Madagascar 3: Os Procurados | Review

Madagascar 3: Europe’s Most Wanted
EUA, 2012 – 93 min
Comédia / Aventura

Direção:
Eric Darnell, Tom McGrath, Conrad Vernon
Roteiro:
Eric Darnell, Noah Baumbach
Elenco:
Ben Stiller, Chris Rock, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith, Sacha Baron Cohen, Cedric the Entertainer, Andy Richter, Tom McGrath, Frances McDormand, Jessica Chestain, Bryan Cranston, Martin Short, Chris Miller, Vinnie Jones, Paz Vega

Depois de Shrek, a maior franquia da Dreamworks é Madagascar. O primeiro longa-metragem da série foi lançado em 2005 quando arrecadou US$ 532.680.671 no mundo inteiro. Foi o suficiente para o estúdio apostar na marca. Madagascar 2 foi lançado em 2008 e fez ainda mais sucesso e, de longe, melhor do que o seu antecessor. Ainda assim, de ponto de vista criativo, não havia uma grande razão para fazer outra continuação. Contudo, do ponto de vista financeiro, era um bom negócio. A partir disso, Madagascar 3: Os Procurados ganha vida no cinema em 3D.

A história parte de onde parou no filme anterior. Ainda vivendo na África, a trupe de animais formados por Alex (Ben Stiller), Marty (Chris Rock), Melman (David Schwimmer) e Glória (Jada Pinkett Smith), além dos pinguins, Rei Julian (Sacha Baron Cohen) e seus ajudantes, tentam voltar para Nova York. Os pinguins partem com um avião para Monte Carlo, enquanto os demais aguardam o retorno destes. No entanto, isso não acontece. Por causa disso, os animais resolvem ir sozinhos para lá, com o intuito de se vingar dos pinguins e, é claro, arranjar uma maneira de voltarem para o zoológico em Nova York.

Durante esta visita à cidade italiana, os animais chamam a atenção da Capitã Chantel DuBois (Frances McDormand), do controle de animais de Mônaco.  Para sua coleção de empalhados, só resta um leão. Logo, ela fica louca para ter a cabeça de Alex em sua parede. Devido a isso, ela começa a perseguir a trupe por toda a Europa. Em uma de suas fugas, os amigos acabam entrando em um trem que pertence a um circo. Para que os animais daquele vagão os deixem entrar, Alex e os demais mentem que também são de circo.

Ao conversar com o tigre Vitaly (Bryan Cranston), a jaguar Gia (Jessica Chastain) e o leão-marinho Stefano (Martin Short), Alex descobre que depois de uma apresentação em Londres, um olheiro irá vê-los para decidir se leva ou não o circo para Nova York. Por causa disso, os protagonistas se mantêm com o circo e continuam a farsa para que eles consigam retornar para sua cidade.

O que acontece em Madagascar 3 beira o previsível. Primeiro temos uma briguinha que não leva a lugar nenhum em relação à liderança do grupo. Depois temos a mentira que, obviamente, lá no final, vai criar uma situação de traição entre os personagens, mas que no fim eles deixarão tudo de lado para se ajudarem. Não menos importante, também temos o lance romântico entre Alex e Gia. Entre uma coisa e outra, sempre rola um discurso edificante de Alex, o personagem mais insuportável do bando.

Sendo sincero, o quarteto principal da franquia é chato. Alex é a figura menos interessante, engraçada e carismática do filme. Quem ganha o público, mais uma vez, são os pinguins e o rei Julien. Este é o personagem mais pirado de todos, com as melhores frases e as situações mais divertidas. O seu romance improvável com uma ursa do circo é o ápice dessa película. Os pinguins e os macacos se mantêm divertidos, proporcionando cenas e diálogos de grande destaque. Os coadjuvantes continuam roubando a cena e provando ser a melhor coisa da franquia.

Os novos personagens adicionam alguma coisa? Não muito. O melhor é Chantel DuBois, me fazendo lembrar da Cruela Devil de Glenn Close em 101 Dálmatas. Acho que esse é o melhor elogio que poderia dar para o papel dublado originalmente por Frances McDormand.

Apesar dos apesares, Madagascar 3 é pura diversão. O visual é cheio de cores, do jeito que a Dreamworks – e a criançada – gostam. Na cena da apresentação do circo, parece uma verdadeira alucinação de LSD. Pra quem assistiu Paraísos Artificiais sabe bem do que eu estou falando. Sendo o primeiro em 3D, o estúdio aproveita para utilizar a tecnologia a favor do filme. Geralmente a tridimensionalidade não tem ajudado os longas-metragens a serem melhores, mas aqui faz uma grande diferença, especialmente se você é daqueles que gosta de coisas sendo jogadas em sua cara a cada 5 minutos. Como não podia deixar de ser, a película é movimentada e não para um segundo sequer pra deixar o espectador respirar. Fazer isso e não desgastar o espectador não é fácil, mas o longa consegue.

Madagascar 3 não vai mudar a sua vida, tampouco chega perto da genialidade do primeiro e segundo Shrek, mas consegue entreter com uma produção caprichada e coadjuvantes que nos arrancam risadas com facilidade. Precisa mais do que isso?

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