Os Melhores Filmes de 2011

Tivemos um ano com muitas decepções e muitos trabalhos descartáveis. Apesar disso, 2011 nos trouxe obras de arte, experimentou quando pôde, nos fez rir, emocionou, surpreendeu e rendeu películas que ficarão em nossas mentes por um bom tempo. Vale lembrar que os filmes nesta lista entraram em cartaz nos cinemas brasileiros apenas em 2011 e por isso estão presentes alguns indicados ao Oscar passado e fica de fora longas que devem ser bons, mas não estrearam ainda por aqui. Confira os 20 filmes que fizeram alguma diferença no ano que passou.

[ 20 ]  Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, de Joe Johnston)
Joe Johnston consegue recriar com perfeição a ambientação da Segunda Guerra Mundial e aliar ótimas cenas de ação, embaladas por um protagonista que ganha a simpatia do público através de sua humanidade. A Marvel já fez coisas melhores, mas num ano em que tivemos Thor (e Kat Dennings, o que é pior), Capitão América realmente se destaca, mostrando-se uma aventura típica de matinê, com ar retrô e qualidade de sobra.
[ 19 ]  Tudo Pelo Poder (The Ides of March, de George Clooney)
Ryan Reynolds – Parte 1. Você o verá algumas vezes nesta listagem. George Clooney conseguiu reunir só feras da dramaturgia hollywoodiana para contar o que acontece por trás dos bastidores de uma eleição presidencial. Clooney, mais uma vez demonstra competência atrás das câmeras. O roteiro reserva algumas viradas e, apesar de soar ingênuo demais ao se espantar com o que acontece na trama, o filme é interessante e ganha destaque pelas atuações de alto nível, especialmente a de Reynolds.
[ 18 ]  O Discurso do Rei (The King’s Speech, de Tom Hooper)
Não durmam, a lista está longe de acabar. O Discurso do Rei, grande vencedor do Oscar de 2011, tem muitas qualidades. Quesito artístico impecável. Quando um filme inglês não manda bem em direção de arte, figurino e por aí vai? O elenco também está no ponto. Mas por que o filme está nessa posição então? Pelo mesmo motivo que eu e muita gente concorda. É um ótimo longa-metragem? É. Mas o que ele traz de diferente? Exatamente. Nada. É um trabalho redondinho com excelência, mas não faz nada diferente. Se eu falasse que ele foi feito em 1990, você duvidaria? Porque não há nada que Tom Hooper faz aqui que outro diretor não pudesse ter feito em outros filmes de época. E é isso. Só pra deixar claro, o filme é bom mesmo.
[ 17 ]  Hanna (de Joe Wright)
Joe Wright só fazia adaptações clássicas da literatura inglesa, como Orgulho e Preconceito, por exemplo. Seu primeiro filme com uma história original é esta película de ação que mistura dramaticidade e tensão numa fábula moderna. Tudo isso com um elenco que conta com a ótima Cate Blanchett e a excelente Saoirse Ronan que, mais uma vez, demonstra grande talento num papel que precisa mostrar densidade e inocência.
[ 16 ]  Namorados Para Sempre (Blue Valentine, de Derek Cianfrance )
Esse título em português vai em direção oposta ao verdadeiro significado do filme. Se (500) Dias Com Ela mostrava um término e seus momentos áureos de forma bem humorada, Blue Valentine vai em direção oposta. O diretor Derek Cianfrance transforma os altos e baixos do casal interpretado por Ryan Gosling e Michelle Williams em algo triste e soturno. Há delicadeza e também momentos mais pesados. É uma amostra do que o amor é capaz de fazer com as pessoas, desde a felicidade instantânea quanto a loucura e a melancolia. Vale também pela edição caprichada e as atuações acima da média de Williams e Gosling.
[ 15 ]  O Palhaço (de Selton Mello)
Um palhaço que entra em crise de identidade porque não sabe se é engraçado. Se isso não é criativo, não sei mais o que é. E Selton Mello, em seu segundo longa-metragem como diretor, coloca isso na tela de forma delicada e agradável. É uma história encantadora que homenageia o mundo circense, com um elenco maravilhoso e um trabalho estético e fotográfico fantástico. O cinema nacional precisa de mais filmes assim em seu currículo.
