Parks and Recreation – Terceira Temporada | Review

Parks and Recreation: Season Three
EUA, 2010 / 2011
16 episódios
Comédia

Criado por:
Greg Daniels, Michael Schur
Elenco:
Amy Poehler, Rashida Jones, Aziz Ansari, Nick Offerman, Aubrey Plaza, Chris Pratt, Adam Scott, Rob Lowe, Jim O’Heir, Retta

Guia de Episódios:
3×01: Go Big or Go Home
3×02: Flu Season
3×03: Time Capsule
3×04: Ron & Tammy: Part Two
3×05: Media Blitz
3×06: Indianapolis
3×07: Harvest Festival
3×08: Camping
3×09: Fancy Party
3×10: Soulmates
3×11: Jerry’s Painting
3×12: Eagleton
3×13: The Fight
3×14: Road Trip
3×15: The Bubble
3×16: Li’l Sebastian

 

Atualmente, Parks and Recreation é uma das melhores séries cômicas nos Estados Unidos. Infelizmente, no Brasil, a série não é tratada com tanto amor. As três temporadas lançadas lá fora até agora não desembarcaram por aqui e a Sony, canal exibidor em terras tupiniquins, está transmitindo a terceira temporada (enquanto lá fora, já está terminando a quarta). Uma verdadeira pena, afinal, Parks and Recreation é uma das melhores invenções em questão de comédia nos últimos anos.

Após uma segunda temporada hilária, o terceiro ano da série trouxe novos ares. O início parte do arco deixado em aberto no final da temporada passada. Por causa da crise no governo, algo que ocorreu em escala global, o departamento de Parques e Recreação fica três meses sem funcionar, mas acaba retornando, porém com um corte salarial grande. Como é de se esperar, Leslie Knope (Amy Pohler, indicada ao Emmy por sua atuação), busca formas de conseguir continuar com o departamento e mostrar que ele tem seu valor.

Ao longo do ano, Leslie tenta consolidar o departamento, enquanto somos convidados a viver no meio de situações adversas. Como aconteceu no segundo ano, a série não ficou presa somente a um só parque. Leslie e sua equipe precisam resolver outros problemas e elevar o nome da cidade de Pawnee.

Neste terceiro ano não contamos mais com a presença de Mark (Paul Schneider). Outra coisa que diferencia esta temporada para a anterior é que as piadas não vêm em tanto peso. Mas isso não é uma coisa ruim. A série encontra neste período uma maneira de conciliar a história de seus personagens e sacadas muito bem humoradas. É interessante ver como um seriado genuinamente inocente, sem nenhuma apelação ou ambigüidades, consegue fazer rir com tanta facilidade e não soar ingênuo demais. É uma combinação perfeita. Muito se deve ao excelente elenco, é claro. Sem Amy Poehler não existiria Parks and Recreation. A atriz, egressa do Saturday Night Live, explora ainda mais sua personagem aqui, engatando agora uma relação amorosa, mas o fazendo de forma bem humorada e sem ser piegas. Poehler consegue dosar muito bem as nuances da personagem, uma pessoa bondosa, ingênua, ética e capaz de criar situações altamente constrangedoras. Além de fazer o espectador ri, sua Leslie Knope representa uma forte figura feminina.

Não podemos deixar de lado, é claro, Nick Offerman, o sensacional Ron Swanson, uma das figuras mais marcantes da televisão na última década. Convenhamos, ele é a melhor coisa de Parks and Recreation.  O mau humor costumeiro, paixão por carne, bigode gigantesco, talento nato para fazer um discurso e sua relação insana com sua ex, entre outras coisas, fazem com que Ron Swanson seja o personagem mais hilário da televisão recentemente. Ainda se tratando de elenco, nesta temporada há do energético e saudável Chris Traeger (Rob Lowe) e um deslocado Ben (Adam Scott), que também serve como interesse romântico de Leslie.

Além do ótimo elenco, a série deve muito aos roteiristas, que trabalham muito bem com todas as situações, desde as mais comuns quanto as mais insanas, como é o caso do episódio épico “Ron & Tammy: Part Two“, onde a ex de Ron reaparece. O melhor episódio da série, de longe. A soma de roteiros bem escritos, piadas hilárias, situações embaraçosas e personagens bem definidos são o que fazem de Parks and Recreation a melhor série cômica no ar. E não só isso. A série não só consegue fazer rir, mas também traz profundidade. Momentos como o casamento surpresa de Andy (Chris Pratt) e April (Aubrey Plaza) e o memorial de Lil’Sebastian mostram que o seriado possui coração. O mau humor típico de Ron e a falta completa de sorte e noção de Tom (Aziz Ansari) podem ser engraçados, mas é a soma de todos os elementos citados neste texto que fazem de Parks and Recreation a melhor série cômica dos últimos anos. Não, não é The Big Bang Theory.

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