American Horror Story – Primeira Temporada | Review

American Horror Story: Season One
EUA, 2011
12 episódios
Suspense / Terror / Drama

Criado por:
Ryan Murphy, Brad Falchuck
Elenco:
Dylan McDermott, Connie Britton, Evan Peters, Taissa Farmiga, Denis O’Hare, Jessica Lange, Frances Conroy, Kate Mara, Jamie Brewer, Lily Rabe, Alexandra Breckenridge, Matt Ross, Zachary Quinto

Guia de Episódios:
1×01: Pilot
1×02: Home Invasion
1×03: Murder House
1×04: Halloween (Part 1)
1×05: Halloween (Part 2)
1×06: Piggy, Piggy
1×07: Open House
1×08: Rubber Man
1×09: Spooky Little Girl
1×10: Smoldering Children
1×11: Birth
1×12: Afterbirth

Ryan Murphy e Brad Falchuk foi a dupla que criou o famoso seriado Glee. Muitos amam, muitos odeiam. Divide opiniões. Mas estão sempre falando sobre. Os dois costumam criar séries que dão o que falar. Nip/Tuck era muito diferente das cantorias e melações de Glee. Tinha cirurgias plásticas, muito sangue e, especialmente, sexo. Em American Horror Story, eles retornam a criar algo mais sinistro, sem censura e total liberdade para pirarem a cabeça.

American Horror Story é uma das raras séries que apostam no terror. Não espere muitos sustos, porque a intenção aqui não é lhe fazer pular da cadeira. No entanto, você pode esperar por muitas situações tensas, nojentas e horripilantes. A intenção de Murphy e Falchuk é criar uma obra que assuste as pessoas, as deixe intrigadas e até ria um pouco de si. Um dos trunfos da série é isso. Não tentar se levar a sério demais e conseguir trabalhar este suspense e mistério, sem forçar demais a barra.

A trama não é nada de revolucionária e nem é diferente de coisas que você já viu por aí. Casa mal assombrada com uma família tentando recomeçar e alguns fantasmas. Isso é o básico. A família, com o patriarca Ben Harmon (Dylan McDermott), casado com Viven (Connie Britton) e a filha Violet (Taissa Farmiga) estão se mudando para esta belíssima casa em outra cidade em busca de um novo começo. O motivo disso é que ela perdeu um filho durante o parto há algum tempo e, para fugir da depressão, Ben acaba se envolvendo num caso extraconjugal com Hayden (Kate Mara). Ao descobrir, Vivien quer acabar o casório, mas ele a convence a lhe dar mais uma chance. Por isso se mudam pra bem longe.

Ao chegar nesta casa, tudo parece bacana, tirando Constance (Jessica Lange), a vizinha estranha e sua filha que constantemente invade a casa dos Harmon dizendo que eles irão morrer se ficarem ali. Se isso já não fosse estranho, a garota tem síndrome de Down, o que deixa a situação ainda mais embaraçosa do que já seria.  As coisas, à primeira vista, parece estarem indo bem, mas é apenas uma questão de tempo até mais coisas sinistras acontecerem.

A primeira temporada se divide em 12 episódios e este número curto, como de costume, é o suficiente para contar uma boa história de forma centrada e sem ficar enrolando demasiadamente. Isso só contribui para o andamento do seriado. Nestes doze episódios,  American Horror Story consegue prender a atenção do telespectador na maior parte do tempo. Como é costume em séries da dupla Murphy e Falchuk, os cortes são ágeis e muitas informações são jogadas na tela em cada episódio. Isso sem falar na personalidade de suas personagens. Elas mostram diversas facetas ao longo da temporada e isso funciona muito bem aqui, já que acontecem muitos eventos macabros e que mudam o curso da vidinha daquela família.

As personagens são bem desenvolvidas e acabamos criando um vínculo de afeição com eles, além de outros que têm umas atitudes um tanto suspeitas, como é o caso de Tate (Evan Peters) e Constante. Além deles, a empregada também é de dar arrepios. São muitas as figuras tensas aqui. Há momentos chocantes, beirando o trash em algumas situações, mas o charme está justamente nisso. Os episódios funcionam separadamente. Cada um tem a sua própria trama, mas combina  com os demais.  Sobra também algumas referências ao cinema, como  o filme O Iluminado, por exemplo. A série é séria, mas não faz questão de ser tão séria assim. Nas entrelinhas é impossível não notar certo sarcasmo. E já que tocamos neste assunto, vale ressaltar a participação de Jessica Lange, a mais irônica e sacana da trama inteira. Ou não. Na realidade, há uma briga pra ver quem é mais aproveitador por aqui. De qualquer forma, Lange está inspirada em cena, dando um brilho extra ao conjunto.

A casa é cheia de mistérios e, ao longo da temporada, vamos conhecendo todos os segredos dela e recebemos todas as respostas que esperávamos. Com isso, a série peca. O primeiro ano consegue costurar tudo bem, mas quando chega ao fim, impossibilita muitas coisas e responde tudo o que queríamos saber logo de cara. O problema é: como fazer uma segunda temporada interessante quanto esta? O season finale é decepcionante e quase destrói o que foi construído nos demais episódios, mas deixa o caminho aberto para qualquer tipo de experiência na segunda temporada. Apesar disso, a série se sustenta bem e tem qualidade cinematográfica. Certamente divide opiniões, como tudo o que a dupla de criadores faz, mas para o que pretende, funciona. A série pode evoluir em alguns aspectos ainda, mas é tudo uma questão de tempo. Ou não. Só nos resta agora aguardar para ver o que será feito. O que dá para dizer deste ano um é que American Horror Story entrega o que planejava: um conto de horror americano. E feito com capricho.

Um comentário

  1. Eu adorei essa temporada, foi legal eles jogarem as respostas todas nas caras, é melhor que ficarem enrolando por vários episódios e nunca nada ser divulgado. É até menos confuso. A segunda temporada, Asylum, está sendo muito boa! Não perco um dia!

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