[ 14 ]  Os Muppets (The Muppets, de James Bobin)
As criações de Jim Henson ficaram de fora das telas por um bom tempo. Esse respiro foi o suficiente para alavancar os Muppets novamente e torná-los uma sensação mais uma vez. O filme, dirigido por James Bobin e estrelado por Jason Segel (apaixonado pelas marionetes e ajudou a escrever o roteiro) e Amy Adams, é hilário. A comédia tem momentos absurdos, fofos e inesquecíveis. Do começo ao fim, Os Muppets é cheio de tiradas muito bem sacadas, referências ao passado (algumas piadas só quem tem 20 anos pra cima entenderá) e consegue abraçar todo o público com seu humor ora inocente, ora sacana. Sejam bem vindos novamente, Muppets.
[ 13 ]  127 Horas (127 Hours, de Danny Boyle)
Para ser franco, gosto muito mais de 127 Horas do que Quem Quer Ser Um Milionário?, ambos dirigidos por Danny Boyle. Aqui, ele conta a história de um rapaz que sai para escalar algumas montanhas no meio do deserto e acaba ficando com o braço preso, sem que ninguém saiba seu paradeiro. É fácil saber quanto tempo o rapaz ficará ali devido ao título, mas isso é o que menos importa nessa jornada que beira a loucura, passa pelo humor, dramaticidade e desespero, além de tocar em vários assuntos, como a família e os limites do ser humano. Tudo isso e muito mais é expressado pela grande atuação de James Franco que carrega o filme sozinho juntamente com a belíssima trilha sonora de A.R. Rahman. A edição também manda bem, tudo sob a tutela de Boyle, numa direção acertadíssima.
[ 12 ]  Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids, de Paul Feig)
Acho que dá pra dizer que esta é a melhor comédia do ano. Em questão de comédia, Judd Apatow costuma acertar. Ele produz aqui o primeiro filme cômico com uma trupe de mulheres. No mesmo estilo de Se Beber, Não Case!, dá pra esperar qualquer coisa de Kristen Wiig e suas amigas na tentativa de preparar tudo para o casamento de sua melhor amiga. A questão é que a personagem de Wiig está passando pelo pior momento de sua vida. Ela sai com um cara que não quer nada sério com ela; mora de aluguel na casa de dois irmãos britânicos e metidos; precisa fazer tudo o que uma madrinha necessita fazer; trabalha numa joalheria só porque sua mãe conseguiu de favor; e está falida. Isso é só o básico, mas muita coisa pior acontece. Há muita vergonha alheia, situações hilárias, mas não é só nisso que se resume. Missão Madrinha de Casamento também é um filme sobre autoconhecimento, como recomeçar e amizade. Com tudo isso e um elenco em alta voltagem, é impossível dar errado e não rir.
[ 11 ]  X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class, de Matthew Vaughn)
Depois de O Confronto Final sepultar a trilogia iniciada por Bryan Singer em 2000 e a Fox ter cometido X-Men Origens: Wolverine, ficava difícil crer que X-Men ainda poderia render algo assistível tão cedo. Primeira Classe foi uma das maiores surpresas do ano pelo fato de ninguém apostar um ovo frito nele. As imagens, pôsteres e trailers que foram divulgados só faziam com que os fãs ficassem ainda mais indignados e desanimados. Mas Matthew Vaughn, diretor do excelente Kick-Ass, resolveu todos os problemas criando um novo início digno para os mutantes, fazendo um filme tão bom quanto os dirigidos por Singer. Os mutantes voltam com mais profundidade, onde Xavier e Magneto tem mais destaque, assim como Mística, e sem Wolverine. Além disso, a contextualização histórica é bem feita e Vaughn não se afoba na hora de contar a história. O longa ainda conta com ótimas atuações do trio principal (James McAvoy, Michael Fassbender e Jennifer Lawrence). Tudo bem que tem January Jones, mas a gente finge que ela nem estava ali.
[ 10 ]  Submarine (de Richard Ayoade)
Exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o longa britânico do diretor Richard Ayoade acerta o coração do espectador com esta obra cheia de sentimento e competência. A história do garoto Oliver é contada em três partes, todas elas com uma linguagem peculiar, onde o diretor experimenta tudo o que pode. De filmagens em super 8, fotografia belíssima, uma trilha sonora que traduz minuciosamente as emoções na tela, até atuações excelentes de adolescentes de verdade e não atores de 25 anos brincando de ser jovem, Submarine é um longa-metragem honesto com o público, sem papas na língua, tocante, engraçado, apaixonante e revigorante. Um tanto experimental e que merece ser descoberto pelo público.
