The Walking Dead – Segunda Temporada | Review

The Walking Dead: Season Two
EUA, 2011/2012
13 episódios
Drama / Terror

Criado por:
Frank Darabont
Baseado na obra de:
Robert Kirkman, Tony Moore, Charloe Adlard
Elenco:
Andrew Lincoln, Jon Bernthal, Sarah Wayne Callies, Laurie Holden, Jeffrey DeMunn, Steven Yeun, Chandler Riggs, Norman Reedus, Scott Wilson

Guia de Episódios:
2×01: What Lies Ahead
2×02: Bloodletting
2×03: Save the Last One
2×04: Cherokee Rose
2×05: Chupacabra
2×06: Secrets
2×07: Pretty Much Dead Already
2×08: Nebraska
2×09: Triggerfinger
2×10: 18 Miles Out
2×11: Judge, Jury, Executioner
2×12: Better Angels
2×13: Beside the Dying Fire

Nesta temporada, uma das séries mais esperada pelo público era The Walking Dead. Após mostrar ao mundo que é possível fazer uma série sobre zumbis, não teve como conter os amantes destes seres pós-vida. Apesar de curta, a primeira temporada foi o suficiente para mostrar o potencial que o seriado tinha para se tornar um dos mais assistidos no planeta. Isso, de fato, aconteceu. Sua season premiere alcançou 9 milhões de telespectador, um número espetacular para um canal fechado e bateu o recorde de audiência da história da AMC, canal exibidor.

Público prestigiando existe. Fãs alucinados também. Mas The Walking Dead, nesta segunda temporada, foi muito aquém do que qualquer um poderia esperar, até os fãs mais xiitas tem de concordar. O primeiro problema foi terem mandado pra rua Frank Darabont, o criador e principal roteirista da série. Ainda que tenha permanecido como produtor executivo, ele deixou de opinar logo após o primeiro episódio da temporada. Como disse em entrevista, sua ideia para a premiere era algo que pouco envolvia os personagens principais e focava em contar uma história prévia, antes mesmo de encontrarmos Rick (Andrew Lincoln) no hospital. Aliás, ela seria centrada naquele militar que fala com Rick na primeira temporada. No entanto, impediram sua ideia altamente criativa e bem mais empolgante.

O primeiro episódio da temporada não tem problemas. Aliás, está entre um dos (poucos) melhores do segundo ano. Neste início, o pessoal que sobreviveu à explosão está em busca de água, combustível e comida. Além, é claro, de uma forma de sobreviver um pouco mais aos andantes. Na caça de um veado, Carl (Chandler Riggs) leva um tiro. Com isso, Rick carrega seu filho beirando à morte para uma fazenda que acaba encontrando. Ele encontra um grupo habitando naquele lugar, liderados pelo veterinário Hershel (Scott Wilson). Conforme o tempo passa, tanto o pessoal de Rick quanto o de Hershel se juntam na fazenda e buscam a sobrevivência, apesar de ambos terem ideias diferentes quanto aos andantes e o mundo atual.

O plot da primeira parte da temporada se foca na busca por Sophia (Madison Lintz), filha de Carol (Melissa McBride), que em uma das fugas por causa dos andantes, acaba se perdendo no meio da floresta. E por causa desse plot, a série decai quase 100%, tanto em ritmo quanto em narrativa. Durante seis episódios, os personagens se mantêm na fazenda e tentam achar a garota. É só isso. Mesmo. Não há melhor forma de descrever essa primeira parte. Claro, há um falatório aqui, outro lá, um zumbi aqui e outro perdido lá. Mas no geral, é um marasmo só. A série só ganha um pouco mais de ânimo quando Shane (Jon Bernthal) toma uma atitude duvidosa, mas que naquele momento era o correto a fazer. No entanto, quem se mostra corajoso o suficiente para ir em frente é Rick.

A segunda metade não é muito animadora também. O episódio “Nebraska” traz um pouco de discussão fervorosa, mas nada que alavanque o status da série. Novamente, o ritmo é lento, os plots são desinteressantes e os personagens não possuem carisma algum. E esse é o ponto chave da série. Não dá pra fazer uma matança de zumbis todo episódio. The Walking Dead, em seu primeiro ano, se mostrava superior a muitas obras envolvendo os seres mortos-vivos porque conseguia trazer esse elemento juntamente com uma boa narrativa e uma veia dramática instigante. Só que o problema deste segundo ano é que os personagens estão cada vez menos interessantes e, principalmente, não atraem com suas personalidades e atitudes o apego do espectador. São figuras chatas, com algumas atitudes de colegial e que não são capazes de manter viva a paixão daquele que se apegou demais pela série a partir de sua primeira temporada. Ou seja, de nada adianta apostar no drama se os roteiristas, elenco e direção não dão conta do recado.

Felizmente, aos 40 minutos do segundo tempo, The Walking Dead ganha força. Com a morte de alguns personagens, uns que não faziam diferença e outros que exerceram bem a sua função, e o season finale arrebatador (superior ao da temporada passada), ainda há esperança de que algo surja de bom no próximo ano. O destaque desta segunda parte é a evolução de Rick, personagem central da série. Ele é o típico líder, aquele que não quer aquela função, mas não quer que ninguém o faça, por isso acaba na obrigação de fazê-lo. Pouco a pouco, Shane pressiona Rick, afirmando de boca cheia que este não é capaz de tomar as decisões difíceis. Há alguns embates entre eles, tanto verbal quanto braçal e são estes momentos que mantêm a chama da série acesa. No último (e melhor) capítulo da temporada, “Beside the Dying Fire“, Rick finalmente mostra estar disposto a fazer tudo pela sobrevivência do grupo, mesmo que ele tenha que conviver com as consequências de suas decisões atormentando sua consciência.

Apesar de ter alguns baixos, o segundo ano teve também alguns bons momentos. No entanto, houve mais irregularidades aqui do que o primeiro, quase irretocável caso não fosse a season finale fraquíssima. Tudo indica que as coisas irão melhorar daqui pra frente. E é o que a gente espera.

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