Dexter – Sexta Temporada | Review

Dexter: The Sixth Season
EUA, 2011
12 episódios
Suspense / Policial

Desenvolvido para televisão por:
James Manor Jr.
Baseado na obra de:
Jeff Lindsay
Elenco:
Michael C. Hall, Jennifer Carpenter, Desmond Harrington, C.S. Lee, Lauren Velez, David Zayas, James Remar, Colin Hanks, Edward James Olmos

Guia de Episódios:
6×01: Those Kinds of Things
6×02: Once Upon a Time…
6×03: Smokey and the Bandit
6×04: A Horse of a Different Color
6×05: The Angel of Death
6×06: Just Let Go
6×07: Nebraska
6×08: Sin of Omission
6×09: Get Gellar
6×10: Ricochet Rabbit
6×11: Talk to the Hand
6×12: This Is the Way the World Ends

 
Faz um bom tempo que eu rasgo seda para Dexter. O canal Showtime fez um dos seus maiores acertos ao escalar um elenco inspirado, roteiristas afiados e criar uma das melhores séries da década passada. Apesar de algumas críticas negativas na quinta temporada (que, particularmente, achei tão boa quanto às demais), a série mantinha uma boa relação com a crítica e o público. Os fãs ficaram entusiasmados ao saber que o tema principal do sexto ano seria a religião. Por que não haviam explorado o tema previamente? Não havia nada tão interessante quanto isso.

A temporada começa com Dexter (Michael C. Hall) sem qualquer ligação sentimental com alguma mulher. No departamento de polícia, LaGuerta (Lauren Velez) está prestes a ser promovida e quem fica com seu cargo é Debra (Jennifer Carpenter). No meio dessa transição, Quinn (Desmond Harrington) acaba pedindo a mão dela em casamento, só que ela é pega de surpresa e recusa o convite. Com isso, o relacionamento deles termina e Quinn volta para a vida boêmia e quem tem de arcar com as consequências é Angel Batista (David Zayas), seu companheiro.

A brincadeira da vez é matar pessoas iguaiszinhas a algumas passagens da bíblia, com o tema apocalípse escancarado. Estes crimes, cometidos pelo professor Gellar (Edward James Olmos) e Travis (Colin Hanks), têm a função de alertar a humanidade que o fim do mundo está próximo e que todos irão morrer. Bonito, não é? Ainda nesta temática, Dexter se envolve numa relação de amizade com o padre Sam (Mos Def), um ex-detento que está reabilitado e tem uma oficina onde dá emprego para ex-prisioneiros, dando-lhes a chance de um novo recomeço. Ainda nesta equação, Dexter coloca seu filho numa escola católica e, com a ajuda do padre, começa a questionar suas crenças.

O início da temporada é intrigante justamente por ter um tema repleto de caminhos diferentes para serem percorridos e abordados pelos roteiristas. O ano começa bem, naquele mesmo estilo de sempre que a série mostra ao longo dos anos. Tem o romance por parte de Debra, daí a investigação criminal que vai levar a temporada inteira até acharem os culpados, com Dexter matando quem merece e tendo aquele duelo final, como de costume. Em alguns episódios, as tiradas com a religião são muito bem empregadas. É puro entretenimento assistir aos questionamentos de Dexter, sempre um deleite na série. No entanto, isso não é o suficiente para carregar a temporada inteira, que pela primeira vez sofre com o desgaste da fórmula.

O bom dessa temporada é ver Jennifer Carpenter ganhando mais espaço e se tornando a personagem mais interessante do ano. Isso mesmo. Os holofotes estão em Debra. A nova tenente da polícia de Miami ganha profundidade e destaque, mais do que os próprios vilões. Aliás, o ponto forte da série é justamente apostar nos seus personagens. Nisso a série se mostra competente. E, no fim das contas, o seriado ainda é bom, no entanto, a mesma fórmula de sempre (seguindo a risca, literalmente) cansa o espectador e o desfecho da temporada (com exceção dos últimos 30 segundos, causadores de um grande espanto) deixa a desejar. O sexto ano de Dexter tem seus bons momentos, novos integrantes no elenco que mandam muito bem, mas a série já não tem mais aquele charme assassino irresistível.

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