[ 9 ]  Cisne Negro (Black Swan, de Darren Aronofsky)
Mila Kunis e Natalie Portman tendo um caso. Ok, isso já seria motivo o suficiente para muitos assistirem Cisne Negro, mas é claro que isso não é o prato principal, é apenas o aperitivo. A obra de Darren Aronofsky é uma fábula sombria sobre os limites do ser humano e também como algo tão belo quanto o balé pode ser tão duro e dolorido. Cheio de metáforas e muitos momentos de tensão, Cisne Negro é uma película forte e impactante. É quase um cinema de horror. O drama psicológico não seria nada se não tivesse Natalie Portman em uma transformação assustadora na tela. Os limites da protagonista estão estampados pelo desgaste de Portman. A atuação dela é daquelas de deixar o público embasbacado e digna de Oscar.
[ 8 ]  A Pele Que Habito (La Piel Que Habito, de Pedro Almodóvar)
Fazia tempo que Almodóvar não impressionava, não arriscava. Pois bem, ele voltou com tudo em A Pele Que Habito. Surtado, ele retoma a parceria com Antonio Banderas (em sua melhor atuação em anos) e vai longe na trama que, de leve, fala sobre cirurgia plástica, mas que passa longe de se aprofundar no tema. Almodóvar utiliza seus personagens como meros peões num tabuleiro de xadrez. Ódio, culpa, amor, loucura, sobrevivência. São muitos os elementos com que o diretor trabalha nesta história que, se eu falar mais detalhadamente, já perde a graça. O bom é assistir ao filme sem saber nada e se surpreender com uma história doentia, onde o diretor traz de volta o verdadeiro suspense onde não é o susto que importa, mas sim a tensão no ar.
[ 7 ]  Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, de Woody Allen)
Confesso que o Woody Allen dos últimos anos com os excelentes Match Point e Vicky Cristina Barcelona me agradou bastante, mas sei que ele é mestre nas comédias. E apesar de gostar muito de injetar sarcasmo em suas obras mais engraçadas, ele se contém e nos leva para passear em um mundo fantástico, numa jornada deliciosa pela Paris dos anos 20 de forma sutil, engraçada e artística. Meia-Noite em Paris é um deleite para a mente e nos faz querer viver nesta realismo fantástico que Allen já se mostrou capaz de fazer em A Rosa Púrpura do Cairo, mas aqui ele o faz com mais beleza e experiência.
[ 6 ]  Bravura Indômita (True Grit, de Joel Coen e Ethan Coen)
Indicado para 10 prêmios ao Oscar de 2011, Bravura Indômita foi o maior injustiçado, apesar de ser um dos melhores filmes na disputa. Jeff Bridges está melhor aqui do que em Coração Louco e merecia outro Oscar, mas Firth nunca havia ganho, então não tinha como. Apesar dos apesares, o longa dos irmãos Coen não deixa de brilhar por causa desses detalhes. O western ganhou uma bela homenagem deles, mas sem deixar de lado sua própria identidade, como os diálogos ácidos e muito sarcasmo. Bridges, Josh Brolin, Matt Damon dão uma aula de atuação, enquanto a novata Hailee Steinfeld se mostra capaz de puxar toda a atenção pra si. As falas trocadas entre ela e o restante do elenco são deliciosos. Da direção de arte, figurinos, passando pela trilha sonora, até a belíssima fotografia, Bravura Indômita se mostra competente em tudo o que faz. No final das contas, o que vemos aqui é um filmaço onde tudo funciona perfeitamente.
[ 5 ]  Super 8 (de J.J. Abrams)
Com o patrocínio do mestre das aventuras dos anos 80, Steven Spielberg, J.J. Abrams volta para a cadeira de diretor em Super 8, um filme cheio de contraluz. Mas fique tranquilo, isso não é o foco. Abrams sabe dirigir muito bem seus atores e isso fica evidente nos quatro moleques e a nem-tão-garotinha (Elle Fanning) que dão um show em cena. Com muito mistério, cenas de ação de tirar o fôlego, um roteiro que sabe pra onde vai, Super 8 é um dos filmes mais adoráveis e viciantes deste ano. Um blockbuster com cérebro e, especialmente, coração. Uma homenagem às boas aventuras e ao cinema.
[ 4 ]  Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, de Rupert Wyatt)
Sim, você teve que esperar seis filmes para ver um que realmente valesse a pena na franquia Planeta dos Macacos. Se Tim Burton foi competente em assassinar a franquia ao tentar ressuscitá-la, Rupert Wyatt fez a mesma coisa. Só que ao contrário. Wyatt surpreendeu o público em criar uma história de início muito bem arquitetada, onde há um porquê para todas as suas perguntas, emoções, bons personagens e uma atuação sensacional de Andy Serkis, mesmo que ele seja, visualmente, transformado no computador. Uma ficção competente e que o público clamava já faz um bom tempo.
