Melhores Gritinhos
Christina Aguilera – Lotus

Christina Aguilera - Lotus

Pior Regravação
Latino – Despedida de Solteiro

Mais uma vez Latino nos prova sua qualidade como músico. Depois de uma década pegando hits internacionais e transformando-os em canções de mau gosto, ele se supera com esta regravação de Gangnam Style. Ao invés da ironia e crítica da canção original, ele faz de sua versão um hino de pegação. Parabéns, Latino. Além de fazer música ruim, conseguiu de quebra conquistar a repulsa da maioria dos brasileiros e ser o primeiro artista a ter sua conta oficial no YouTube excluída.

Troféu “Simone” de Melhor Disco Natalino
Blake Shelton – Cheers, It’s Christmas

Blake Shelton consegue ser não só divertido no The Voice, como também é um ótimo músico. No Brasil pode não ser, mas nos Estados Unidos os discos natalinos são bem comuns. Grandes artistas como Cee-Lo Green, Christina Aguilera, Mariah Carey e She & Him já gravaram discos natalinos. Shelton foi nessa também neste ano e fez Cheers, It’s Christmas, um combinado de músicas natalinas com seu pop/country/blues. Por isso, saiba que você não precisa ouvir só o cd da Simone neste natal.

Show Mais Foda do Ano
Foo Fighters no Lollapalooza Brasil 

A voz de David Grohl podia não estar em suas melhores condições, mas isso não foi o suficiente para impedir que o Foo Fighters fizesse um show apoteótico, de fazer 75 mil pessoas cantarem em coro, pularem, se divertirem e se emocionarem. Grohl é um frontman nato e comandou o melhor show que os brasileiros presenciaram em 2012.

Pior Disco do Ano
Carly Rae Jepsen – Kiss

Carly Rae Jepsen é dona de uma das músicas mais grudentas deste início de década. Foi um sucesso meio sem querer, mas hoje é difícil encontrar alguém que não saiba cantarolar o refrão de Call Me Maybe. Depois do estouro, um disco era esperado. E como era de se esperar, ele parece ter sido feito apenas para justificar o primeiro hit da cantora de 26 anos (sim, essa é a idade dela). Kiss parece uma colcha de retalhos. Pode-se culpar isso ao fato de cada track ter pelo menos um produtor diferente das demais. Uma faixa destoa da outra, não existindo uma coesão entre elas. As batidas são moderninhas, mas não existe personalidade e muito menos alma nas canções. Nenhuma delas, aliás, chegam perto do guilty pleasure que é Call Me Maybe. Sem contar que as letras parecem ser cantadas por uma contratada de 15 anos  da Disney Channel, o que faz com que o disco soe ainda mais superficial do que já é por si só.

Carly Rae Jepsen Kiss

Pior Música Dance/Sertanejo
Pitbull feat. Enrique Iglesias – Tchu Tcha Tcha

Demorou, mas aconteceu. Algum artista gringo finalmente resolveu utilizar o estouro do sertanejo universitário no Brasil a seu favor. E quem teve a brilhante ideia de copiar João Lucas & Marcelo (caso você não soubesse, este é o nome da dupla que canta esta joia rara do cancioneiro brasileiro) foi o hitmaker Pitbull. Quem mais seria, não é mesmo? Para dividir a obra prima, Pitbull chamou Enrique Iglesias. Ah, mas que junção incrível! É difícil dizer qual das duas versões é a melhor. Mas o colaborador costumeiro de Jennifer Lopez está de parabéns, pois é o primeiro artista internacional a transformar sertanejo universitário em música eletrônica. Pitbull é mesmo um visionário.

