MIB – Homens de Preto 3 | Review

Men in Black 3
EUA, 2012 – 103 min
Ficção / Comédia / Ação

Direção:
Barry Sonnenfeld
Roteiro:
Etan Cohen
Elenco:
Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Jemaine Clement, Michael Stuhlbarg, Emma Thompson, Bill Hader

Em 1997, Will Smith ainda não era o superastro de Hollywood que é hoje. Ele é um dos últimos da espécie que sozinho consegue levar um grande número de espectadores ao cinema. É só ter o nome de Smith no cartaz que é sucesso na certa. Naquele ano, Smith estrelou ao lado do veterano Tommy Lee Jones o longa-metragem MIB – Homens de Preto, sobre  uma agencia que tem como propósito manter tranquila a convivência de extraterrestres por aqui, além de impedir que o planeta seja destruído por forças de outros habitats do universo. Se o primeiro longa soube trabalhar isso muito bem, contando com bom humor, efeitos especiais bacanas e ação empolgante, o mesmo não aconteceu com o segundo, um filme claramente feito nas coxas, preocupado apenas em ser uma sequência e ganhar dinheiro. Por causa disso, MIB 3 era uma incógnita. Será que a película viria pra se redimir do fracasso do seu antecessor ou viria para enterrar de vez a franquia?

Felizmente, MIB – Homens de Preto 3 veio para agradar o público e entreter com muita qualidade. Will Smith e Tommy Lee Jones continuam com aquela química deliciosa dos outros longas. Apesar de haver um hiato de 10 anos entre um filme e outro, eles continuam entrosados como se fossem colegas de trabalho diário. Mas Lee Jones não tem tanto tempo em tela, uma vez que a trama o tire fora da jogada a maior parte da película. Não se preocupe, no entanto. O agente K não morreu, mas a sua morte é fator determinante na locomoção da trama.

Com a recém morte de Zed, chefe do MIB, quem assume o posto é O (Emma Thompson). Logo após o fato, Boris o Animal (Jemaine Clement) escapa da prisão lunar e volta para a Terra para se vingar de K, já que ele tirou seu braço e o prendeu naquele lugar. Para conseguir evitar que seu membro seja amputado, Boris consegue um equipamento que o faz voltar no tempo, na década de 60. Seu plano é matar K e ele obtém sucesso. Com isso, J (Will Smith) sente algo estranho e ao ir pro trabalho no dia seguinte ele percebe que ninguém mais tem lembranças de K e somente J lembra dele. Para salvar o seu colega de trabalho, J resolve ir para o passado e tentar impedir que Boris tenha sucesso.

MIB 3 tinha chances significativas de não dar certo. O diretor Barry Sonnelfeld foi persuadido com muita insistência da Sony/Columbia, pois ele não tinha uma vontade plena de fazer a continuação. O roteiro também não estava pronto quando o filme iniciou suas filmagens. Tanto que o texto de Etan Cohen (Trovão Tropical) foi revisado por David Koepp (Homem-Aranha) enquanto a produção rolava. Mas no fim das contas, deu tudo certo.

Em primeiro lugar, a história é bacana. Viagem no tempo é um assunto que se mantém constante em qualquer produto relacionado à ficção científica. Portanto, não é nenhuma novidade. De certa forma, o longa não tenta nos ensinar lições sobre. Não há explicações altamente didáticas, somente alguns conceitos básicos para que o próprio protagonista compreenda juntamente com o espectador. O roteiro se foca mesmo na tentativa de salvar o agente K. Contudo, a película não fica só aí. Assim como nos filmes anteriores, uma alta dose de humor é injetada. Will Smith está claramente mais maduro em relação há uma década, mas não deixa de fazer suas piadas que viraram marca registrada de seu cunho cômico e que funciona muito bem em contraste a seriedade constante de Tommy Lee Jones. E o mais impressionante é ver como Josh Brolin, versão mais jovem de K, consegue ser a cópia perfeita de Jones, tanto em seu tom de voz (em entrevista para a revista Preview, ele revelou que muita gente achou que o próprio Jones havia lhe dublado), quanto nas suas feições. Um trabalho difícil, mas que Brolin desempenha com perfeição. A química entre o elenco é um dos principais atrativos. Assim como funciona com o seu parceiro da trilogia, Smith casa perfeitamente com Brolin em cena.

O roteiro, apesar de ter sido feito às pressas, sustenta o filme sem ofender a mente de ninguém e não se alonga. Ou seja, há conteúdo o suficiente para um filme e não apenas um texto com cenas de ação para serem postas algumas cenas com diálogos pra preencher o vazio entre elas. Há algumas tiradas engraçadíssimas, como a da garotinha com a mamadeira, o funeral de Zed, o salto temporal, celebridades que são na verdade extraterrestres e o interrogatório de J quando o K de 1969 o prende. Além de ter ação e humor eficientes, Homens de Preto 3 emociona. Os minutos finais revelam algo que, acredito, nenhum espectador imagina. É um final que, de certa forma, pode encerrar com a franquia se os produtores assim desejarem. E tenho certeza que vai ter muita gente chorando, assim como teve na sessão em que eu estava. É um belo desfecho.

Por entreter com tamanha qualidade é que MIB³ merece ser visto. E só para constatar, o verão estadunidense está me surpreendendo até agora. Quem diria hein.

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