Noel Gallagher’s High Flying Birds – Noel Gallagher’s High Flying Birds | Review

Noel Gallagher’s High Flying Birds
Noel Gallagher’s High Flying Birds
Inglaterra, 2011 – 42 min
Rock Alternativo / Britpop

Faixas:
1. Everybody’s On The Run
2. Dream On
3. If I Had A Gun…
4. The Death of You and Me
5. (I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine
6. AKA… What a Life!
7. Soldier Boys and Jesus Freaks
8. AKA… Broken Arrow
9. (Stranded On) The Wrong Beach
10. Stop the Clocks

Os irmãos Gallagher brigaram diversas vezes ao longo da carreira da banda liderada por eles. O Oasis passou por crises enquanto eles trocavam farpas, xingamentos, entre outras coisas. Uma hora, a situação ficou insustentável e cada um foi prum lado. Liam lançou o disco com sua nova banda, o Beady Eye e mostrou que Noel realmente fazia falta, tanto nos arranjos quanto nas letras pouquíssimas inspiradas. Noel, por sua vez, iniciou o High Flying Birds e em novembro lançou o seu primeiro trabalho fora da finada banda. E, com isso, Noel se mostra o lado mais interessante do Oasis.

No disco homônimo, Noel e sua nova banda mostram o que já esperávamos: um álbum genial. Inovador? Provavelmente não. Aqui não há nada revolucionário e nem nada tão diferente do que ele já fez enquanto estava no Oasis, no entanto, essa mistura de vários instrumentos, somados ao estilo vocal único de Noel e seu lirismo poético mostram o quão ele é tão sensacional no que faz.

O álbum abre com uma canção crescente, que vai empolgando conforme se discorre. Everybody’s On The Run junta os acordes de violino, com a bateria e o violão dão um toque de sensibilidade, abraçados a boa letra de Noel e sua voz dando sustentabilidade para a canção. Partindo pro lado menos romântico e sem cara de balada, Dream On é mais animada, se mostrando uma música pop de qualidade.

Apostando no lado sentimental e altamente poético, Noel escreve a melhor canção de 2011. Sem exagero. If I Had A Gun… é uma balada belíssima. Uma declaração de amor inspiradíssima, embalada por um ritmo que é gostoso de ouvir, além de ser altamente apaixonante. Brincando com as palavras, de uma forma que só ele sabe, em seguida temos outra faixa irretocável. The Death of You and Me tem rimas milimétricas, letra engenhosa, num ritmo que mistura country com o pop/rock costumeiro dele, ao som de inúmeros instrumentos.

(I Wanna Live in a Dream In My) Record Machine é uma faixa que faz com que o ouvinte perceba que a genialidade do Oasis vinha mesmo de Noel. Além do título já ser interessante por si só, a canção é sensacional. Muito bem embalada pelo instrumental, mais rock do que as outras, mas sem deixar os toques de violino e outros instrumentos mais clássicos pra trás, Noel capricha nesta letra que não fala de amor, no entanto contém profundidade num sonho utópico, mas que muita gente gostaria de viver. A ideia é viver um sonho perfeito, dentro da própria máquina de disco e a partir disso imaginar um mundo inteiro, somente com o poder da música. “I wanna live in a dream in my record machine / I wanna picture the world and everyone inside my mouth / Cos all the money I waste, is it a matter of taste? / I wanna picture the world and you can’t make me spit it out”.

Esta segunda metade do álbum é ligeiramente menos intensa do que a primeira. AKA… What a Life é a faixa mais eletrizante até aqui e serve mais para se desligar dos sentimentos intensos das outras canções. Soldier Boys and Jesus Freaks já serve para um propósito mais interessante. Na composição, Noel critica a igreja, o governo e dá uma cutucada na manipulação da televisão, embalada pelo som de saxofone, batidas de violão bem marcadas, num clima mais country, assim como The Death of You and Me.

AKA… Broken Arrow tem bastante força no instrumental, onde há uma sonoridade mais leve, com direito a batida de bongô e uma letra mais elaborada do que o outro AKA. (Stranded On) The Wrong Beach tem a guitarra como ponto forte. Pirando um pouco, Noel e sua banda fecham o disco com vigor com a canção Stop the Clocks e prova que sua carreira solo pode ser uma solução melhor do que continuar no Oasis, o que já não rendia a mesma coisa do que em outros tempos.

Noel Gallagher’s High Flying Birds possui letras caprichadas e altamente trabalhadas, diversificando temas, mas em específico, tratando sobre o amor. Aqui, Noel tem oportunidades de arriscar um pouco mais no quesito instrumental, e até ousa um pouco, mas não arrisca demais. Mesmo sem inovar, Noel cria um trabalho consistente, emotivo e viciante. Para ser ouvido em qualquer momento, o disco é uma das melhores coisas lançadas neste ano. Pode até ser parecido com o que ele já fazia no Oasis, porém nos lembra da melhor fase da extinta banda britânica, o que é um grande elogio.

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