Revolution – S01E01: Pilot | Series Premiere

Revolution – S01E01: Pilot
EUA, 2012 – 43 min
Ficção

Criado por:
Eric Kripke
Episódio Piloto dirigido por:
Jon Favreau
Elenco:
Billy Burke, Tracy Spiridakos, Giancarlo Esposito, Zak Orth, David Lyons, Anna Lise Phillips, Graham Rogers, J. D. Pardo, Tim Guinee, Maria Howell, Elizabeth Mitchell

O novo Lost. Me dá calafrios quando escuto esta frase. Desde que a série criada por Jeffrey Lieber, J. J. Abrams e Damon Lindelof se tornou um fenômeno na televisão e a revolucionou, sempre há alguém esperando uma nova série com personagens perdidos, um grande acontecimento inexplicável dentro do mundo da ficção científica e uma penca de flashbacks. Alcatraz e Flashforward foram duas séries das quais ganharam o status de “o novo Lost”, mas não tiveram vida além de uma temporada cada.

Revolution possui os três requisitos citados no parágrafo acima e, para aguçar ainda mais a cabeça dos aficionados por televisão, esta série tem produção de J.J. Abrams. Logo, é impossível que alguém não venha com comparações.

Crida por Eric Kripke (criador de Supernatural), Revolution propõe um mundo sem eletricidade. Da noite pro dia, o planeta inteiro fica sem energia, seja numa bateria de carro, até a luz elétrica de casa. O fenômeno não parece ter explicação, tanto que os governos não pronunciam nenhuma resposta ao relação ao dano. É um mistério que, aparentemente, apenas Ben Matheson (Tim Guinee) parece saber o porquê.

Quinze anos se passam e as pessoas aprenderam a conviver com o apagão generalizado. Elas vivem de forma semelhante aos moradores da vila dos Outros de Lost. Acho que a única comparação plausível entre as séries é esta. As pessoas se adaptaram, mas há o pessoal que estabelece uma pequena ditadura e quer descobrir uma forma de fazer com que a luz retorne. Conhecido como a Milícia, o grupo está em busca de Ben e seu irmão, Miles Matheson (Billy Burke). Depois de acharem Ben e sequestrarem seu filho mais novo, Danny (Graham Rogers), a filha mais velha, Charlie (Tracy Spiridakos), ao lado da madrasta Maggie (Anna Lise Phillips) e Aaron (Zak Orth) partem em busca de Miles para ajudá-los a salvar Danny.

Dirigido por Jon Favreau (de Homem de Ferro), o episódio piloto não é rico em ritmo e nem em narrativa. Se há alguma coisa que fará com que os espectadores retornem para os próximos capítulos é o mistério do apagão global. Os personagens não são exatamente carismáticos, especialmente a madrasta Maggie e a protagonista Charlie. As interpretes destas personagens poderiam ter passado um tempinho a mais nas aulas de artes cênicas.

Um dos fatores que irritam é a forma como deixam claro que o garoto com arco e flecha (Jogos Vorazes?) e que se parece com o Jacob de Crepúsculo terá uma relação amorosa com a protagonista. Afinal, os produtores precisam garantir que as meninas também retornem para assistir a série, não é? Esta necessidade prejudica o episódio e abre precedentes já de cara para que o seriado caia em clichês dispensáveis.

O clima, pelo menos, é bacana. A ambientação é uma mistura de cenário pós-apocalíptico com elementos do faroeste. Talvez isso se deva a Jon Favreau, que filmou no ano passado Cowboys & Aliens. A tecnologia aliada ao ambiente western que estava presente no filme casa com a ideia de Revolution. A ação é pouca, mas até que convence. Vale ressaltar ainda a presença de Giancarlo Esposito e Billy Burke no elenco. Esposito virou craque em interpretar vilões e continua ao mesmo tempo calmo e ameaçador como era em Breaking Bad. Burke é um dos poucos que se salvam na saga Crepúsculo (sim, ele é o pai da Bella) e aqui une a sua maneira de fazer piadinhas com uma surpreendente facilidade nas cenas de ação.

O primeiro episódio da série é redondinho, mas não surpreende o espectador e tampouco traz algo de novo em termos estéticos ou de narrativa. O gancho da série é bom e é este mistério que fará com que os apreciadores de um bom seriado a acompanhe por mais alguns episódios. Mas aviso que Revolution precisa melhorar muito daqui pra frente se quiser continuar no ar por mais de uma temporada e deixar a maldição do termo “o novo Lost” pra trás.

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