[ 3 ]  Melancolia (Melancholia, de Lars von Trier)
A principal briga em Cannes em 2011 foi entre Melancolia e A Árvore da Vida. A Pele Que Habito estava presente, mas ficou de longe do duelo. Lars von Trier criou uma obra belíssima visualmente e que, neste quesito, empata com A Árvore da Vida. Nos demais, Melancolia é superior ao longa de Malick. Enquanto o longa encabeçado por Brad Pitt finge que tem profundidade de sobra e se faz de pseudo-revolucionário, Trier é mais sutil em suas pretensões. Aqui, ele só quer mostrar, literalmente, o fim do mundo e o verdadeiro significado da palavra que dá nome ao filme. A depressão expressa por Kirsten Dunst é muito convincente. A atriz brilha em tela numa atuação profunda, difícil e que ela tira de letra. A melhor atuação feminina que vi no ano. Só mesmo Trier para não fazer do fim do mundo algo chato e batido, transformando-o em algo poético e belo. Aliás, se ele tivesse mantido a boca fechada em Cannes e não falasse as coisas que ele deveria guardar pra si, talvez esta sua obra irretocável tivesse chances de ganhar prêmios mundo afora e até ter chance no Oscar, coisa que não irá acontecer. Nem mesmo para Dunst. Uma pena, pois Melancolia é denso, profundo de verdade, belíssimo, como uma obra de arte deve ser.
[ 2 ]  Drive (de Nicolas Winding Refn )
Ryan Gosling – Parte 3. Dá quase pra fazer uma lista de melhores filmes só com os que Gosling fez. Nesta lista não houve espaço para Amor a Toda Prova, mas quase entrou. Enfim, foco. Drive ganhou o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes. Não é por nada que Nicolas Winding Refn ganhou o prêmio. Exibido no Festival do Rio, Drive é daqueles filmes únicos, que ficam na sua cabeça por semanas. Ryan Gosling lidera um ótimo elenco onde um briga pra saber quem é o melhor em cena. Destaque para Albert Brooks, acostumado a papéis cômico, mas que aqui é um sujeito durão e violento. Esta película é uma prova de que é possível fazer um filme de ação, com cenas cheias de adrenalina, e ainda assim ter personagens bem situados e diálogos que não pareçam uma propaganda de chinelo ou de cerveja. Drive é uma espécie de western moderno, com direito a herói caladão e uma trilha sonora que preenche muito bem o silêncio que há no longa. Gosling consegue expressar cada sentimento com o mínimo de esforço e poucas palavras. Muitas vezes, um mero olhar traduz tudo o que se passa. É uma atuação sensacional em um filme excelente.
[ 1 ]  Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2  (Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 2, de David Yates)
Confesso que sou fã dos livros e dos filmes de Harry Potter, mas este não é o motivo por ele encabeçar esta lista. O filme anterior ficou em 15º na lista do ano passado, por exemplo. Se Relíquias da Morte – Parte 2 está em primeiro lugar, é porque merece. O filme mais bem criticado no Rotten Tomatoes e no Metacritic  que está presente nesta lista e votado pelos três votantes desta eleição tem tudo o que um blockbuster deveria ter (e raramente entrega). A gente sabe que você precisa ter visto, no mínimo, o Relíquias da Morte – Parte 1 para entender este segundo, mas com O Senhor dos Anéis também foi assim e ninguém reclamou (ou reclamou?). David Yates prova ser um ótimo diretor mais uma vez. Aqui ele faz o capítulo mais curto da saga e o único que nos faz ter vontade de ver mais. Ele dosa bem os momentos cômicos e deixa a dramaticidade predominar. As cenas de ação são perfeitas. Yates consegue controlar tudo isso, como é o caso da batalha final em Hogwarts, uma bagunça bem organizada (se é que esse comentário faz sentido). O elenco está melhor do que nunca, onde finalmente Daniel Radcliffe está bem na tela e o resto se mantém impecável. Destaque para Alan Rickman e Maggie Smith. No final das contas, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 é um épico espetacular, que faz o espectador se segurar na cadeira, torcer, rir e até mesmo chorar. É uma bela despedida desta que é a franquia mais bem sucedida da história do cinema e também uma das mais amadas. Encanta, surpreende e emociona. Enfim, inesquecível.
Se der tempo, também assista:
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Participaram da votação: Lucas Paraizo, Ewerton MeraRodrigo Ramos

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