House – S08E22: Everybody Dies (Series Finale) | Review

House – S08E22: Everybody Dies
EUA, 2012 – 44 min
Drama

Direção:
David Shore
Roteiro:
David Shore, Eli Attie, Peter Blake
Elenco:
Hugh Laurie, Omar Epps, Robert Sean Leonard, Jesse Spencer, Peter Jacobson, Odette Annable, Charlyne Yi, Jennifer Morrison, Olivia Wilde, Kal Penn, Amber Tamblyn, Sela Ward, Anne Dudek, James LeGros, Andre Braugher, Karolina Wydra

É difícil falar do término de sua série favorita, que te instigou a gostar de seriados. Pois é, mas para o bem e para o mal, House finalmente chega ao seu final. A oitava temporada não foi o melhor momento do programa (em breve a crítica completa do último ano) e por isso o caminho correto foi terminar enquanto ainda estava bom. Para terminar tudo, os últimos quatro episódios pavimentaram a estrada pro encerramento com o plot do câncer de Wilson (Robert Sean Leonard). A decisão era a mais correta, afinal de contas ninguém teve um envolvimento emocional tão grande com o protagonista ao longo das oito temporadas.

No penúltimo episódio, “Holding On”, depois de entupir o encanamento de um dos banheiros do hospital, House (Hugh Laurie) causa um grande estrago e, com isso, sua condicional é revogada e ele precisa voltar à cadeira para cumprir sua pena. O problema maior é que a pena é de seis meses e Wilson tem apenas cinco de vida.

O início do episódio “Everybody Dies” começa com House dentro de uma casa abandonada, com o andar debaixo pegando fogo. Logo de cara ele começa a ter as famosas alucinações dele quando se encontra no limite. O primeiro a conversar com House é Kutner (Kal Penn), como se ele fosse a consciência do médico. Morto desde a quinta temporada, é evidente que Kutner é fruto da imaginação de House. O episódio vai mesclando momentos de diálogos de House com suas visões e o caso médico, onde um homem viciado em heroína sente uma dor aguda no abdômen e House está feliz e animado em trata-lo, o que causa espanto em sua equipe já que a qualquer momento virão ao hospital para leva-lo pra prisão.

Assim como aconteceu em episódios memoráveis da série, como “House’s Head” e “Three Stories”, há reconstituições para que o espectador e o próprio personagem cheguem a alguma conclusão. São vários os questionamentos na cabeça do médico rabugento. Ele não sabe dizer por que está naquele local, nem em que estado se encontra (vivo ou morto), e tenta encobrir suas ações durante o tratamento do paciente. Para cada discussão, House vê um personagem diferente. Além de Kutner, há as participações de Amber (Anne Dudek), Stacy (Sela Ward) e Cameron (Jennifer Morrison).

Dirigido por David Shore, o criador da série, “Everybody Dies” tem todos os elementos que fizeram de House uma das melhores séries da história da televisão. O caso médico, neste caso, não é impressionante, mas é uma peça importante para a composição do episódio. O roteiro não deixa de colocar mais um quebra-cabeça para ser montado, além de injetar ironia, emoção, tensão e divertir. Hugh Laurie deixa claro novamente que é um dos grandes atores da televisão nesta última década, dando o melhor de seu personagem mais uma vez. Não só ele, como todo o elenco se esforça para fazer deste finale memorável. Mas quem se destaca entre os coadjuvantes é Robert Sean Leonard, impecável nessa reta final do seriado. As participações também dão um toque especial. Anne Dudek continua com aquele pinguinho de sarcasmo na voz, enquanto Jennifer Morrison aparecer para dar o seu toque sutil no melhor diálogo dentro da cabeça de House. O reencontro com todos os personagens que já foram do elenco princial (exceto Cuddy por causa dos problemas que fizeram com que Lisa Edelstein saísse da série) aumenta a dose de nostalgia no episódio.

Este final consegue equilibrar bem o drama, o mistério e a comédia. Ou seja, este desfecho honra por completo o espírito da série. Adicionando qualidade, também está de parabéns a equipe técnica, especialmente o pessoal que cuida da edição e da fotografia, ambos irretocáveis. Vale ressaltar o trabalho dos roteiristas que, como de costume, criaram ótimos diálogos e situações para este último episódio. Aliás, o final é puro Sherlock Holmes, uma das inspirações do seriado.

Everybody Dies” fecha com dignidade esta série tão querida por fãs e críticos. E termina da mesma forma que começou: sendo genial. E é claro, provando mais uma vez que todo mundo mente.

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