Titanic | Review

Titanic
EUA, 1997 – 194 min
Drama / Romance

Direção:
James Cameron
Roteiro:
James Cameron
Elenco:
Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Billy Zane, Kathy Bates, Frances Fisher, Bernard Hill, Jonathan Hyde, Danny Nucci, David Warner, Bill Paxton

Prêmios:
Oscar de melhor filme, diretor, direção de arte, fotografia, efeitos visuais, edição, trilha sonora, canção, som, edição de som e figurino
Globo de Ouro de melhor filme dramático, diretor, trilha sonora e canção
Directors Guild Award de melhor direção em longa-metragem
Producers Guild Award de melhor produção de longa-metragem
SAG Award de melhor atriz coadjuvante (Gloria Stuart)

O naufrágio do navio dos sonhos aconteceu há 100 anos. A construção do maior navio da história foi uma amostra de um grande ego, tal como a embarcação. Tão ambicioso quanto a sua construção foi a tentativa de James Cameron de criar esta obra que completa 15 anos em 2012. Na época em que Cameron surgiu com o projeto, todos o tacharam de louco e que seu trabalho iria sucumbir tão grandiosamente quanto Cleópatra e que o seu filme iria quebrar o estúdio. Foi aí que o cineasta mais bem sucedido da face da Terra conseguiu provar que seu Titanic não iria naufragar igual o seu xará marítimo.

Titanic, até pouco tempo atrás, era o longa-metragem de maior bilheteria da história do cinema. O filme foi um fenômeno e o mundo inteiro, incluindo o Brasil, falava dele. Tanto que ficou cerca de um ano em cartaz, um dos motivos pelo qual arrecadou tanto dinheiro. Titanic se tornou um clássico do cinema e um marco na História ao conquistar 11 prêmios Oscar.

Você, caro leitor, já deve estar familiarizado com o enredo. No dia da saída do Titanic em águas, Rose (Kate Winslet) está indo à América para, enfim, se casar com o magnata Cal Hockley (Billy Zane). O casamento está lhe sufocando porque ela não o deseja e está fazendo isso apenas para salvar sua mãe da pobreza. Enquanto isso, o jovem Jack (Leonardo DiCaprio) ganha a passagem no transatlântico numa partida de pôquer cinco minutos antes deste partir. Ao longo da viagem, os dois acabam cruzando o caminho um do outro e, rapidamente, acabam vivendo uma história de amor libertadora e avassaladora.

Apesar de terem se passado 15 anos desde a estreia do filme, Titanic ainda consegue emocionar da mesma maneira. Cameron é um bom contador de histórias quando quer e extrai do jovem Leonardo DiCaprio e da ótima, mesmo que pouco experiente, Kate Winslet, atuações agradáveis e memoráveis. O amor entre os dois cresce de forma natural, algo tão delicado e algumas vezes engraçado. Somente um amor jovial poderia ter estes aspectos. Um pouco de rebeldia, a vontade de ser livre e quebrar as correntes que os prende. Este, em especial, para a personagem Rose. Tem toda aquela coisa de romance previsível e trágico, entre o pobre e a rica, o galanteador e a mimada. Isso já foi usado em clássicos como E O Vento Levou, e tanto lá como aqui estas paixões enchem o coração do telespectador de calor e emoção.

É interessante perceber que Titanic não é apenas um romance. Ele também é um filme catástrofe. E é um dos melhores já feitos em Hollywood, tenha certeza disso! Cameron consegue coordenar o desespero sem fim com todo o cuidado possível e constrói uma tragédia grega com maestria. Os efeitos especiais podem parecer um pouco datados, mas conseguem ser melhores do que os de muitos filmes feitos ainda hoje. É incrível ver o que o diretor conseguiu criar há 15 anos, com toda a precariedade tecnológica da época.

A conversão em 3D é significativa em certa escala. James não joga nada em sua face. Assim como em Avatar, ele trabalha muito bem a questão da tridimensionalidade literal, dando uma noção de profundidade que a maioria dos longas convertidos e filmados não possuem. Não dava pra esperar menos do reinventor da tecnologia.

Titanic tem os seus erros e, por vezes, apela pra um clichezinho, mas nada é capaz de tirar o brilho da bela paixão entre Jack e Rose, a impressionante tragédia, e as atuações de um elenco inspirado, incluindo as coadjuvantes Kathy Bates e Gloria Stuart, a que interpreta a Rose mais velhinha. Após uma década e meia, é até belo ver o poder que o longa ainda possui. Uma boa história jamais perde sua força e Cameron mostra isso ao fazer muita gente pagar pra ver essa obra novamente. Titanic tem tudo para fazer o espectador se emocinar como se fosse a primeira vez.

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