Troféu “Oscar Niemeyer” de Dinossauro da Música
Tony Bennett – Viva Duets

Viva Duets

Disco Mais Decepcionante
The Killers – Battle Born

Apelidado de Battle Boring nas redes sociais, o novo e aguardado disco do The Killers tinha tudo para ser um dos melhores de 2012.Runaways é uma das melhores faixas do ano e apontava que a banda estava na direção certa depois dos contestáveis Day & Age e Flamingo, disco solo do vocalista Brandon Flowers. Os quatro anos sem lançar um disco de inéditas era o suficiente para criar um novo e, quem sabe, surpreendente trabalho. No entanto, a banda deixou a maioria de seus fãs frustrados. Battle Born não chega a ser um dos piores discos do ano, mas certamente é o pior do Killers, cada vez mais irreconhecíveis em relação ao primeiro e irretocável álbum deles, Hot Fuss. O quarto disco de inéditas dos rapazes é cheio de canções que não animam, empolgam e tampouco mexem com as emoções dos ouvintes. É uma faixa mais morna do que a outra, mais lerda, mais insonsa, mais broxante. Esse clima exageradamente new wave não surte o efeito desejado e cada canção parece levar séculos para terminar. Não é o The Killers que os fãs idolatraram durante uma década. A carreira da banda poderia ser inversa. Se Battle Born fosse o disco de estreia, até seria elogiável, mas o declínio atenuado dos assassinos é de matar.

The Killers - Battle Born

Pavão do Ano
Gaby Amarantos no VMB 2012

Gaby Amarantos

Troféu The Voice do Ano
Marrone (Bruno & Marrone – 24 Horas de Amor)

O Marrone sabe cantar. Ponto.

Melhor Disco Solo do Ano, Mas Que Não Era Solo
Maroon 5 – Overexposed

Respeito bandas que arriscam fazer algo de diferente a cada álbum. O Maroon 5 pode não ser uma grande referência em ousadia, mas em Overexposed a banda muda os rumos da sua sonoridade, apostando em elementos mais eletrônicos, funk (o original, aquele do James Brown e não o carioca) e até um pouco de reggae. A grande questão aqui é: aonde foi parar o resto da banda? Adam Levine praticamente se isola e deixa seus companheiros solitários, quase sem utilidade para o novo som pretendido. De qualquer forma, funciona na maior parte do tempo.

Maroon 5 - Overexposed

Melhor Disco de um Artista que Tinha uma Banda Foda e Fez um Disco Solo Tão Foda Quanto
Jack White – Blunderbuss

Jack White admitiu recentemente que sente falta do White Stripes, mas que jamais voltaria a tocar com a ex-colega de trabalho e ex-esposa, Meg White. Sou fã das listras brancas, mas confesso que a empreitada solo de Jack me fez apreciar ainda mais sua carreira musical. Dedicado a partir para outras vertentes, não se focou só nos sons das baquetas e guitarras. Virtuoso, ele não deixa o rock de lado, apenas amplia sua sonoridade, se inspirando no country, blues e jazz. Aos toques de piano de On and On and On e Blunderbuss, da guitarra nervosa de Sixteen Saltines e Freedom at 21, do violão suave de Love Interuption, Jack White cria um álbum versátil e inspiradíssimo, buscando as raízes do rock, sem deixar de soar atual. Com letras ainda mais calibradas do que na época de banda e melodias que criam sua própria identidade musical, chegando a um nível tão alto que nem ele poderia prever (ou poderia). Blunderbuss é genial e, pra mim, está entre os três melhores discos do ano (e o Grammy concorda comigo).

Jack White - Blunderbuss

Selo Ambiental da Música
Cee-Lo Green

Ba dum tsss…

Cee-Lo Green

Pancadão do Ano
Roberto Carlos – Furdúncio

O Rei da MPB e dos especiais de fim de ano da Globo mostra que ainda pode surpreender o público. Além de lançar a adorável canção Esse Cara Sou Eu, ele resolveu fazer um funk (este sim é o carioca e não aquele do James Brown). É sério. Imaginem Roberto Carlos no meio do baile funk no Morro do Alemão no Rio de Janeiro, cantando pra toda galera. Eu consigo imaginar. Aperte o play e tentem visualizar ele de terno branco no meio da favela. No mínimo, interessante.

Troféu Diabetes
Munhoz e Mariano – Camaro Amarelo

Agora eu fiquei doce, doce, doce, doce… Agora eu fiquei doce doce doce doce doce doce doce doce…

Regravação que Ficou Melhor do que a Original
Nissim Ourfali – Bar Mitzvah (baseado em One Direction – What Makes You Beautiful)

O Brasil inteiro esteve mais interessado no bar mitzvah do garoto Nissim e aonde fica Baleia do que o que faz uma garota ser bonita. Deixamos de ser superficiais.

Pior Show
Nando Reis na Volvo Ocean Race e no Lupaluna

Nando Reis sempre foi um dos meus artistas nacionais favoritos. Ele é um dos grandes compositores brasileiros (talvez o maior da atualidade) e sempre tive muita vontade de vê-lo ao vivo. Em 2012, tive a oportunidade de assisti-los em duas ocasiões. Uma em Itajaí, na Volvo Ocean Race, e outra em Curitiba, no festival Lupaluna. Em ambas, Nando parecia bêbado no palco. Isso não seria problema, já que tantas bandas que rock o fazem. O problema é que Nando desafinava, esquecia letras, cantava fora do ritmo e não se acertava com a banda. Um dos piores e mais frustrantes shows em que já fui (perdendo só para o Guns N’ Roses na última edição do Rock in Rio). Uma tremenda decepção.

Nando Reis

Melhor Trilha Sonora
The Hunger Games: Songs from District 12 and Beyond (Jogos Vorazes)

A trilha de Jogos Vorazes é tão bom quanto o filme. Há momentos tocantes, alguns mais intensos e outros até mesmo brutos. De Arcade Fire, passando por Taylor Swift e culminando em Maroon 5 e Mumford & Sons, o disco é recheado de ótimas canções, sendo todas elas originais. Um dos melhores álbuns do ano, sem dúvida. Prova disso é que suas faixas já receberam indicações ao Globo de Ouro, Critics’ Choice Awards e Grammy Awards. Não é pra pouco.

The Hunger Games Songs from District 12 and Beyond

Melhor Paródia Musical
Galo Frito – Vou te Encoxar (paródia de PSY – Gangnam Style)

Não é só porque sou amigo do pessoal do Galo Frito que este vídeo está aqui. Eles esbanjam criatividade e Vou Te Encoxar é o ápice da imaginação deles. A produção é muito bem feita, as atuações são caricatas (o que é perfeito para a proposta) e a letra é hilária. O conjunto transforma este vídeo na obra prima deles e cumpre seu papel de divertir o público.

Pior Banda que Não Existe
As Empreguetes

Não é porque elas não existem de fato que deixaram de irritar os ouvidos dos brasileiros durante a exibição da novela Cheias de Charme, na Rede Globo. Mais uma pérola de estrume vinda das nossas telenovelas.

Melhor Reality Show Musical
The Voice USA

The Voice

Pior Reality Show Musical
Estúdio Acesso MTV

Acesso

Melhor Disco de Compilação
The Rolling Stones – Grrr!

Grrr!

Pior Autotune do Ano
Britney Spears (will.I.am feat. Britney Spears – Scream and Shout)

Will.I.Am resolveu chutar o pau da barraca de vez e não fazer mais uma música que preste. Para sua nova parceria, ele chamou Britney Spears, a cantora mais bem paga em 2012. A jurada do The X-Factor estadunidense utiliza autotune descaradamente faz um bom tempo. Nesta faixa, sua voz está ainda mais irreconhecível e as batidas sintetizadas da canção tornam tudo plástico demais, falso. Britney colabora com esta péssima faixa ao usar da pior maneira possível o autotune. Ai ai, essa tecnologia.

Pior Clipe do Ano
Marcos & Belutti – I Love You

As duplas de sertanejo universitário concluíram que não precisam apenas fazer músicas ruins. Eles descobriram que também podem fazer clipes ruins. Atuações medonhas, uma narrativa tosca, dois cantores ridículos e uma péssima canção. Esse é o resumo de I Love You, mas pra ter noção de como é ruim, só assistindo mesmo.

Clipe do Ano
Keane – Disconnected

A primeira imagem do clipe de Disconnected traz um aviso, em italiano, dizendo que é proibida a cópia desta fita, pois se trata de pirataria. É um daqueles avisos no começo das fitas VHS. A intenção é justamente essa. Fazer um clipe de estilo retrô. O videoclipe é uma homenagem ao cinema das antigas. Em especial, ao cinema de suspense e terror. A filmagem tem os riscos e falhas que aparecem nas projeções dos rolos de filmes no cinema e também nas fitas VHS. A narrativa é a típica do gênero. Uma mulher se muda para um casarão antigo e aos poucos vai descobrindo os horrores e maldições contidos nele. Fantasmas, zumbis, túmulos, delírios, possessões, gritos, sustos, lama e chuva. As características clássicas do gênero podem ser encontradas em Disconnected, que conta com uma atriz (Letícia Dolera) inspiradíssima e que adiciona mais qualidade ao vídeo. É um videoclipe ágil, com edição primorosa, uma direção de arte caprichada, efeitos especiais de qualidade e uma narrativa bem elaborada. A direção da dupla composta por J.A. Bayona e Sergio G. Sánchez é sensacional e nos presenteia com o melhor clipe do ano.

Clipe Nacional do Ano
Criolo – Mariô

Existem bons motivos para justificar a presença de Criolo como único representante brasileiro nesta lista. Uma das maiores revelações da música brasileira nos últimos anos, Criolo é maduro e consciente em suas composições urbanas. O clipe de Mariô comprova que ele está tão interessado na música como no modo em que ele a divulga. Mariô é uma espécie de conto de um homem (humano ou não) que cai na Terra como um asteroide (lembra a chegada de Superman nos quadrinhos) e a explora. A fotografia é caprichada, os efeitos especiais embasbacante e o visual é nada menos do que estupendo.

Disco do ano
Tame Impala – Lonerism

Os australianos do Tame Impala já se mostraram eficientes com o seu trabalho de estreia, Innerspeaker. Com Lonerism, eles ampliam seus horizontes tornando a experiência musical ainda mais profunda e densa. Kevin Parker, o vocalista da banda, diz que este disco é como se fosse a evolução do antecessor, como se uma criança estivesse crescendo. A solidão fica evidente na parte lírica e a sonoridade expansiva, quase uma viagem ao espaço, dá a sensação de uma tentativa de ir para longe, num lugar em que a solidão não exista. Há uma ânsia de viver dentro de um sonho belo, distante. Lonerism é uma jornada da alma. A sonoridade aposta em texturas mais eletrônicas, moldando o dream pop e o space rock que permeiam todo o disco. O lado psicodélico é ampliado de tal forma que é inevitável não pensar nos Beatles, especialmente quando a voz de Parker se assemelha tanto à fase do ácido dos garotos de Liverpool. Quantas bandas podem  ser submetidas a tal comparação? O álbum te leva para uma viagem de 51 minutos e que você torce para não retornar. O cuidado com cada faixa é evidente e a banda mantém-se fiel ao conceito do disco, desde a capa até a última nota. Lonerism é grandioso e empolgante, catapultando o Tame Impala para a lista das melhores bandas deste (por enquanto, curto) século.

Tame Impala - Lonerism

Melhor Disco Nacional do Ano
Tulipa Ruiz – Tudo Tanto

A música nacional vive uma boa safra após anos de marasmo, caretice e mesmice. O principal destaque é Tulipa Ruiz. A moçoila estreou com o ótimo Efêmera e, ao invés de ficar na zona de conforto, ela dá continuidade à sua carreira de forma inteligente, experimentando novas sonoridades em suas canções em Tudo Tanto. A felicidade de cantar fica evidente na forma como imposta sua voz. Por sua vez, esta é peculiar e tem personalidade própria. Ela não soa como ninguém a não ser a si própria. Ela não faz parte da turma da MPB, mas quando entra no gênero, como em Víbora, ela lembra Gal Costa e se mostra mais eficaz do que Maria Gadu. Tulipa flerta com o pop, se infiltra no rock, mergulha no seu próprio gênero. Suas letras são atuais e urbanas, como fica evidente em Dois Cafés, na parceria com Lulu Santos. “O banco, o asfalto, a moto, a britadeira. Fumaça de carro invade a casa inteira”. Não há dúvidas de que Tudo Tanto é o melhor álbum nacional de 2012.

Tulipa Ruiz - Tudo Tanto

Cachorro Raivoso do Ano
Nicki Minaj

Nicki Minaj Latindo

Melhor trilogia musical
Green Day (¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré!)

Depois de um tempo parados, os três rapazes do Green Day voltaram com tudo em um projeto ambicioso: lançar uma trilogia de discos. Algo inusitado, da assim como a banda. Sem o peso do mundo nas costas e nem a responsabilidade de lançar discos altamente politizados, eles se entregam ao punk que os consagraram, mas sem deixar de soar pop e atual. Um disco é melhor do que outro, fechando a trilogia com o mais equilibrado deles, ¡Tré!.

Green Day

Prêmio “Quero Mostrar Que Já Sou Adulta”
Taylor Swift – I Knew You Were Trouble

Taylor soa mais pop do que nunca no seu último disco, RED. A faixa I Knew You Were Trouble é a maior prova disso, com muita influência eletrônica, especialmente no refrão. No videoclipe, a cantora fica parecida com a velha Avril Lavigne, na época em que ser punkzinha era legal. Taylor quer mostrar que já é grandinha e tenta ser rebelde sem causa neste vídeo. Chato e repetitivo. Vamos pra próxima.

Sonífero do ano
Arnaldo Antunes e Mallu Magalhães no Lupaluna

Arnaldo Antunes pode ser um compositor brilhante, mas algumas canções suas dão sono. Desculpa, mas é a verdade. Nem mesmo um litro de café e seis latinhas de energético são capazes de dar ânimo ao público. Foi o que aconteceu no Lupaluna neste ano. Mas o pior de tudo foi levar cano de Mallu Magalhães, que subiu ao palco duas músicas depois do primeiro chamado. E quando ela resolveu aparecer para o dueto, mostrou-se uma verdadeira vergonha. Ela estava desorientada e não sabia nem a letra da música. Arnaldo até que tentou ajudá-la, mas de nada adiantou. O resultado é uma parceria desastrosa e que quase fez todos desmaiarem de sono na noite gelada de Curitiba.

Pior Filme Musical
Katy Perry: Part of Me 3D

Não há como gostar deste documentário sobre a primeira grande turnê da carreira de Katy Perry. Ah, que legal, ela batalhou bastante para conseguir se tornar uma das cantoras mais influentes do mundo. Nossa, que bacana, ela diz que se todos lutarem pelos seus sonhos eles irão se concretizar. Olha, ela gosta dos fãs e chama alguns para subir ao palco nos seus shows. Poxa vida, o marido dela quis se separar dela, que pecado! Pronto, resumi o filme para vocês.

Katy Perry Part of Me 3D

Prêmio Garota Molhada
Justin Bieber – Beauty and the Beat (feat. Nicki Minaj)
 

Hit do Ano
PSY – Gangnam Style

Apenas o vídeo mais assistido da história do YouTube com mais de 1 bilhão de visualizações. PSY é da Coreia do Sul e, no meio de uma brincadeira em que criticava a burguesia atual da capital sul-coreana, acabou estourando no mundo inteiro com sua dancinha a la eguinha pocotó. Como isso aconteceu? Ninguém mais sabe. É uma daquelas coisas que acontecem e ninguém sabe explicar. Talvez pelo fato de PSY não fazer parte do grupo que faz tudo sempre igual. Ele é um não contido da música. Aos poucos o cenário fonográfico vai se reciclando, de uma maneira e de outra, e o sucesso estrondoso de Gangnam Style é a mostra de que ainda temos muitas barreiras para derrubar na música (e não só nela). É a primeira vez que o oriente invade o ocidente neste cenário. Agora não há mais divisões e tudo parece ser possível. Por isso, não há como negar: Gangnam Style é o verdadeiro hit do ano.

Um comentário

  1. Vcs tão escrevendo o que não devem…
    Your Heart is A Muscle não foi a pior música do ano… nem Kiss o pior álbum.
    Recalcado. Carly Rae é uma musa, canta muito e vc tem inveja de ela ser jovem e viva como ela é.
    Para de criticar minha musa ou vai tar comprando briga com a pessoa errada.
    o aviso foi dado.

    Curtir

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